Médico explica os fatores que aumentam o risco nesses grupos e reforça a importância do diagnóstico precoce
A deficiência de ferro é uma das carências nutricionais mais
comuns no mundo e afeta principalmente mulheres e crianças. Embora muitas vezes
associada apenas à alimentação, a condição envolve fatores fisiológicos, fases
da vida e demandas específicas do organismo, o que torna esses grupos mais
suscetíveis ao problema.
De acordo com o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da
Carnot Laboratórios, a maior vulnerabilidade está diretamente relacionada às
necessidades aumentadas de ferro em determinados períodos. Mulheres em idade
fértil, por exemplo, apresentam maior risco devido à perda sanguínea durante o
ciclo menstrual, além de demandas ainda mais elevadas durante a gestação. Já as
crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, estão em fase de
crescimento acelerado, o que exige maior aporte de nutrientes.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a anemia afeta cerca de
40% das crianças menores de cinco anos e aproximadamente 30% das mulheres em
idade reprodutiva no mundo. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que
a deficiência de ferro é uma das principais causas de anemia nessas populações,
sendo considerada um problema de saúde pública.
Além das necessidades aumentadas, outros fatores contribuem para
essa vulnerabilidade, como a baixa ingestão de alimentos ricos em ferro,
dificuldades de absorção do nutriente e dietas restritivas. Em crianças, a
introdução alimentar inadequada pode comprometer a oferta de ferro, enquanto em
mulheres, hábitos alimentares e condições como sangramentos intensos podem
agravar o quadro.
Os sintomas da deficiência de ferro podem ser silenciosos no
início, mas tendem a se intensificar com o tempo. Entre os sinais mais comuns
estão cansaço excessivo, palidez, falta de concentração, irritabilidade, queda
de cabelo e unhas frágeis. Em crianças, o problema pode impactar diretamente o
desenvolvimento cognitivo e o desempenho escolar.
A Organização Mundial da Saúde alerta ainda que a anemia por
deficiência de ferro está associada a prejuízos no desenvolvimento físico e
mental, além de aumentar o risco de complicações durante a gestação, como parto
prematuro e baixo peso ao nascer.
O diagnóstico deve ser feito por meio de avaliação médica e exames
laboratoriais, que permitem identificar não apenas a deficiência, mas também
suas causas. O tratamento varia de acordo com a gravidade do quadro e pode
incluir ajustes na alimentação e suplementação, sempre com orientação
profissional.
A prevenção passa por uma alimentação equilibrada, acompanhamento
médico regular e atenção aos sinais do corpo. Garantir níveis adequados de
ferro é essencial para a saúde, o desenvolvimento e a qualidade de vida,
especialmente em grupos mais vulneráveis.

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