- Estima-se que, entre 2021 e 2030, a vacinação previna
51 milhões de mortes no mundo e 3,6 milhões nas Américas.[1]
- Em menos de uma década, a população com 60 anos ou
mais superará, em tamanho, todos os demais grupos etários na região.[2]
- De acordo com a American Health Foundation (AHF), os
sistemas de imunização na América Latina ainda estão concentrados na
infância, o que limita sua capacidade de atender às necessidades de
adultos, gestantes e idosos.[3]
Embora a estrutura demográfica da população da América Latina e do
Caribe tenha passado por mudanças significativas, nas últimas décadas observa-se
um processo de envelhecimento mais acelerado em comparação com outras regiões
do mundo. Estima-se que, até 2030, a população com 60 anos ou mais represente
16,5% do total,2 evidenciando a necessidade de estabelecer
estruturas sólidas de prevenção e proteção que promovam acesso equitativo e
apoiem a modernização dos programas de imunização em toda a região, ao longo de
todas as etapas da vida.3
Esse cenário é resultado de transformações demográficas profundas.
Desde 2015, a taxa de fecundidade permanece abaixo do nível de reposição e, em
2024, alcançou 1,8 filhos por mulher na América Latina e 1,5 no Caribe, valores
muito inferiores aos 5,8 registrados na década de 1950.[4]
Ainda assim, segundo estudo da American Health Foundation, os
programas de vacinação continuam concentrados na infância, o que revela um
desalinhamento entre o desenho dos sistemas e a realidade epidemiológica atual.
Embora historicamente a região tenha apresentado alta cobertura
vacinal, nos últimos anos houve retrocessos que colocam populações vulneráveis
em risco diante de doenças preveníveis.
Juliana Villarreal, diretora global de Assuntos Públicos do
portfólio de Atenção Primária da Pfizer, afirma que “os retrocessos e as
lacunas na imunização aprofundam a desigualdade, afetando principalmente
populações vulneráveis e impactando significativamente os sistemas de saúde.
Por isso, torna-se prioridade promover o conceito de vacinação ao longo da
vida, desde a infância até a gestação e a terceira idade”.3
Nesse contexto, vale destacar que a vacinação é uma das ferramentas
mais eficazes em saúde pública: previne entre 4 e 5 milhões de mortes por ano
no mundo e poderia evitar até 1,5 milhão adicional se a cobertura fosse
ampliada.[5]
Um sistema que precisa se alinhar à nova realidade
demográfica
Na América Latina, as necessidades de prevenção em saúde estão
mudando rapidamente, com maior foco na população idosa. De acordo com a AHF, o
principal desafio já não é apenas de cobertura, mas de adaptação: manter
modelos centrados na infância limita a resposta aos desafios atuais.3
A combinação de envelhecimento acelerado, queda na natalidade e
aumento da carga de doenças em idosos está redefinindo as prioridades da saúde
pública. Isso reforça a importância de evoluir para modelos que acompanhem as
pessoas ao longo de toda a vida, antecipando riscos, reduzindo doenças e
sustentando avanços no longo prazo.3
O estudo da AHF também aponta padrões consistentes na região que
evidenciam esse desequilíbrio:
- Na Argentina, a cobertura caiu na última década, com
níveis abaixo das metas entre adolescentes e gestantes, além da ausência
de dados sistemáticos sobre idosos.[6]
- No Chile, apesar do bom desempenho geral, persistem
lacunas na vacinação de adultos e gestantes, além de limitações na
comunicação.[7]
- No Brasil, a cobertura diminui desde 2016, com
estratégias limitadas para idosos e restrições orçamentárias.[8]
- Na Colômbia, a vacinação ainda é vista como prioridade
infantil, o que compromete sua continuidade ao longo da vida.[9]
- No Equador, a cobertura está abaixo das metas em todos
os grupos, com calendário limitado para adultos.[10]
- Na Guatemala, houve queda em todas as vacinas
pediátricas e falta de dados sobre adultos.[11]
- No México, a cobertura infantil segue abaixo das metas e
a vacinação em adultos e gestantes é baixa.[12]
- No Peru, houve queda geral com recuperação desigual após
a pandemia.[13]
Apesar das diferenças entre países, enfrentar esses desafios de
forma integrada permitirá modelos de imunização mais alinhados à realidade
demográfica da região.
“Avançar para a vacinação ao longo da vida significa transformar a
forma como entendemos a prevenção: não como um esforço isolado, mas como uma
estratégia contínua, que exige coordenação, investimento e visão de longo
prazo”, destaca Cristiane Santos, diretora sênior de Políticas e Comunicação em
Mercados Emergentes da Pfizer.
Grandes avanços que mudam as vidas dos
pacientes
Na Pfizer, usamos conhecimento científico e recursos globais para
trazer terapias que prolonguem e melhorem significativamente as vidas das
pessoas. Buscamos estabelecer o padrão de qualidade, segurança e valor na
descoberta, desenvolvimento e fabricação de produtos para a saúde, incluindo
medicamentos e vacinas inovadores. Todos os dias, os colegas da Pfizer
trabalham em mercados desenvolvidos e emergentes para o progresso do bem-estar,
da prevenção e de tratamentos que desafiam as doenças mais temidas de nossos
tempos. Somos uma das maiores empresas biofarmacêuticas de inovação do mundo e
é nossa responsabilidade e principal função colaborarmos com profissionais de
saúde, governos e comunidades locais para promover e ampliar o acesso a
cuidados confiáveis e acessíveis com a saúde em todo o mundo. Há mais de 175
anos atuamos para fazer a diferença para todos aqueles que confiam em nosso
trabalho. Para saber mais, acesse: Site Pfizer Brasil, ou siga-nos no LinkedIn e Instagram.
[1] PAHO. Vaccination Week in the Americas 2025. Fact sheet.
Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[2] CEPAL. Panorama del envejecimiento y tendencias demográficas en
América Latina y el Caribe. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[3] AHF. Latin America Vaccination Scorecard: Progress, Gaps, and the
Path Ahead. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[4] CEPAL. Observatorio Demográfico, 2025. América Latina y el Caribe
ante la baja fecundidad: tendencias y dinámicas emergentes. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[5] World Health Organization (WHO). Immunization. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[6] AHF. Argentina: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[7] AHF. Chile: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[8] AHF. Brazil: Vaccination Country Profile. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[9] AHF. Colombia: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[10] AHF. Ecuador: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[11] AHF. Guatemala: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[12] AHF. México: Perfil de Vacunación del País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
[13] AHF. Perú: Perfil de Vacunación del
País. Disponible en: Link Último acceso marzo 2026.
Nenhum comentário:
Postar um comentário