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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Os sete sinais silenciosos de que o coração pode não estar bem

Sinais ignorados no dia a dia podem ser alerta para doenças cardiovasculares; especialista reforça a importância em manter uma rotina periódica de exames para diagnosticar alterações precocemente e evitar manifestações graves


 

As doenças cardiovasculares representam um grande desafio para a área da saúde. Além da alta letalidade, essas condições costumam acompanhar uma série de sinais silenciosos que dão indícios de algum problema no coração, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento precoce. Apesar de discretos, sete desses sintomas podem ser observados com um olhar cuidadoso no dia a dia. 

De acordo com o médico cardiologista do hospital Hcor, Dr. Jorge Koroishi, o corpo costuma dar sinais prévios que, embora sutis, não devem ser ignorados. “Existe uma ideia comum de que problemas no coração sempre se apresentam de forma aguda e evidente, mas, na prática, muitos pacientes chegam ao consultório relatando sintomas leves e persistentes que já indicavam alguma alteração cardiovascular”, afirma.

Segundo o médico, sete sinais servem como sinal de alerta para a saúde do coração. Eles incluem:

  • cansaço excessivo ao longo do dia;
  • a falta de ar leve ou progressiva;
  • o inchaço nas pernas, pés ou tornozelos;
  • episódios de tontura ou desmaio;
  • suor excessivo sem causa aparente;
  • desconfortos no peito que podem se manifestar como pressão ou queimação;
  • sintomas digestivos, como náusea, dor no estômago ou perda de apetite. 

Conforme explica o especialista, esses quadros são chamados de “silenciosos” justamente por serem inespecíficos e facilmente confundidos com outras condições do dia a dia, como o estresse ou a alimentação inadequada. Além disso, mulheres, idosos e pessoas com diabetes têm maior probabilidade de apresentar manifestações atípicas, o que exige atenção redobrada.

Para combater a imprevisibilidade das doenças cardiovasculares, a prevenção ainda é o melhor remédio. “Adotar hábitos de vida saudáveis têm impacto direto na redução do risco cardiovascular. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo, moderar o consumo de álcool e controlar condições como hipertensão, obesidade, colesterol alto e diabetes são medidas fundamentais”, explica o médico.

Para além das mudanças de hábitos, o acompanhamento médico é essencial para identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.”O check-up cardíaco periódico é recomendado para adultos saudáveis a partir dos 40 anos, ou a partir dos 30 anos para quem já possui algum fator de risco ou casos de histórico familiar de doença cardíaca”, alerta o médico.


Alerta aos mais jovens

Apesar da rotina constante de exames ser mais indicada para adultos na faixa dos 40 anos, ainda é recomendável que pessoas mais jovens realizem exames de rotina, mesmo que com um intervalo mais longo.

Apenas no Brasil, o número de infartos em pessoas com menos de 40 anos mais que dobrou nos últimos 16 anos devido a fatores como o consumo de álcool e de drogas ilícitas, ansiedade, obesidade, problemas com o sono, entre outros motivos.

Embora nem todos os sinais indiquem necessariamente um problema grave, a persistência ou a combinação desses sintomas deve acender um alerta. “O corpo fala o tempo todo. Quando esses sinais aparecem de forma recorrente ou progressiva, é fundamental investigar. O diagnóstico precoce pode mudar completamente a evolução da doença”, finaliza o cardiologista.


Hcor


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