Com
avanço das ameaças digitais, bancos adotam modelos mais inteligentes e
contextuais de segurança que combinam proteção e experiência do usuário
O
uso de biometria no setor financeiro segue em expansão no Brasil, impulsionado
pela necessidade de reforçar a segurança em um ambiente digital mais complexo e
transacional. Ao mesmo tempo, a crescente sofisticação das fraudes tem levado
instituições a evoluir a forma como essas tecnologias são aplicadas,
incorporando mais inteligência e contexto às jornadas digitais.
Dados
do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian mostram que, entre
janeiro e maio de 2025, mais de 40% das tentativas de fraude evitadas no país
envolveram biometria facial combinada à verificação de documentos, somando
milhões de ocorrências. O volume representa um avanço expressivo em relação ao
ano anterior e evidencia como esses mecanismos já fazem parte das estratégias
de proteção.
Nos
últimos anos, o setor financeiro ampliou suas camadas de autenticação,
combinando biometria, senhas e tokens em modelos multifatoriais. Agora, o foco
passa a ser a orquestração inteligente desses recursos ao longo da jornada do
usuário.
“A
biometria é uma das principais tecnologias para garantir confiança nas
transações digitais. O que estamos observando é uma evolução na sua aplicação,
cada vez mais conectada ao contexto da operação e ao comportamento do usuário”,
afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz, empresa do Grupo Stefanini especializada
em soluções financeiras digitais.
Novas abordagens da autenticação
digital
Nesse
cenário, cresce a adoção de modelos de autenticação adaptativa, que utilizam
inteligência para avaliar o nível de risco de cada interação antes de acionar
etapas adicionais de verificação. Esses sistemas analisam continuamente
questões como padrão de uso, dispositivo, localização e comportamento
transacional.
Ainda,
permitem tornar a segurança mais proporcional ao risco, reduzindo etapas
desnecessárias e mantendo os níveis de proteção. Em um dos casos acompanhados
pela Topaz, a evolução dos critérios de análise contribuiu para otimizar o uso
de autenticações adicionais, preservando a segurança e aprimorando a
experiência do usuário. E esse tipo de abordagem já opera em larga escala:
atualmente, mais de 5 mil transações financeiras por segundo passam pelo Secure
Journey, solução da Topaz voltada à orquestração de jornadas digitais seguras.
Com
o avanço da inteligência artificial e o aumento da sofisticação dos ataques, o
setor financeiro avança para um modelo em que diferentes tecnologias de
autenticação atuam de forma integrada e contínua.
“A
tendência é que a segurança esteja cada vez mais incorporada à jornada, de
forma quase imperceptível para o usuário. A biometria segue essencial como
parte dessa arquitetura, combinada a outras camadas de decisão que tornam a
autenticação mais precisa e contextual”, conclui Jorge Iglesias, da Topaz.
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