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Durante
o Abril Azul, um tema ainda pouco conhecido ganha espaço: a forma como o corpo
percebe o mundo no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais do que
comportamento, o autismo também envolve a maneira como o cérebro processa
estímulos como sons, luzes, texturas e movimentos.
Esse
processo é chamado de integração sensorial e, quando ocorre de forma diferente,
pode fazer com que situações simples do dia a dia se tornem desafiadoras. “A
integração sensorial é a forma como o cérebro organiza as informações que
recebe do ambiente. No autismo, esse processamento pode ser diferente, o que
afeta tanto o comportamento quanto o movimento”, explica Rimon Tannous Elias,
coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera.
Veja
alguns sinais de que o corpo pode estar processando estímulos de forma diferente:
1. Incômodo com sons, luzes ou ambientes cheios
Barulhos
considerados normais podem ser percebidos como intensos, assim como luzes
fortes ou locais com muita informação visual.
2.Seletividade alimentar por textura ou consistência
Mais
do que preferência, a recusa por certos alimentos pode estar ligada à forma
como o corpo percebe texturas, temperaturas e até cheiros.
3.Desconforto com roupas ou toques
Etiquetas,
tecidos ou até o contato físico podem causar incômodo significativo, levando à
evitação.
4. Busca ou evitação de movimento
Algumas
pessoas podem buscar estímulos constantemente, enquanto outras evitam
atividades físicas ou situações que exigem movimento.
5. Dificuldade de equilíbrio e coordenação
Atividades
simples, como correr, pular ou manter o equilíbrio, podem exigir mais esforço
devido à forma como o cérebro organiza os estímulos.
Esses
sinais também podem impactar o desenvolvimento motor e a rotina, interferindo
desde brincadeiras até tarefas do dia a dia. Por isso, a fisioterapia tem um
papel importante ao trabalhar o corpo de forma integrada, ajudando a organizar
essas respostas e promovendo mais autonomia. “Não estamos tratando apenas o
movimento, mas ajudando o cérebro a responder melhor aos estímulos. Isso faz
diferença na qualidade de vida e na independência”, destaca o professor.
Quando procurar ajuda
Se esses comportamentos são frequentes e impactam a rotina, é importante buscar avaliação profissional. O acompanhamento com especialistas pode ajudar a entender melhor essas respostas e desenvolver estratégias para lidar com os estímulos do dia a dia.
Anhanguera
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