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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Como lidar com a pressão de consumo dos filhos na era das telas

Educação financeira deficiente dificulta aos pais lidarem com as demandas de crianças e adolescentes, e a maioria nem sequer vê a necessidade de educar os filhos sobre esse tema

 

O grande apelo de consumo junto às crianças e adolescentes, estimulado pela propaganda nas redes sociais e aplicativos, tem colocado pais e mães diante de um impasse: como dizer “não” e lidar com a frustração dos filhos no dia a dia. Essa dificuldade se acentua ainda mais diante da falta de conhecimento dos pais sobre educação financeira e a importância de educar os filhos sobre esse tema, segundo alertam os especialistas da Dinx – ecossistema gamificado de educação financeira para crianças. 

“A pressão por consumo por parte das crianças tem se acentuado diante das redes sociais e aplicativos, que são uma vitrine de produtos infantis“, relata a especialista em educação financeira Lúcia Stradiotti, head de Educação e Metodologia da Dinx, ao lembrar que a publicidade, ao moldar preferências e desejos de consumo das crianças, ganha força nas telas. 

Segundo pesquisa da Cetic.BR, 36% das crianças de 6 a 8 anos têm um celular próprio, ou seja, uma em cada três crianças nessa faixa etária. “Aplicativos como YouTube, TikTok e Instagram são ambientes de alto poder de influência sobre o consumo infantil, ao mesmo tempo que, na faixa etária mais alta, até 14%, muitas já fazem compras online sozinhas”, observa Lúcia. 

Trata-se de um cenário no qual crianças não só são influenciadas, mas ativam o consumo imediato via telas, com marcas, personagens e influencers fazendo com que se sintam parte de um grupo social. 

A pressão por consumo também desponta na escola, onde há uma disputa para ver quem tem a mochila mais legal ou o melhor tênis e roupa. “Há uma competição do pertencimento junto ao grupo de crianças dos 7 aos 12 anos, o que amplia a pressão por consumo nessa faixa etária”, analisa Lúcia, ao acrescentar que crianças já a partir dos 2 ou 3 anos são impactadas pelos apelos de consumo. 

E como os pais devem lidar com esses anseios de consumo dos filhos? Segundo a especialista da Dinx, é importante que os pais ensinem educação financeira desde cedo às crianças, a partir das questões do dia a dia. “As famílias precisam tratar de temas relacionados a dinheiro, e tudo o que gira em torno disso, desde a primeira infância, utilizando exemplos que sejam acessíveis a cada idade”, recomenda. 

"A maioria dos pais acha que educação financeira é ensinar a calcular juros. Não é. É ensinar a escolher, a esperar, e a lidar com o não. Só que quase ninguém aprendeu isso na própria infância, então, muitas vezes, não sabemos como ensinar”, destaca Gabriel Araujo, CEO da Dinx.

Outro aspecto relevante no que tange à educação financeira infantil é que muitos pais não percebem que suas ações influenciam a maneira como as crianças entendem conceitos como dinheiro, poder de compra, estabelecimento de prioridades e, claro, como lidar com a frustração quando um desejo não é atendido. 

“Educação financeira não é sobre dinheiro, mas sobre comportamento, algo que precisa ser compartilhado desde muito cedo. Se isso não estiver claro para os pais, dificilmente os filhos serão capazes de aprender a lidar com a frustração decorrente, por exemplo, de um desejo não atendido”, explica a head de Educação e Metodologia da Dinx. 

Criada, para que o aprendizado ocorra dentro de um ambiente seguro e seja acompanhado pelos pais em tempo real, a Dinx traz uma série de recomendações e dicas importantes sobre como gerenciar os desejos das crianças e adolescentes, seja nos momentos de aperto do orçamento doméstico ou não – afinal, educação financeira é fundamental para toda a vida: 

  • A educação financeira acontece o tempo todo, nas pequenas escolhas do dia a dia. Por isso, é fundamental que os pais conversem com os filhos sobre os desejos de consumo e as prioridades de compra.
  • É preciso trabalhar com a paciência e a lidar com a frustração de não poder comprar um determinado bem naquele momento e ter que esperar e até poupar para isso.
  • Explicar que gerenciar bem o dinheiro não é sobre saber o que é caro ou barato, mas sobre avaliar as prioridades e definir como alcançá-las.
  • Mostrar que dinheiro tem a ver com prioridade, emoção, decisão e escolhas, e não com segredo ou medo.
  • E que é preciso saber o que quer e aprender a planejar para realizar o desejo de consumo.
  • Pautar essa conversa na necessidade do consumo consciente.

  

Dinx - EdTech brasileira de educação financeira infantil, cuja missão é formar uma geração mais consciente na relação com escolhas, tempo e dinheiro.

 

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