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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Fraudes mais sofisticadas aceleram a evolução da autenticação no sistema financeiro

Com avanço das ameaças digitais, bancos adotam modelos mais inteligentes e contextuais de segurança que combinam proteção e experiência do usuário

 

O uso de biometria no setor financeiro segue em expansão no Brasil, impulsionado pela necessidade de reforçar a segurança em um ambiente digital mais complexo e transacional. Ao mesmo tempo, a crescente sofisticação das fraudes tem levado instituições a evoluir a forma como essas tecnologias são aplicadas, incorporando mais inteligência e contexto às jornadas digitais.

Dados do Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian mostram que, entre janeiro e maio de 2025, mais de 40% das tentativas de fraude evitadas no país envolveram biometria facial combinada à verificação de documentos, somando milhões de ocorrências. O volume representa um avanço expressivo em relação ao ano anterior e evidencia como esses mecanismos já fazem parte das estratégias de proteção.

Nos últimos anos, o setor financeiro ampliou suas camadas de autenticação, combinando biometria, senhas e tokens em modelos multifatoriais. Agora, o foco passa a ser a orquestração inteligente desses recursos ao longo da jornada do usuário.

“A biometria é uma das principais tecnologias para garantir confiança nas transações digitais. O que estamos observando é uma evolução na sua aplicação, cada vez mais conectada ao contexto da operação e ao comportamento do usuário”, afirma Jorge Iglesias, CEO da Topaz, empresa do Grupo Stefanini especializada em soluções financeiras digitais.


Novas abordagens da autenticação digital

Nesse cenário, cresce a adoção de modelos de autenticação adaptativa, que utilizam inteligência para avaliar o nível de risco de cada interação antes de acionar etapas adicionais de verificação. Esses sistemas analisam continuamente questões como padrão de uso, dispositivo, localização e comportamento transacional.

Ainda, permitem tornar a segurança mais proporcional ao risco, reduzindo etapas desnecessárias e mantendo os níveis de proteção. Em um dos casos acompanhados pela Topaz, a evolução dos critérios de análise contribuiu para otimizar o uso de autenticações adicionais, preservando a segurança e aprimorando a experiência do usuário. E esse tipo de abordagem já opera em larga escala: atualmente, mais de 5 mil transações financeiras por segundo passam pelo Secure Journey, solução da Topaz voltada à orquestração de jornadas digitais seguras.

Com o avanço da inteligência artificial e o aumento da sofisticação dos ataques, o setor financeiro avança para um modelo em que diferentes tecnologias de autenticação atuam de forma integrada e contínua.

“A tendência é que a segurança esteja cada vez mais incorporada à jornada, de forma quase imperceptível para o usuário. A biometria segue essencial como parte dessa arquitetura, combinada a outras camadas de decisão que tornam a autenticação mais precisa e contextual”, conclui Jorge Iglesias, da Topaz.

 

 Jorge Iglesias - CEO da Topaz


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