![]() |
| Divulgação Decathlon Brasil |
No Brasil, o
interesse pela prática esportiva é alto, mas nem sempre se transforma em rotina,
especialmente entre as mulheres. Os dados mostram que, embora homens e mulheres
apresentem níveis próximos de sedentarismo (57% vs. 54%), as barreiras
enfrentadas por elas são mais complexas e estruturais, incluindo insegurança,
sobrecarga de responsabilidades e falta de rede de apoio
Intitulado “O novo significado do esporte no
Brasil: onde corpo, movimento e cultura se encontram”, o estudo
da Decathlon realizado em parceria com a Consumoteca, analisa o papel da
atividade física na vida dos brasileiros e as barreiras que ainda limitam sua
prática, a partir de uma abordagem que combina imersão em repertório acadêmico,
análise de mais de 10 milhões de menções nas redes sociais e uma pesquisa
quantitativa com 2.017 pessoas, representativa de todas as regiões, classes
sociais e faixas etárias.
As
barreiras que afastam as mulheres do esporte
Embora 57% das
mulheres brasileiras se declarem sedentárias, os dados mostram que o desafio
não está na falta de interesse. Entre as entrevistadas no estudo, 71% afirmam
valorizar uma rotina com atividade física. Ainda assim, a prática esbarra em
barreiras externas que impactam diretamente a adesão, como:
- sensação de insegurança (17%);
- falta de companhia (21%)
- sobrecarga de
responsabilidades com filhos (11%).
Além disso,
experiências negativas também fazem parte desse cenário: 16% das mulheres
relatam já ter sofrido assédio ou discriminação durante a prática de
exercícios, e 9% afirmam já ter presenciado esse tipo de situação com outras
mulheres.
Entre os homens,
os obstáculos seguem outra lógica. Predominam fatores individuais, como falta
de motivação (46%) e dificuldade de gestão do tempo (42%), enquanto episódios
de assédio praticamente não aparecem (menos de 1%).
Esses dados
indicam que a diferença na prática esportiva não está apenas na disposição
individual, mas nas condições ao redor, que influenciam diretamente a
permanência das mulheres no esporte.
A
construção desigual do vínculo com o esporte começa na infância
As diferenças de
gênero na prática esportiva começam cedo e ajudam a explicar por que elas se
mantêm ao longo da vida. Aqui também, meninos são encaminhados a esportes em
grupo e de competição e as meninas para exercícios mais individuais,
relacionados ao cuidado e ao bem-estar. Isso se confirma nos dados: o futebol,
principal símbolo dessa desigualdade, é praticado por 39% dos homens e apenas
5% das mulheres. Em contrapartida, o público feminino lidera atividades como:
- caminhada (47%)
- musculação (37%)
- dança (16%)
- Pilates (11%).
Além disso, homens
e mulheres se vêem igualmente como exemplo para os filhos, mas, na prática, as
mulheres assumem um papel mais ativo nesse incentivo: 86% afirmam estimular os
filhos a praticar esporte no dia a dia, enquanto entre os homens esse índice é de
80%.
Para a Decathlon,
os dados reforçam que ampliar a participação feminina no esporte passa por
enfrentar barreiras que vão além da motivação individual. Mais do que
incentivar a prática, o desafio está em transformar o ambiente ao redor dessas
mulheres, criando condições reais para que o esporte deixe de ser intenção e se
torne parte da rotina delas. Esse movimento dialoga diretamente com o movimento
#MovendoTodas, iniciativa lançada em 2025 pela marca para incentivar cada vez
mais mulheres a se movimentarem.
Acesse a pesquisa
completa aqui
Instagram, TikTok, Facebook, YouTube, X e LinkedIn.

Nenhum comentário:
Postar um comentário