Especialista explica como alterações hormonais
impactam a saúde da pele e dá dicas práticas de autocuidado
Freepik
A partir dos 40 anos, o corpo passa por mudanças que
afetam diretamente a saúde da pele. Alterações hormonais comuns na
pré-menopausa e menopausa podem causar ressecamento, perda de elasticidade e
surgimento de linhas finas, tornando os cuidados diários ainda mais
importantes.
Durante a pré-menopausa e menopausa, a queda dos hormônios, como o estrogênio, interfere na produção de colágeno e na hidratação natural da pele, além de impactar cabelos e unhas.
“É comum que a pele fique mais seca, sensível e com menor firmeza. Mas cuidar dela vai muito além da estética: significa preservar a saúde, prevenir desconfortos e envelhecer com qualidade de vida”, explica Sylvia Ypiranga, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
A especialista alerta que hábitos simples podem fazer
grande diferença: hidratar a pele diariamente, usar proteção solar mesmo em
dias nublados, manter uma alimentação equilibrada e ingestão de líquidos, além
de realizar consultas periódicas com dermatologista. Esses cuidados ajudam não
apenas a preservar a saúde, mas também a confiança e a autoestima da mulher
nesse novo momento da vida.
A dermatologista lembra que observar a pele regularmente faz parte
da rotina de autocuidado e é essencial, especialmente nessa fase da vida. “Ao
perceber mudanças persistentes, como ressecamento intenso, perda de
elasticidade, manchas ou queda de cabelo, é importante buscar avaliação com um
dermatologista. Em alguns casos, essas alterações podem sinalizar a necessidade
de investigar questões hormonais. O dermatologista pode atuar de forma
integrada, orientando um cuidado multiprofissional, em conjunto com outros
especialistas, como o ginecologista”, acrescenta.
“Autocuidado é um gesto de amor-próprio. Com hábitos simples e
orientação profissional, é possível enfrentar as mudanças hormonais e manter a
pele saudável, protegida e bonita em qualquer fase da vida”, finaliza Sylvia
Ypiranga.
Como escolher um médico habilitado
A SBCD ressalta a importância de a população buscar um
profissional habilitado para acompanhamento, diagnóstico e tratamento. Para
isso, é fundamental verificar se o médico possui o Registro de Qualificação de
Especialista (RQE), qualificação atestada pelo Conselho Regional de Medicina
(CRM).
A consulta é simples e pode ser feita a partir do nome do
profissional no site do Conselho Federal de Medicina (CFM). Clique aqui!
Esse cuidado na escolha ajuda a evitar atendimentos inadequados
por profissionais não habilitados e garante mais segurança ao paciente.
Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD
Nenhum comentário:
Postar um comentário