Especialista esclarece os benefícios de cada uma, trazendo recomendações para aumentar a durabilidade dos cachos
Com as temperaturas elevadas e a rotina intensa do
verão, muitos cabelos cacheados sofrem com perda de definição, frizz e ressecamento
— fatores que impactam diretamente o resultado das finalizações. Entre as
técnicas mais populares, a fitagem e o dedoliss seguem como favoritas, cada uma
oferecendo efeitos distintos, dependendo da textura, do volume desejado e do
tempo disponível para arrumar os fios. Escolher entre uma e outra pode levantar
dúvidas, especialmente para quem busca cachos mais duradouros durante longos
dias ao ar livre.
Ambas as técnicas partem da ideia de organizar,
modelar e definir os fios em seções, criando estruturas mais alinhadas. No
entanto, elas diferem na intensidade da definição, no tempo de execução e no
tipo de curvatura que entregam. “A escolha da finalização ideal depende do
formato natural do cacho, da quantidade de volume que a pessoa gosta e da resposta
do fio ao creme de pentear”, afirma Marina Groke, cofundadora da Escova
Express, rede referência em escovaria e tratamentos capilares. Segundo ela,
compreender o comportamento real do fio é determinante para acertar na técnica.
Os benefícios da fitagem
Na fitagem, a definição nasce do movimento de
“deslizar” os dedos pelo comprimento do cabelo, transformando cada mecha úmida
em pequenas fitas bem delimitadas. Esse processo favorece a distribuição
homogênea do creme de pentear, o que deixa o fio mais hidratado e reduz
bastante o frizz.
À medida que as fitas secam, os cachos se formam de
maneira natural e organizada, criando um resultado uniforme, com balanço e
formato estável.
Para aumentar a durabilidade, vale investir em
cremes mais densos, evitar toalhas tradicionais e apostar no plopping
ou na secagem ao ar livre, sem manipular o cabelo enquanto ainda estiver úmido.
O método é especialmente indicado para quem procura controle, definição
contínua e menos volume ao longo do dia.
As vantagens do dedoliss
Enquanto a fitagem trabalha em fitas, o dedoliss
reconstrói o cacho mecha a mecha — e é justamente esse cuidado individual que
garante o acabamento mais marcado. Cada seção é torcida ao redor do dedo,
repetindo o gesto até que o formato do anel fique consistente. O resultado é um
cacho redondo, brilhante e com aparência extremamente alinhada.
A técnica funciona especialmente bem quando parte
do cabelo perdeu curvatura ou apresenta áreas desalinhadas após calor, química
ou exposição solar. “O dedoliss funciona quase como um molde manual, capaz de
devolver forma e regularidade a regiões que não estão definindo sozinhas”,
explica Marina.
Para prolongar o efeito, o ideal é usar cremes ou
géis com maior poder de fixação e evitar ao máximo mexer nos fios até que
sequem totalmente. Assim, a curvatura permanece firme e o brilho se intensifica.
Recomendação profissional
Quando a dúvida entre fitagem e dedoliss persiste,
recorrer a um profissional especializado tende a facilitar decisão. Um olhar
técnico identifica a necessidade de nutrição, hidratação ou reconstrução,
observa o comportamento natural da curvatura e direciona o cliente para a
técnica mais adequada.
Em espaços especializados, como a Escova Express,
há acompanhamento para avaliar a saúde capilar, montar um cronograma
personalizado e orientar sobre produtos que favorecem cada finalização. Esse
suporte garante que as técnicas sejam aplicadas corretamente e que os
resultados se mantenham duradouros ao longo do verão.
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