O Brasil realizou mais de 2,1 milhões de
procedimentos cirúrgicos estéticos em 2024, mantendo-se entre os maiores
mercados do mundo, segundo levantamento da International Society of Aesthetic
Plastic Surgery (ISAPS), divulgado em 2025. Mas um movimento menos visível tem
chamado a atenção dentro dos consultórios: a mudança nos critérios que levam
alguém a escolher um procedimento.
Na minha prática como cirurgião plástico, percebo
que o paciente atual não avalia apenas o resultado estético. Ele passou a considerar
também o impacto da cirurgia sobre a rotina, o trabalho, os exercícios físicos
e a própria saúde.
Esse comportamento é especialmente evidente entre
empresários, executivos, profissionais liberais e pessoas que ocupam posições
de liderança. Para esse público, ficar semanas afastado das atividades deixou
de ser uma condição naturalmente aceita. O tempo passou a ser um ativo tão
valioso quanto o próprio resultado.
A valorização do tempo como
ativo de luxo
O fenômeno acompanha uma mudança mais ampla observada
no mercado premium. Segundo o Global Wellness Institute, a economia global do
bem-estar movimentou mais de US$6,3 trilhões e continua crescendo impulsionada
por longevidade, saúde preventiva e qualidade de vida.
O consumidor de alta renda passou a valorizar
soluções que entregam resultados sem exigir grandes interrupções na vida
pessoal ou profissional. Essa lógica já transformou setores como hotelaria,
mobilidade, alimentação e saúde preventiva. Agora começa a influenciar também a
cirurgia plástica.
Nesse contexto, procedimentos minimamente invasivos
vêm ganhando espaço porque reduzem o impacto fisiológico da intervenção e
permitem uma recuperação mais compatível com a rotina moderna.
O avanço das técnicas menos
invasivas
Uma das transformações mais relevantes dos últimos
anos foi a evolução dos procedimentos voltados ao contorno corporal.
Durante décadas, a lipoaspiração tradicional esteve
associada a cirurgias mais extensas, anestesia geral, maior resposta
inflamatória e períodos prolongados de recuperação. Hoje, a tecnologia permite
abordagens mais personalizadas para pacientes que apresentam gordura localizada
em áreas específicas.
É o caso da Minilipolaser, técnica que desenvolvi
ao longo da minha trajetória profissional com o objetivo de reduzir o impacto
do procedimento sobre o organismo.
A principal diferença está na proposta. Em vez de
tratar grandes áreas corporais de forma padronizada, o procedimento é adaptado
às necessidades reais de cada paciente. Quando indicado para áreas localizadas,
pode ser realizado com anestesia local associada à sedação, sem necessidade de
anestesia geral.
Na prática, isso contribui para menor resposta
inflamatória, preservação da massa muscular, recuperação mais rápida e retorno
antecipado às atividades habituais quando comparado aos modelos cirúrgicos mais
tradicionais.
Quando saúde e estética passam
a caminhar juntas
Existe ainda uma mudança importante acontecendo na
forma como os pacientes enxergam a cirurgia plástica.
Cada vez mais, o procedimento deixa de ser encarado
como um evento isolado e passa a integrar um projeto mais amplo de saúde,
composição corporal e longevidade.
Antes da cirurgia, cresce a preocupação com exames,
alimentação, condicionamento físico e qualidade metabólica. Depois do
procedimento, aumenta a busca pela manutenção dos resultados por meio de
hábitos saudáveis e acompanhamento médico.
Na minha visão, essa é a direção mais relevante
para o futuro da especialidade.
A cirurgia plástica não deve ser uma interrupção da
saúde. Ela pode ser uma oportunidade para que o paciente se reconecte com ela.
O que observo é que a nova geração de pacientes não
busca apenas mudar a aparência. Busca melhorar a forma como vive, trabalha e
envelhece. E isso está transformando não apenas as técnicas cirúrgicas, mas também
o próprio papel da medicina estética.
Dr. Alexandre Peruzzo Cremers 26736 /Rqe 34441 - cirurgião plástico em Porto Alegre, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), mentor de médicos em gestão e marketing, proprietário de clínicas de alto padrão e ex-professor da ULBRA, onde atuou por cinco anos. Formado em Medicina em 2001 e em Cirurgia Plástica em 2008, construiu sua trajetória com foco em técnicas minimamente invasivas, recuperação rápida, personalização e integração entre estética, saúde e longevidade. Ao longo da carreira, desenvolveu a Minilipolaser, técnica minimamente invasiva para remoção de gordura localizada, baseada na adaptação do procedimento às necessidades reais de cada paciente. Sua atuação parte da tese de que a cirurgia plástica deve ser uma oportunidade de reaproximação do paciente com a própria saúde, com atenção à preservação do metabolismo, da massa muscular, da rotina e dos hábitos de vida.
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Clínica do Dr. Alexandre Peruzzo
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