Especialista destaca que a governança do Pix também precisa considerar os impactos sociais e comportamentais gerados pela ferramenta
A consolidação
do Pix como principal meio de pagamento no Brasil inaugura uma nova etapa para
o sistema financeiro: a necessidade de fortalecer sua governança. Após cinco
anos de operação e rápida expansão, o modelo passa a exigir maior coordenação
entre instituições, evolução tecnológica e atenção crescente a riscos
operacionais e sociais.
Para
Peterson Santos, CEO e cofundador do Grupo Trio, empresa que desenvolve
soluções voltadas especialmente para o ambiente corporativo, o principal
desafio atual está na maturidade das instituições que participam do arranjo.
Segundo ele, o crescimento acelerado do sistema evidenciou fragilidades que
agora precisam ser enfrentadas de forma conjunta.
“O principal
desafio hoje é que todas as instituições tenham consciência do papel que
desempenham dentro do ecossistema”, afirma. O executivo destaca que o Pix entra
agora em um momento de evolução que depende diretamente da colaboração entre os
participantes do sistema. Para ele, encontros e fóruns do setor são essenciais
para garantir esse alinhamento.
“É
extremamente importante que as instituições colaborem. A gente precisa falar
sobre o que está sendo feito, quais são os desafios e como o mercado está
evoluindo. Só assim será possível expandir o sistema de forma sustentável. A Trio,
inclusive, se posiciona não só como instituição financeira, mas como empresa de
tecnologia, trazendo uma abordagem aberta à colaboração e à construção conjunta
de soluções”, explica.
Apesar dos
desafios, Santos reforça o potencial do Pix, que já conquistou uma fatia
significativa do mercado de pagamentos em poucos anos. “O Pix tem um potencial
enorme. Em cerca de cinco anos, ele já tomou uma parcela muito relevante do
mercado e deve continuar crescendo. A questão agora é como sustentar essa
evolução com segurança e inovação”, completa.
Impactos
sociais e comportamento financeiro entram na pauta
Para
Andressa Lipski, diretora de Legal & Compliance do Grupo Trio, a governança
do Pix também precisa considerar os impactos sociais e comportamentais gerados pela
ferramenta.
“O Pix é
extremamente disruptivo e mudou completamente a forma como as pessoas consomem
e utilizam serviços financeiros. Isso traz inúmeros benefícios, mas também
levanta pontos de atenção que talvez ainda não estejam sendo observados com profundidade”,
avalia.
Segundo ela,
um dos sinais dessa mudança está no comportamento dos usuários em relação ao
uso do sistema, o que já começa a chamar a atenção do Banco Central.
“Uma das
primeiras evidências disso é o aumento no volume de contestações e solicitações
de devolução por motivos que nem sempre são fraudes, mas sim desacordos
comerciais. Isso mostra que o comportamento do usuário também precisa entrar na
discussão de governança”, explica.
Andressa
destaca que a inclusão financeira proporcionada pelo Pix traz novos desafios,
especialmente para públicos mais vulneráveis.
“A gente
precisa começar a olhar também para os impactos sociais. O Pix trouxe inclusão,
mas também expôs novas vulnerabilidades. Talvez seja o momento de discutir
medidas educacionais e mecanismos que ajudem o usuário a tomar decisões mais
conscientes, considerando a velocidade e facilidade do sistema”, afirma.
Criado em 2020 por Peterson
Ferreira dos Santos e Manoel de Oliveira Souza, empreendedores com forte
experiência em tecnologia e mercado financeiro, o Grupo Trio foi concebido com
a proposta de oferecer uma infraestrutura financeira capaz de acompanhar o
crescimento das empresas. Entre os diferenciais
da empresa está a forte aposta em tecnologia proprietária e infraestrutura
financeira avançada. A Trio desenvolve soluções voltadas especialmente para o
ambiente corporativo, com destaque para ferramentas de gestão financeira,
integração por APIs, sistemas de conciliação automatizada e soluções baseadas
em Pix.
Para mais
informações, acesse o site https://www.trio.com.br
ou o perfil oficial do Grupo Trio no Instagram: trio.fin.

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