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terça-feira, 3 de março de 2026

Março Lilás e Amarelo em 2026: Dr. José Carlos Sadalla alerta para a prevenção do câncer de colo de útero e os desafios da endometriose

Especialista destaca que a tecnologia médica e a conscientização são as maiores aliadas das mulheres na busca por diagnósticos precoces e tratamentos menos invasivos.

 

O mês de março chega ao calendário de 2026 reforçando um alerta duplo e vital para a saúde feminina. A união das campanhas Março Lilás e Março Amarelo joga luz sobre duas condições que impactam a vida de milhões de brasileiras: a prevenção e conscientização do câncer de colo do útero e o combate à endometriose, respectivamente. Muito além de um mês temático, o período é uma convocação para que as mulheres priorizem o autoconhecimento e a realização de exames de rotina. 

Atuando diariamente na linha de frente desses diagnósticos, o oncoginecologista Prof. Dr. José Carlos Sadalla, da Clínica Andrade & Sadalla, ressalta que a informação é a principal ferramenta para a promoção da saúde. Segundo o especialista, conhecer os sinais do próprio corpo é o primeiro passo para o sucesso terapêutico, enfatizando que sintomas como sangramento vaginal anormal, dor pélvica persistente, alterações urinárias e perda de peso inexplicada jamais devem ser normalizados. 

"A educação sobre a saúde ginecológica capacita as mulheres a tomarem decisões informadas e a agirem proativamente na busca por cuidados médicos. Hoje, dispomos de abordagens terapêuticas cada vez mais personalizadas e menos invasivas. Desde cirurgias minimamente invasivas até terapias-alvo e imunoterapia, há uma gama de opções disponíveis para atender às necessidades individuais de cada paciente", ressalta o médico.

 

Março Lilás: a prevenção que salva vidas 

O câncer de colo do útero é uma condição grave causada, na grande maioria dos casos, pela infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV). Os sintomas podem incluir sangramento anormal, dor durante a relação sexual e corrimento com odor desagradável. No entanto, a força do combate a essa doença está na prevenção primária e no diagnóstico precoce. 

O Dr. Sadalla destaca a importância da vacinação e da detecção por exames regulares. Ele explica que a vacina contra o HPV é uma medida altamente eficaz, hoje disponibilizada pelo SUS para meninos e meninas a partir dos nove anos de idade, além das vacinas nonavalentes encontradas em clínicas privadas. Aliado a isso, o exame de Papanicolau e pesquisa do DNA-HPV permite detectar alterações nas células cervicais antes que se tornem cancerígenas. 

Caso a doença seja confirmada, a medicina atual oferece protocolos avançados. O tratamento pode incluir desde cirurgias precisas, com a utilização da técnica do linfonodo sentinela, até radioterapia e quimioterapia, dependendo do estadiamento da doença. "Com o tratamento adequado, muitas mulheres com câncer de colo do útero podem alcançar a remissão completa da doença e levar uma vida saudável e ativa", afirma o oncoginecologista.
 

Março Amarelo: o fim do silêncio sobre a dor 

Paralelamente, o mês de março também veste amarelo para falar sobre a endometriose, uma condição crônica onde o tecido semelhante ao revestimento interno do útero, cresce fora dele, atingindo ovários, trompas e outros órgãos pélvicos. A doença provoca sintomas debilitantes, como cólicas intensas durante a menstruação, dor nas relações sexuais, fadiga crônica e dificuldade para engravidar. 

Para o Dr. Sadalla, o maior desafio da endometriose ainda é o diagnóstico, que muitas vezes esbarra na normalização do sofrimento feminino. "A endometriose é uma condição desafiadora que tem um impacto significativo na qualidade de vida. Vale lembrar a regra de ouro: não é normal sentir dor! É fundamental que as mulheres reconheçam os sinais e procurem orientação médica para diagnóstico e tratamento adequados", alerta. A doença não tem idade específica para acontecer, podendo atingir mulheres a partir da menarca (primeira menstruação). 

O manejo da endometriose exige uma abordagem multidisciplinar. O tratamento moderno engloba medicamentos para alívio da dor, terapias hormonais e intervenções de altíssima precisão, como a cirurgia laparoscópica ou robótica para a remoção do tecido anormal, além de suporte reprodutivo para pacientes que desejam engravidar. Com o acompanhamento correto, o especialista assegura que as pacientes experimentam um alívio imenso dos sintomas, retomando o controle de suas rotinas. 



Clínica Andrade & Sadalla
Av. Ibirapuera, 2907, cj 720 - Moema, São Paulo.
Instagram: @clinicaandradesadalla


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