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terça-feira, 28 de abril de 2026

Autismo e corpo: 5 sinais pouco conhecidos ligados à integração sensorial

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Alterações na forma como o cérebro processa estímulos podem impactar comportamento, movimento e rotina



Durante o Abril Azul, um tema ainda pouco conhecido ganha espaço: a forma como o corpo percebe o mundo no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Mais do que comportamento, o autismo também envolve a maneira como o cérebro processa estímulos como sons, luzes, texturas e movimentos.
 

Esse processo é chamado de integração sensorial e, quando ocorre de forma diferente, pode fazer com que situações simples do dia a dia se tornem desafiadoras. “A integração sensorial é a forma como o cérebro organiza as informações que recebe do ambiente. No autismo, esse processamento pode ser diferente, o que afeta tanto o comportamento quanto o movimento”, explica Rimon Tannous Elias, coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera. 
 

Veja alguns sinais de que o corpo pode estar processando estímulos de forma diferente:
 

1. Incômodo com sons, luzes ou ambientes cheios

Barulhos considerados normais podem ser percebidos como intensos, assim como luzes fortes ou locais com muita informação visual.
 

2.Seletividade alimentar por textura ou consistência

Mais do que preferência, a recusa por certos alimentos pode estar ligada à forma como o corpo percebe texturas, temperaturas e até cheiros.
 

3.Desconforto com roupas ou toques

Etiquetas, tecidos ou até o contato físico podem causar incômodo significativo, levando à evitação.
 

4. Busca ou evitação de movimento

Algumas pessoas podem buscar estímulos constantemente, enquanto outras evitam atividades físicas ou situações que exigem movimento.
 

5. Dificuldade de equilíbrio e coordenação

Atividades simples, como correr, pular ou manter o equilíbrio, podem exigir mais esforço devido à forma como o cérebro organiza os estímulos.
 

Esses sinais também podem impactar o desenvolvimento motor e a rotina, interferindo desde brincadeiras até tarefas do dia a dia. Por isso, a fisioterapia tem um papel importante ao trabalhar o corpo de forma integrada, ajudando a organizar essas respostas e promovendo mais autonomia. “Não estamos tratando apenas o movimento, mas ajudando o cérebro a responder melhor aos estímulos. Isso faz diferença na qualidade de vida e na independência”, destaca o professor.
 

Quando procurar ajuda

Se esses comportamentos são frequentes e impactam a rotina, é importante buscar avaliação profissional. O acompanhamento com especialistas pode ajudar a entender melhor essas respostas e desenvolver estratégias para lidar com os estímulos do dia a dia. 



Anhanguera
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