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sexta-feira, 27 de março de 2026

O que as empresas buscam nos estagiários em 2026?

Especialistas em carreira priorizam as habilidades
comportamentais ao domínio técnico
 na hora da contratação
Especialistas descrevem 5 habilidades essenciais a todo estagiário; descubra o que mais pesa na seleção e o que fazer para crescer nas companhias

 

Em 2026, o mercado de trabalho brasileiro consolidou uma tendência que ganhou força nos últimos anos: a valorização da atitude acima do currículo técnico. E essa disposição é fundamental tanto para veteranos, quanto para quem vai iniciar a jornada no mundo corporativo. 

Segundo levantamento de uma entidade do setor, o mercado atual não se prende ao “o que você sabe fazer” (técnica), mas principalmente ao “como você lida com problemas e pessoas” (comportamento). 

“É isso que as empresas buscam nos estagiários: mais atitude do que currículo. Também é preciso demonstrar vontade de aprender, ter boa comunicação, capacidade de adaptação e postura profissional no dia a dia. Com tanta tecnologia disponível, as habilidades comportamentais (soft skills) são os grandes diferenciais”, explica a coordenadora da Área de Carreiras do Grupo Integrado de Campo Mourão (PR), Rosely Scheffer.

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Atitude acima da técnica

No dia a dia das organizações, a curiosidade, ética, escuta ativa e a abertura para receber feedbacks também se tornaram tão relevantes quanto o domínio das ferramentas de trabalho. 

“O estágio é, acima de tudo, um processo de formação comportamental. É uma porta de entrada real para a carreira. Quem entende isso cedo, aproveita melhor as oportunidades”, destaca a gerente de Recursos Humanos do Grupo Integrado, Renata Giovanini.

 

Vantagens mútuas

Diferente dos jovens aprendizes, a legislação brasileira (Lei nº 11.788/2008) não exige a obrigatoriedade de estagiários. A contratação é opcional e serve como uma oportunidade de aprendizado para estudantes e de capacitação e desenvolvimento para empresas. 

Rosely explica que o Grupo Integrado tem cerca de 40 estagiários, em diferentes áreas. A companhia valoriza os novatos e entende que eles contribuem com um novo olhar, na forma rápida como aprendem e que podem ser preparados para crescer junto com a cultura do negócio. 

Segundo a Associação Brasileira de Estágios (Abres), o Brasil tem cerca de 20,07 milhões de estudantes aptos a estagiar, mas apenas 5,5% (1,1 milhão) conseguem uma oportunidade pelos mais variados fatores. Por outro lado, entre 40% a 60% deles são efetivados ao final do contrato; o que reflete a vontade das organizações em reter os talentos formados dentro de casa. 

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Como crescer na empresa e evitar os erros comuns

Para o estagiário que deseja ser efetivado, a receita envolve o equilíbrio entre a entrega e o comportamento. Fazer bem o básico, cumprir o que foi combinado e demonstrar interesse genuíno pelo contexto do negócio são passos fundamentais. Por outro lado, o excesso de informalidade é apontado como o erro mais comum. 

“Atrasar tarefas, usar o celular em excesso, ser desorganizado, ter pouco interesse em aprender e usar gírias são fatores que prejudicam a percepção de profissionalismo”, alertam as especialistas em carreira.

 

Do estágio à gerência

A trajetória de Francielle Andreiov de Matos exemplifica como o estágio pode ser a porta de entrada para uma carreira sólida. Ela ingressou no Grupo Integrado como estagiária e hoje ocupa o cargo de Gerente de Controladoria. 

“Comecei sem ter todas as respostas, mas com muita vontade de aprender. Procurei ouvir, pedir feedbacks e fazer bem o que me era confiado. Meu conselho é: levem o estágio a sério, sejam curiosos, responsáveis e abertos ao aprendizado. A empresa percebe quem realmente quer crescer”, diz.

  

Centro Universitário Integrado 


 

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