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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Vacinação na América Latina: manter esquemas centrados apenas na infância limita a resposta aos desafios atuais


  • Estima-se que, entre 2021 e 2030, a vacinação previna 51 milhões de mortes no mundo e 3,6 milhões nas Américas.[1]
  • Em menos de uma década, a população com 60 anos ou mais superará, em tamanho, todos os demais grupos etários na região.[2]
  • De acordo com a American Health Foundation (AHF), os sistemas de imunização na América Latina ainda estão concentrados na infância, o que limita sua capacidade de atender às necessidades de adultos, gestantes e idosos.[3]

 

Embora a estrutura demográfica da população da América Latina e do Caribe tenha passado por mudanças significativas, nas últimas décadas observa-se um processo de envelhecimento mais acelerado em comparação com outras regiões do mundo. Estima-se que, até 2030, a população com 60 anos ou mais represente 16,5% do total,2 evidenciando a necessidade de estabelecer estruturas sólidas de prevenção e proteção que promovam acesso equitativo e apoiem a modernização dos programas de imunização em toda a região, ao longo de todas as etapas da vida.3 

Esse cenário é resultado de transformações demográficas profundas. Desde 2015, a taxa de fecundidade permanece abaixo do nível de reposição e, em 2024, alcançou 1,8 filhos por mulher na América Latina e 1,5 no Caribe, valores muito inferiores aos 5,8 registrados na década de 1950.[4] 

Ainda assim, segundo estudo da American Health Foundation, os programas de vacinação continuam concentrados na infância, o que revela um desalinhamento entre o desenho dos sistemas e a realidade epidemiológica atual. 

Embora historicamente a região tenha apresentado alta cobertura vacinal, nos últimos anos houve retrocessos que colocam populações vulneráveis em risco diante de doenças preveníveis. 

Juliana Villarreal, diretora global de Assuntos Públicos do portfólio de Atenção Primária da Pfizer, afirma que “os retrocessos e as lacunas na imunização aprofundam a desigualdade, afetando principalmente populações vulneráveis e impactando significativamente os sistemas de saúde. Por isso, torna-se prioridade promover o conceito de vacinação ao longo da vida, desde a infância até a gestação e a terceira idade”.3 

Nesse contexto, vale destacar que a vacinação é uma das ferramentas mais eficazes em saúde pública: previne entre 4 e 5 milhões de mortes por ano no mundo e poderia evitar até 1,5 milhão adicional se a cobertura fosse ampliada.[5]
 

Um sistema que precisa se alinhar à nova realidade demográfica 

Na América Latina, as necessidades de prevenção em saúde estão mudando rapidamente, com maior foco na população idosa. De acordo com a AHF, o principal desafio já não é apenas de cobertura, mas de adaptação: manter modelos centrados na infância limita a resposta aos desafios atuais.3 

A combinação de envelhecimento acelerado, queda na natalidade e aumento da carga de doenças em idosos está redefinindo as prioridades da saúde pública. Isso reforça a importância de evoluir para modelos que acompanhem as pessoas ao longo de toda a vida, antecipando riscos, reduzindo doenças e sustentando avanços no longo prazo.3 

O estudo da AHF também aponta padrões consistentes na região que evidenciam esse desequilíbrio:

  • Na Argentina, a cobertura caiu na última década, com níveis abaixo das metas entre adolescentes e gestantes, além da ausência de dados sistemáticos sobre idosos.[6]
  • No Chile, apesar do bom desempenho geral, persistem lacunas na vacinação de adultos e gestantes, além de limitações na comunicação.[7]
  • No Brasil, a cobertura diminui desde 2016, com estratégias limitadas para idosos e restrições orçamentárias.[8]
  • Na Colômbia, a vacinação ainda é vista como prioridade infantil, o que compromete sua continuidade ao longo da vida.[9]
  • No Equador, a cobertura está abaixo das metas em todos os grupos, com calendário limitado para adultos.[10]
  • Na Guatemala, houve queda em todas as vacinas pediátricas e falta de dados sobre adultos.[11]
  • No México, a cobertura infantil segue abaixo das metas e a vacinação em adultos e gestantes é baixa.[12]
  • No Peru, houve queda geral com recuperação desigual após a pandemia.[13]

Apesar das diferenças entre países, enfrentar esses desafios de forma integrada permitirá modelos de imunização mais alinhados à realidade demográfica da região. 

“Avançar para a vacinação ao longo da vida significa transformar a forma como entendemos a prevenção: não como um esforço isolado, mas como uma estratégia contínua, que exige coordenação, investimento e visão de longo prazo”, destaca Cristiane Santos, diretora sênior de Políticas e Comunicação em Mercados Emergentes da Pfizer.
 

Grandes avanços que mudam as vidas dos pacientes 

Na Pfizer, usamos conhecimento científico e recursos globais para trazer terapias que prolonguem e melhorem significativamente as vidas das pessoas. Buscamos estabelecer o padrão de qualidade, segurança e valor na descoberta, desenvolvimento e fabricação de produtos para a saúde, incluindo medicamentos e vacinas inovadores. Todos os dias, os colegas da Pfizer trabalham em mercados desenvolvidos e emergentes para o progresso do bem-estar, da prevenção e de tratamentos que desafiam as doenças mais temidas de nossos tempos. Somos uma das maiores empresas biofarmacêuticas de inovação do mundo e é nossa responsabilidade e principal função colaborarmos com profissionais de saúde, governos e comunidades locais para promover e ampliar o acesso a cuidados confiáveis e acessíveis com a saúde em todo o mundo. Há mais de 175 anos atuamos para fazer a diferença para todos aqueles que confiam em nosso trabalho. Para saber mais, acesse: Site Pfizer Brasil, ou siga-nos no LinkedIn e Instagram.

 

 

[1] PAHO. Vaccination Week in the Americas 2025. Fact sheet. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[2] CEPAL. Panorama del envejecimiento y tendencias demográficas en América Latina y el Caribe. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[3] AHF. Latin America Vaccination Scorecard: Progress, Gaps, and the Path Ahead. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[4] CEPAL. Observatorio Demográfico, 2025. América Latina y el Caribe ante la baja fecundidad: tendencias y dinámicas emergentes. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[5] World Health Organization (WHO). Immunization. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[6] AHF. Argentina: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[7] AHF. Chile: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[8] AHF. Brazil: Vaccination Country Profile. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[9] AHF. Colombia: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[10] AHF. Ecuador: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[11] AHF. Guatemala: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[12] AHF. México: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.

[13] AHF. Perú: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026. 



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