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Segundo o Ministério da Saúde, vacina é a principal arma para conter o avanço do vírus que provocou aumento de 94% nas notificações de gripe no primeiro trimestre
Lançada no final
de março, a campanha de vacinação contra a gripe ainda não alcançou o
desempenho esperado ao passo que os casos de Influenza A, um dos tipos de vírus
protegidos pelo imunizante, avançam nos país. Segundo o Ministério da Saúde, a
meta é alcançar cerca de 90% dos grupos prioritários até o fim mês que vem.
Esses grupos incluem crianças (6 meses a , puérperas, idosos (60+),
profissionais de saúde e educação, indígenas, pessoas em situação de rua,
indivíduos com comorbidades e pessoas com deficiências permanentes, além de
caminhoneiros e outras populações com maior risco
de adoecimento grave.
Vale lembrar que a
vacina é recomendada para toda a população
pela Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) e os públicos não contemplados como grupos prioritários, definidos pelo MS nesse primeiro momento, podem receber o imunizante em clínicas privadas como o
Sabin Diagnóstico e Saúde.
Os casos de gripe
provocados pelo vírus Influenza aumentaram 94% neste ano, com 14,3 mil
notificações e 840 mortes apenas no primeiro trimestre. O instituto Todos pela
Saúde, que trabalha com informações dos maiores laboratórios do país, entre os
quais o Sabin Diagnóstico e Saúde, aponta que os casos de Síndrome Respiratória
Aguda Grave (SRAG) por Influenza quase dobraram entre janeiro e março em
relação ao mesmo período de 2024 (3.584 contra 1.838).
O Boletim
InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 16/04, aponta aumento das ocorrências por
Influenza A em diversos estados do país, com maior incidência e mortalidade em
pacientes nos extremos de faixa etária. Os principais agentes responsáveis
pelos quadros são rinovírus (41,1%), influenza A (25,5%), VSR (17,4%); Sars-CoV-2
(10,2%) e Influenza B (1,7%). – problemas que poderiam ser evitados ou
amenizados com vacinação.
Vacina:
eficiente e segura
A
campanha nacional de imunização do Ministério da Saúde contra Influenza foi
iniciada no país em 28/03, priorizando aqueles grupos mais suscetíveis ao
desenvolvimento de quadros graves. Na rede pública, está disponível a
vacina trivalente, que protege contra duas cepas de Influenza A e uma de
Influenza B. Já na rede privada, há a vacina quadrivalente, que inclui duas
cepas A e duas B.
Apesar da oferta,
a hesitação vacinal e a desinformação ainda comprometem a adesão, levando parte
da população a subestimar os riscos da gripe.
“Apesar de a influenza ser uma causa relevante de
morbidade, hospitalizações e óbitos, especialmente em grupos de risco,
observa-se uma baixa percepção desse risco na população geral, o que impacta
negativamente a adesão às medidas preventivas, incluindo a vacinação”,
afirma a infectologista pediátrica Sylvia
Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde.
Ela ressalta que
idosos, bebês, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos têm maior
risco de complicações, como pneumonia, insuficiência respiratória e até morte.
Em pessoas mais velhas, estudos sugerem ainda aumento do risco de doenças
cardiovasculares após infecções por influenza.
A médica também
reforça a diferença entre gripe e resfriado:
• Gripe: início
súbito, febre alta, dores no corpo, fraqueza e tosse intensa.
• Resfriado:
sintomas mais leves, como dor de garganta, espirros, coriza e tosse leve.
Prevenção
Além da vacinação,
medidas gerais para prevenção de doenças
respiratórias continuam sendo importantes e aplicáveis:
• Evitar
aglomerações.
• Higienizar as
mãos com frequência.
• Usar máscaras em
caso de sintomas respiratórios.
• Seguir etiqueta
respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar).
Grupo Sabin
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