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quarta-feira, 11 de março de 2026

Semana Mundial do Glaucoma alerta para a “cegueira silenciosa”: doença pode avançar sem sintomas

Campanha internacional chama atenção para a importância do diagnóstico precoce. Oftalmologista explica por que muitas pessoas só descobrem o glaucoma quando a visão já foi comprometida e como proteger a saúde dos olhos
 

Entre os dias 9 e 15 de março, a Semana Mundial do Glaucoma mobiliza especialistas em todo o mundo para alertar sobre uma das principais causas de cegueira irreversível. Conhecida como “cegueira silenciosa”, a doença costuma evoluir lentamente e, na maioria das vezes, sem sintomas perceptíveis no início.

Segundo Dr. Hallim Féres Neto Oftalmologista, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão, o glaucoma afeta o nervo óptico, responsável por levar as informações visuais do olho ao cérebro.

“O nervo óptico funciona como um cabo que conecta o olho ao cérebro. Quando ele é danificado, essas informações deixam de chegar corretamente e a visão começa a ser comprometida. É uma doença progressiva e, na maioria das vezes, está associada ao aumento da pressão intraocular”, explica.

Estima-se que mais de 70 milhões de pessoas no mundo tenham glaucoma, e muitas sequer sabem que convivem com a doença.

O especialista explica que o problema costuma avançar sem sinais claros. “A perda visual geralmente começa pela visão periférica, nas laterais do campo visual, e acontece de forma lenta. Como o cérebro se adapta a essa mudança gradual, muitas pessoas demoram a perceber. Quando os sintomas aparecem, o dano ao nervo óptico já pode ser significativo”, afirma.

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver glaucoma, como idade acima de 40 anos, histórico familiar da doença, pressão intraocular elevada, uso prolongado de corticoides, miopia elevada e doenças como diabetes.

O diagnóstico é feito durante a consulta oftalmológica com a combinação de exames como tonometria (medição da pressão ocular), avaliação do nervo óptico, campimetria visual e tomografia de coerência óptica (OCT).

O diagnóstico precoce é a principal forma de evitar a perda da visão. “Na maioria dos casos, quando o glaucoma é identificado cedo e tratado corretamente, conseguimos controlar a progressão da doença e preservar a visão”, destaca o médico.


Algumas atitudes ajudam a proteger a saúde dos olhos:

-Realizar consultas oftalmológicas periódicas, principalmente após os 40 anos

-Informar ao médico se há casos de glaucoma na família

-Evitar o uso prolongado de corticoides sem orientação médica

-Manter acompanhamento regular se já houver diagnóstico da doença

“O glaucoma pode evoluir sem dar sinais. Por isso, o exame oftalmológico regular é a melhor forma de evitar que a doença seja descoberta apenas em fases avançadas”, conclui o especialista. 



Dr. Hallim Feres Neto @drhallim - CRM-SP 117.127 | RQE 60732 - Oftalmologista Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: https://www.drhallim.com.br


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