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quinta-feira, 30 de abril de 2026

3 diferenças que explicam por que cooperativa de crédito não é banco

Cooperativismo de crédito reúne milhões de brasileiros e está em expansão no Brasil

 

Cooperativa de crédito não é banco. Embora ofereça serviços semelhantes – como conta, cartão, crédito e investimentos – o funcionamento é diferente. A principal distinção está no papel de quem utiliza a instituição. Nos bancos, a pessoa é cliente. Nas cooperativas de crédito, é cooperado. Isso significa que, além de usar os serviços, também participa como dono do negócio com direito a votar nas decisões e a participar dos resultados.

No Brasil, esse modelo tem crescido de forma acelerada. As cooperativas de crédito já reúnem mais de 20 milhões de cooperados, segundo o Anuário Coop 2025, publicado pelo Sistema OCB, entidade que representa as cooperativas brasileiras. Outro ponto importante é que as cooperativas seguem princípios próprios, entre eles o interesse pela comunidade, que prevê o compromisso com o desenvolvimento econômico e social das regiões onde atuam.

“Nenhuma outra forma de organização humana é tão eficiente em pensar coletivamente e, ao mesmo tempo, valorizar o indivíduo como o cooperativismo”, afirma Marcelo Vieira Martins, diretor executivo da Unicred União e autor de livros sobre o tema. “É um modelo que gera prosperidade coletiva, distribui os resultados de forma justa e garante a cada um a liberdade de participar ou não”, acrescenta.

A seguir, três pontos que ajudam a entender como o modelo funciona:

 

1. Distribuição de resultados

Nos bancos, o lucro é destinado aos acionistas. Nas cooperativas, o resultado é distribuído aos cooperados. Esse valor é chamado de sobras. A divisão costuma levar em conta a participação de cada cooperado no uso de produtos e serviços ao longo do ano. Quem utiliza mais a cooperativa tende a receber uma parcela maior.

 

2. Taxas e custos financeiros

Cooperativas operam sem objetivo de lucro para acionistas ou investidores externos. Isso influencia a definição de taxas e tarifas. Um estudo de 2024 do Banco Central indica que o custo do crédito nas cooperativas, na média, é 6% menor do que em bancos tradicionais. Essa diferença é o chamado custo indireto: o cooperado economiza ao pagar menos juros ou tarifas ao longo do tempo. A redução dos custos financeiros explica boa parte do sucesso das cooperativas.

 

3. Recursos fortalecem a economia local

As cooperativas seguem princípios universais válidos em todo o mundo. Entre eles está o interesse pela comunidade, que orienta o reinvestimento dos recursos nas regiões onde a cooperativa atua. Na prática, isso significa que os valores captados tendem a retornar para a própria comunidade, por meio de crédito para pessoas e empresas locais. Esse fluxo ajuda a manter o dinheiro circulando na economia regional, contribuindo para a geração de empregos e o desenvolvimento local.

  

Unicred União

 

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