Foco do Abril Azul Claro tem mais
eficácia, menos risco e recuperação mais rápida
Abril
é o mês dedicado à conscientização sobre o câncer de esôfago. Através do Abril
Azul-Claro, o A.C.Camargo Cancer Center traz boas notícias: os tratamentos
ficaram mais eficazes, as cirurgias mais seguras e as chances de cura, maiores.
A maior novidade no tratamento vem do estudo MATTERHORN, que pela primeira vez combinou imunoterapia com quimioterapia antes e depois da cirurgia em determinados tipos de câncer de esôfago. O resultado foi expressivo: quase o dobro de resposta em comparação ao tratamento convencional.
“Isso é algo que foi liberado aos pacientes há poucos meses”, destaca o Dr. Felipe Coimbra, líder do Centro de Referência em Tumores do Aparelho Digestivo Alto do A.C.Camargo Cancer Center. A descoberta reforça uma tendência cada vez mais presente na oncologia moderna: tratar cada paciente de acordo com o perfil molecular do seu tumor, com mais precisão e menos efeitos desnecessários.
Do lado cirúrgico, a evolução também é motivo de otimismo. As técnicas robóticas e minimamente invasivas transformaram a esofagectomia — que já foi considerada uma das cirurgias mais complexas da oncologia — em um procedimento cada vez mais seguro, com menos complicações e recuperação mais rápida. “Há cada vez mais evidência de que a cirurgia robótica laparoscópica no câncer de esôfago é melhor, tem menos risco e menor tempo de recuperação do paciente”, afirma o especialista. Quando realizada em centros com experiência e protocolos modernos de cuidado perioperatório, a cirurgia deixa de ser um obstáculo e passa a ser uma etapa segura no caminho da cura.
O
futuro também guarda promessas. O uso do DNA tumoral circulante (ctDNA),
detectado por um simples exame de sangue, já permite identificar sinais de
recidiva antes mesmo que os exames de imagem os revelem, abrindo espaço para
intervenções mais rápidas e eficazes.
O
cenário, portanto, é de avanço. “O tratamento do câncer de esôfago evoluiu
rapidamente nos últimos anos. Hoje, há mais precisão, mais segurança e maior
potencial de controle da doença”, resume o Dr. Felipe Coimbra.
É
importante lembrar que o diagnóstico precoce continua sendo o fator que mais
influencia o prognóstico. O câncer de esôfago costuma se manifestar de forma
discreta no início, o que torna a atenção aos sintomas ainda mais importante.
Tabagismo, consumo excessivo de álcool, refluxo crônico e obesidade estão entre
os principais fatores de risco. “Reforçar a importância do diagnóstico precoce
e ficar alerta aos sintomas são atitudes que podem salvar vidas”, diz o Dr.
Coimbra. Sinais como dificuldade para engolir, perda de peso sem explicação e
desconforto persistente ao se alimentar precisam ser investigados o quanto
antes.
As
novidades são animadoras. E no mês que também contempla o Dia Mundial da Saúde,
essa é a mensagem que o A.C.Camargo quer celebrar – e compartilhar.
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