Exame ajuda a identificar condições como miomas, cistos
ovarianos e sinais de câncer antes mesmo do surgimento de sintomas
A transição para a menopausa e o
período pós-menopausa trazem mudanças hormonais importantes que podem impactar
diretamente a saúde ginecológica da mulher. Nesse contexto, o ultrassom se
destaca como uma ferramenta essencial para a avaliação do útero e dos ovários,
contribuindo para a detecção precoce de alterações que, muitas vezes, evoluem
de forma silenciosa.
Entre as principais condições que podem
ser identificadas por meio do exame estão o espessamento endometrial, a
adenomiose, os miomas, os cistos ovarianos, a endometriose e sinais
sugestivos de câncer. “O ultrassom é um método acessível, não invasivo e
extremamente importante para a avaliação ginecológica nessa fase da vida. Ele
permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, o que faz toda a
diferença no prognóstico”, explica Dra. Ana Paula Carvalhal Moura, médica
radiologista com atuação em pelve feminina e palestrante da 56ª Jornada
Paulista de Radiologia (JPR).
A indicação do exame pode ocorrer tanto
de forma preventiva quanto a partir de sintomas que merecem atenção, como aumento
do sangramento na peri ou pós-menopausa, dor pélvica, aumento abdominal ou
alterações menstruais no período de transição hormonal. “Qualquer sangramento
após a menopausa deve ser investigado, com ou sem o uso de terapia de reposição
hormonal. O ultrassom é, na maioria das vezes, o primeiro exame solicitado para
avaliar a causa e orientar a conduta clínica”, destaca a especialista.
Além de apoiar o diagnóstico, o
ultrassom tem papel importante na tomada de decisão médica, ajudando a definir
a necessidade de exames complementares, acompanhamento clínico, intervenções e
até ajustes na terapia de reposição hormonal. Muitas mulheres nessa fase
recorrem à reposição para o controle dos sintomas, e esse tratamento deve ser
conduzido com acompanhamento criterioso e individualizado. Nesse contexto, a
ultrassonografia se torna uma grande aliada, ao permitir a avaliação do
endométrio, dos ovários e de possíveis alterações relacionadas ao uso hormonal,
contribuindo para um seguimento mais preciso e seguro ao longo do tratamento.
Outro ponto relevante é a endometriose,
que pode persistir mesmo após a menopausa, tanto em mulheres em uso de terapia
de reposição hormonal quanto naquelas que não fazem esse tratamento. Isso
acontece porque as lesões podem manter atividade mesmo nessa fase da vida. Por
isso, a atenção a sintomas e achados de imagem continua sendo importante, e a
ultrassonografia, especialmente quando realizada de forma direcionada,
desempenha papel fundamental na identificação e no acompanhamento dessas
alterações.
“A prevenção passa também pelos exames
de imagem. O ultrassom possibilita monitorar a saúde ginecológica de forma
segura e direcionada, sem radiação, especialmente em uma fase em que algumas
doenças se tornam mais prevalentes”, afirma Dra. Ana Paula.
Com o aumento da expectativa de vida
feminina, cresce também a necessidade de atenção à saúde na peri e
pós-menopausa. Nesse cenário, a incorporação de exames de imagem à
rotina de cuidados é uma estratégia importante para garantir diagnóstico
precoce, tratamento adequado e melhor qualidade de vida.
O tema será apresentado e debatido
durante a JPR 2026, maior congresso
de diagnóstico por imagem da América Latina e um dos maiores do mundo na área, no dia 30 de abril, na sessão “Imagem da Mulher:
Tópicos Essenciais da Prática Diária em Imagem Ginecológica”, com a aula
“Avaliação Ultrassonográfica da Peri e Pós Menopausa”, ministrada por Ana Paula
Carvalhal Moura, às 14h15.
Serviço
JPR 2026
Evento: 56ª Jornada Paulista de Radiologia
Data: 30 de abril a 3 de maio de 2026
Local: Transamerica Expo Center — São Paulo (SP)
Mais informações: www.jpr.org.br JPR
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