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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Nariz entupido frequente, rouquidão e dores de garganta recorrentes: quando é hora de procurar um otorrinolaringologista?

Especialista explica quais sinais merecem atenção e alerta para sintomas que, quando persistentes, não devem ser ignorados

 

Sintomas como nariz entupido, rinite frequente, dor de garganta, rouquidão, zumbido, tontura e dificuldade para respirar ou ouvir costumam ser comuns no dia a dia e, muitas vezes, são tratados como problemas passageiros. No entanto, quando esses sinais se tornam recorrentes, persistem por muitos dias ou afetam a qualidade de vida, é importante buscar avaliação com um otorrinolaringologista. 

Responsável pelo cuidado de condições que afetam ouvido, nariz e garganta, esse especialista atua tanto no diagnóstico quanto no tratamento de problemas que podem ir de quadros simples e inflamatórios a alterações estruturais e doenças crônicas. 

De acordo com o otorrinolaringologista Dr. Eduardo Dolci, alguns sintomas não devem ser negligenciados, principalmente quando passam a se repetir com frequência ou deixam de responder às medidas habituais. “Muita gente convive durante meses ou até anos com queixas como obstrução nasal, ronco, rouquidão ou sensação de ouvido tampado sem procurar avaliação médica. O problema é que esses sintomas podem estar relacionados a condições que precisam de investigação adequada para evitar piora e impacto na qualidade de vida”, explica. 

Entre os sinais que merecem atenção estão a obstrução nasal persistente, crises recorrentes de sinusite, sangramentos nasais frequentes, dores de garganta repetidas, dificuldade para engolir, rouquidão por mais de duas semanas, ronco intenso, pausas respiratórias durante o sono, perda auditiva, zumbido, tonturas e infecções de ouvido de repetição. 

Segundo o médico, há situações em que o incômodo aparentemente simples pode esconder alterações mais importantes. “Uma rouquidão persistente, por exemplo, pode estar associada desde uso inadequado da voz até inflamações, lesões nas cordas vocais e outras condições que precisam ser avaliadas. Da mesma forma, um nariz constantemente entupido pode indicar desvio de septo, aumento de cornetos, rinite crônica, pólipos ou sinusite”, afirma Dolci. 

Nas crianças, a atenção também deve ser redobrada. Respirar pela boca, roncar, ter muitas infecções de garganta ou ouvido, dificuldade de concentração e alterações no sono podem estar relacionados a problemas otorrinolaringológicos, como aumento das amígdalas e adenoide. 

“O acompanhamento precoce é importante porque alguns quadros impactam diretamente o sono, o desenvolvimento, a alimentação e até o rendimento escolar da criança”, ressalta o especialista. 

O Dr. Eduardo Dolci destaca, ainda, que procurar avaliação médica não deve ser uma decisão reservada apenas para situações graves. Em muitos casos, o diagnóstico precoce permite tratamentos mais simples e evita evolução do problema. 

“Nem todo sintoma significa algo grave, mas a persistência é um sinal de alerta. Quando o paciente deixa de respirar bem, dorme mal, ouve pior, sente dor com frequência ou percebe que aquele desconforto está se tornando parte da rotina, é hora de investigar”, orienta. 

O especialista reforça que a avaliação com o otorrinolaringologista permite identificar a causa do problema de forma mais precisa e definir a melhor conduta, que pode incluir desde tratamento clínico e mudanças de hábito até procedimentos cirúrgicos, quando indicados. 

“Ignorar sintomas recorrentes em ouvido, nariz e garganta pode atrasar o diagnóstico e prolongar o sofrimento do paciente. Quanto mais cedo entendemos a origem da queixa, maiores são as chances de um tratamento eficaz e de uma melhora real na qualidade de vida”, conclui.

 

Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci - sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo; Professor Instrutor de Ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; Membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial; Membro eleito da Comissão de Residência e Treinamento da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; Membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.


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