Sinais ignorados no dia a dia podem ser alerta para doenças cardiovasculares; especialista reforça a importância em manter uma rotina periódica de exames para diagnosticar alterações precocemente e evitar manifestações graves
As
doenças cardiovasculares representam um grande desafio para a área da saúde.
Além da alta letalidade, essas condições costumam acompanhar uma série de
sinais silenciosos que dão indícios de algum problema no coração, o que
dificulta o diagnóstico e o tratamento precoce. Apesar de discretos, sete
desses sintomas podem ser observados com um olhar cuidadoso no dia a dia.
De acordo com o médico cardiologista do hospital Hcor, Dr. Jorge Koroishi, o corpo costuma dar sinais prévios que, embora sutis, não devem ser ignorados. “Existe uma ideia comum de que problemas no coração sempre se apresentam de forma aguda e evidente, mas, na prática, muitos pacientes chegam ao consultório relatando sintomas leves e persistentes que já indicavam alguma alteração cardiovascular”, afirma.
Segundo o médico, sete sinais servem como sinal de alerta para a saúde do
coração. Eles incluem:
- cansaço excessivo ao longo do dia;
- a falta de ar leve ou progressiva;
- o inchaço nas pernas, pés ou tornozelos;
- episódios de tontura ou desmaio;
- suor excessivo sem causa aparente;
- desconfortos no peito que podem se manifestar como pressão ou
queimação;
- sintomas digestivos, como náusea, dor no estômago ou perda de apetite.
Conforme explica o especialista, esses quadros são chamados de “silenciosos” justamente por serem inespecíficos e facilmente confundidos com outras condições do dia a dia, como o estresse ou a alimentação inadequada. Além disso, mulheres, idosos e pessoas com diabetes têm maior probabilidade de apresentar manifestações atípicas, o que exige atenção redobrada.
Para combater a imprevisibilidade das doenças cardiovasculares, a prevenção ainda é o melhor remédio. “Adotar hábitos de vida saudáveis têm impacto direto na redução do risco cardiovascular. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool e controlar condições como hipertensão, obesidade, colesterol alto e diabetes são medidas fundamentais”, explica o médico.
Para além das mudanças de hábitos, o acompanhamento médico é essencial para
identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.”O check-up
cardíaco periódico é recomendado para adultos saudáveis a partir dos 40 anos,
ou a partir dos 30 anos para quem já possui algum fator de risco ou casos de
histórico familiar de doença cardíaca”, alerta o médico.
Alerta aos mais jovens
Apesar da rotina constante de exames ser mais indicada para adultos na faixa dos 40 anos, ainda é recomendável que pessoas mais jovens realizem exames de rotina, mesmo que com um intervalo mais longo.
Apenas no Brasil, o número de infartos em pessoas com menos de 40 anos mais que dobrou nos últimos 16 anos devido a fatores como o consumo de álcool e de drogas ilícitas, ansiedade, obesidade, problemas com o sono, entre outros motivos.
Embora nem todos os sinais indiquem necessariamente um problema grave, a
persistência ou a combinação desses sintomas deve acender um alerta. “O corpo
fala o tempo todo. Quando esses sinais aparecem de forma recorrente ou
progressiva, é fundamental investigar. O diagnóstico precoce pode mudar
completamente a evolução da doença”, finaliza o cardiologista.
Hcor

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