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sexta-feira, 27 de março de 2026

Saber como agir em uma crise pode salvar vidas de pessoas com epilepsia

No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, especialista orienta sobre o que fazer e evitar durante uma convulsão

 

Quedas repentinas, movimentos involuntários e perda de consciência ainda geram medo em quem presencia uma crise epiléptica. No entanto, mais do que pânico, o momento exige informação. No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado ontem, 26 de março, especialistas reforçaram que atitudes simples podem fazer a diferença na segurança da pessoa em crise. 

De acordo com dados recentes do Ministério da Saúde, cerca de 2% da população brasileira convive com epilepsia, o que representa milhões de pessoas no país. A condição neurológica é caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro e pode se manifestar de diferentes formas, nem sempre com convulsões. 

Segundo a neurologista e professora de pós-graduação da Afya Educação Médica Recife, Thaís Gemir, um dos maiores desafios ainda é a desinformação. “Muitas pessoas não sabem como agir e acabam tomando atitudes que podem prejudicar ainda mais o paciente. A orientação correta é fundamental para garantir segurança até que a crise passe”, explica. 

Entre as recomendações, o primeiro passo é manter a calma e proteger a pessoa de possíveis lesões. “É importante deitar a pessoa de lado, afastar objetos que possam machucar e apoiar a cabeça. Isso ajuda a evitar traumas e facilita a respiração”, orienta a especialista. 

Por outro lado, algumas práticas ainda comuns devem ser evitadas. “Nunca se deve colocar objetos na boca da pessoa ou tentar segurar seus movimentos. Isso pode causar ferimentos e não impede a crise”, alerta Thaís. 

Outra dúvida frequente é sobre quando buscar ajuda médica. Em geral, a maioria das crises dura poucos minutos e se resolve espontaneamente. No entanto, o atendimento de urgência deve ser acionado se a crise durar mais de cinco minutos, se houver repetição sem recuperação da consciência ou se for a primeira ocorrência.

Além das orientações práticas, a neurologista destaca a importância de combater o preconceito. “A epilepsia tem tratamento e, em muitos casos, é possível controlar as crises e levar uma vida normal. Informar a população é essencial para reduzir o estigma e garantir mais inclusão”, reforça. 

Em uma situação de emergência, informação pode ser tão importante quanto qualquer intervenção médica. Saber o que fazer — e o que evitar — é um passo fundamental para proteger vidas e promover mais conscientização sobre a epilepsia. 



Afya
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