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A dermatite de contato ocupacional é responsável por 70 a 95% das
dermatoses ocupacionais
·
Pintores, padeiros, médicos e enfermeiros estão entre os
profissionais mais afetados
·
Investir em equipamentos de proteção individual
(EPIs) e educação é fundamental
Você já ouviu falar em alergias
ocupacionais? São reações alérgicas que se manifestam ou pioram devido à
exposição a substâncias presentes no local de trabalho. O Dr.
Clóvis Eduardo Santos Galvão, coordenador da Comissão Especial de
Alérgenos e Provas Diagnósticas da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
(ASBAI) destaca a seguir as reações e os
alérgenos mais prevalentes:
Alergias Respiratórias (asma e rinite ocupacional): Causadas por inalação de poeiras, gases, vapores ou partículas.
·
Poeira de farinha: Muito comum
entre padeiros, confeiteiros e trabalhadores de moinhos.
·
Poeira de madeira: Afeta
marceneiros, carpinteiros e trabalhadores da indústria moveleira.
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Produtos químicos: Presentes em
tintas, espumas e plásticos, atingem pintores, trabalhadores da construção
civil e da indústria de manufatura.
· Látex: Causa reações em profissionais de saúde e limpeza que usam luvas ou outros produtos de látex.
Dermatites
de Contato (alérgica e irritativa): As
dermatoses ocupacionais representam até 40% das doenças ocupacionais
notificadas, sendo a dermatite de contato ocupacional responsável por 70 a 95%
das dermatoses ocupacionais.
Conheça as reações na pele causadas pelo contato direto com alérgenos ou irritantes.
·
Produtos da Borracha Natural: Novamente, um
problema para profissionais de saúde, limpeza e outros que
manuseiam produtos de látex.
·
Níquel e cromo: Presentes em
metais, cimento e produtos de couro, impactam trabalhadores da construção, metalúrgicos
e joalheiros.
·
Resinas epóxi e solventes: Comuns na
indústria química, construção e pintura, afetam pintores, químicos e
trabalhadores da manufatura.
·
Ferroadas de insetos: Formigas,
vespas e abelhas podem causar reações alérgicas graves, como a anafilaxia,
potencialmente fatal. Profissionais do agro tendem a ser os mais expostos a
esse tipo de alergia.
Profissões
em maior risco:
·
Saúde: Médicos,
enfermeiros, técnicos de laboratório.
·
Indústria Alimentícia: Padeiros,
cozinheiros, processadores de alimentos.
· Construção Civil: Pedreiros, pintores, carpinteiros.
“Conhecer e
identificar esses riscos é o primeiro passo para a prevenção. O segundo
passo é investir em equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados,
ventilação e educação é fundamental para proteger a saúde dos trabalhadores. Só
assim é possível promover ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis”,
ressalta o Coordenador da ASBAI.
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