Especialistas
descrevem 5 habilidades essenciais a todo estagiário; descubra o que mais pesa
na seleção e o que fazer para crescer nas companhias
Especialistas em carreira priorizam as habilidades
comportamentais ao domínio técnico
na hora da contratação
Em 2026, o mercado de trabalho brasileiro consolidou uma tendência que ganhou força nos últimos anos: a valorização da atitude acima do currículo técnico. E essa disposição é fundamental tanto para veteranos, quanto para quem vai iniciar a jornada no mundo corporativo.
Segundo levantamento de uma entidade do setor, o mercado atual não se prende ao “o que você sabe fazer” (técnica), mas principalmente ao “como você lida com problemas e pessoas” (comportamento).
“É isso que as
empresas buscam nos estagiários: mais atitude do que currículo. Também é
preciso demonstrar vontade de aprender, ter boa comunicação, capacidade de
adaptação e postura profissional no dia a dia. Com tanta tecnologia disponível,
as habilidades comportamentais (soft skills) são os grandes diferenciais”,
explica a coordenadora da Área de Carreiras do Grupo Integrado de Campo Mourão
(PR), Rosely Scheffer.
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Atitude acima da técnica
No dia a dia das organizações, a curiosidade, ética, escuta ativa e a abertura para receber feedbacks também se tornaram tão relevantes quanto o domínio das ferramentas de trabalho.
“O estágio é, acima de tudo, um processo de
formação comportamental. É uma porta de entrada real para a carreira. Quem
entende isso cedo, aproveita melhor as oportunidades”, destaca a gerente de
Recursos Humanos do Grupo Integrado, Renata Giovanini.
Vantagens mútuas
Diferente dos jovens aprendizes, a legislação brasileira (Lei nº 11.788/2008) não exige a obrigatoriedade de estagiários. A contratação é opcional e serve como uma oportunidade de aprendizado para estudantes e de capacitação e desenvolvimento para empresas.
Rosely explica que o Grupo Integrado tem cerca de 40 estagiários, em diferentes áreas. A companhia valoriza os novatos e entende que eles contribuem com um novo olhar, na forma rápida como aprendem e que podem ser preparados para crescer junto com a cultura do negócio.
Segundo a Associação Brasileira de Estágios (Abres), o Brasil tem cerca de 20,07 milhões de estudantes aptos a estagiar, mas apenas 5,5% (1,1 milhão) conseguem uma oportunidade pelos mais variados fatores. Por outro lado, entre 40% a 60% deles são efetivados ao final do contrato; o que reflete a vontade das organizações em reter os talentos formados dentro de casa.
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Como crescer na empresa e evitar
os erros comuns
Para o estagiário que deseja ser efetivado, a receita envolve o equilíbrio entre a entrega e o comportamento. Fazer bem o básico, cumprir o que foi combinado e demonstrar interesse genuíno pelo contexto do negócio são passos fundamentais. Por outro lado, o excesso de informalidade é apontado como o erro mais comum.
“Atrasar tarefas, usar o celular em excesso, ser
desorganizado, ter pouco interesse em aprender e usar gírias são fatores que
prejudicam a percepção de profissionalismo”, alertam as especialistas em
carreira.
Do estágio à gerência
A trajetória de Francielle Andreiov de Matos exemplifica como o estágio pode ser a porta de entrada para uma carreira sólida. Ela ingressou no Grupo Integrado como estagiária e hoje ocupa o cargo de Gerente de Controladoria.
“Comecei sem ter todas as respostas, mas com muita
vontade de aprender. Procurei ouvir, pedir feedbacks e
fazer bem o que me era confiado. Meu conselho é: levem o estágio a sério, sejam
curiosos, responsáveis e abertos ao aprendizado. A empresa percebe quem
realmente quer crescer”, diz.
Centro
Universitário Integrado

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