Pesquisar no Blog

sexta-feira, 20 de março de 2026

Março Lilás: prevenção ao câncer de colo do útero cai após os 50 anos, aponta levantamento da Axenya

Em mês de conscientização, estudo com quase 25 mil mulheres aponta queda na adesão ao exame preventivo justamente na faixa etária de maior risco

 

Em meio às ações do Março Lilás, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer de colo do útero, um levantamento da Axenya, plataforma inteligente de saúde corporativa orientada por inteligência de dados, aponta um sinal de alerta sobre a prevenção da doença: adesão ao exame preventivo diminui progressivamente com o avanço da idade, justamente no período em que o risco se torna mais relevante. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ocorrência do câncer de colo do útero tende a crescer a partir dos 30 anos e alcança seus níveis mais elevados entre mulheres na quinta e sexta décadas de vida. 

O estudo considerou informações de quase 25 mil mulheres vinculadas a planos de saúde corporativos, acompanhadas ao longo de 2025, e identificou que a taxa de realização do exame preventivo entre mulheres nas faixas etárias indicadas para o rastreamento cai de 41,9% na faixa de 24 a 28 anos para 27,1% entre 54 e 58 anos. Ao todo, considerando mulheres entre 25 e 64 anos, a taxa geral de realização do exame foi de 29,5% entre as beneficiárias analisadas. 

Para Aline Pasiani, diretora médica da Axenya, o dado chama atenção porque o rastreamento é justamente a principal estratégia para identificar alterações precoces e reduzir o risco de evolução da doença. 

“Quando observamos queda na realização do exame justamente nas faixas etárias em que o risco se torna mais relevante, como apontam dados da OMS, isso indica uma possível lacuna no acompanhamento preventivo. O rastreamento periódico é fundamental para identificar alterações antes que elas evoluam para quadros mais complexos”, afirma.
 

Barreiras de acesso ainda influenciam adesão 

A análise também indica que fatores operacionais podem influenciar a adesão aos exames preventivos. Diferentemente de alguns exames laboratoriais incluídos em check-ups de rotina, procedimentos de rastreamento como mamografia e Papanicolau exigem agendamento específico, deslocamento e consulta presencial, etapas que podem representar barreiras adicionais para a realização do exame. 

O levantamento também avaliou o rastreamento para câncer de mama na mesma base populacional. Entre mulheres de 50 a 69 anos, a taxa de realização de mamografia foi de 42,3%. Em comparação, o acompanhamento preventivo para câncer de colo do útero apresenta níveis de adesão menores e queda progressiva ao longo da idade, mesmo sendo um dos tumores com maior potencial de prevenção quando identificado precocemente.
 

Prevenção ainda é principal ferramenta contra a doença 

Segundo especialistas, o câncer de colo do útero está entre os tumores com maior potencial de prevenção. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), programas de rastreamento organizados podem reduzir em até 60% a 90% a incidência da doença, ao identificar lesões precursoras antes da evolução para câncer invasivo. O exame preventivo permite identificar alterações celulares antes do desenvolvimento da doença, possibilitando tratamento em fases iniciais e aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico. 

Para Pasiani, os dados reforçam a importância de ampliar estratégias de conscientização e facilitar o acesso ao rastreamento, principalmente entre mulheres mais velhas. “O exame preventivo continua sendo a principal ferramenta para identificar alterações precoces e reduzir o impacto da doença”, conclui.

 

Axenya


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados