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domingo, 4 de janeiro de 2026

Como a Ciência do Sentir pode transformar 2026

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Psicóloga Beatriz Breves oferece dicas para reintegrar os múltiplos elementos que formam o "Eu"


A fronteira entre o indivíduo e o mundo parece cada vez mais tênue. Não se trata apenas do excesso de informação, mas de como essa frequência externa interfere na vibração humana, gerando um descompasso entre a experiência vivida e o sentir autêntico. Nesse contexto, o equilíbrio passa a ser uma busca por autoconhecimento, capaz de sustentar a lucidez em meio à complexidade do agora.

A chave para essa jornada não reside em fórmulas mágicas, mas na compreensão de que o ser humano é indissociável: corpo, mente e ambiente formam uma unidade. Quando essas dimensões são negligenciadas, por exemplo, o estresse pode se instalar como um padrão vibracional repetitivo. Romper esse ciclo e cultivar uma consciência mais sensível em 2026 exige uma mudança de olhar e a adoção de uma nova perspectiva sobre a própria existência.

Para reintegrar os múltiplos elementos que formam o "Eu", a psicóloga, licenciada e bacharel em física, além de psicanalista, Beatriz Breves, referência da Ciência do Sentir, propõe uma abordagem transdisciplinar. Sua proposta desenvolvida no paradigma vibracional, se fundamenta nos pilares da Psicomplexidade, conceitos aprofundados em sua obra Eu Fractal – conheça-te a ti mesmo. A autora compartilha três caminhos práticos para a reconexão pessoal e a busca de uma harmonia interna, valendo-se da Psicomplexidade como eixo central.


- Valorizar o "Eco Empático": trata-se de momentos de troca genuína, como conversas presenciais ou atividades coletivas, que atendem às necessidades humanas de se sentir em segurança, valorizado e pertencendo. O convívio saudável fortalece vínculos, promove acolhimento e contribui para a diluição das tensões individuais.


- Identificar padrões repetitivos: a tendência humana é repetir comportamentos associados a determinados sentimentos. Assim, por exemplo, quem vivencia o estresse tende a se prender em ciclos estressantes. Reconhecer esses padrões e buscar formas pessoais de auto harmonização permite reorganizar os sentimentos em estruturas mais equilibradas. Ao observar quais gatilhos geram desarmonia, o indivíduo desenvolve recursos internos para deixar de ser refém das circunstâncias, conquistando maior domínio sobre suas ações e reações.


- Ampliar a capacidade de pensar: pensar não é acumular pensamentos, mas observar, refletir sobre si e sobre o meio que o cerca. Esse exercício cria condições internas para uma autocompreensão mais profunda, abrindo a possibilidade de caminhos mais sólidos para escolhas conscientes e alinhadas com a própria essência.

Adotar essas práticas é inaugurar um caminho que vai além da mera reação ao mundo, permitindo que cada gesto se torne expressão de uma autoconsciência mais profunda. Em 2026, a verdadeira inovação não surgirá das máquinas, mas do humano: da redescoberta de que cada indivíduo abriga, em seu interior, um universo tão vasto e intenso quanto o universo que o envolve.

 

DIA DE REIS: O RITUAL COMPLETO PARA DESMONTAR A ÁRVORE E ATRAIR PROSPERIDADE EM 2026

 


 Além de marcar o fim oficial do Natal, 6 de janeiro é uma data poderosa para simpatias e práticas que abrem caminho para a abundância

 

Dia 6 de janeiro marca o fim oficial do Natal, mas você sabe por quê? Enquanto muitos desmontam a árvore nesta data, poucos conhecem a verdadeira razão por trás do costume. Klarah, especialista holística da iQuilíbrio, explica que tudo está ligado ao Dia dos Reis, também chamado de Epifania do Senhor, uma data envolta em tradições ancestrais e superstições que atravessam séculos. 

“Para quem não é católico, talvez essa data seja um mistério. Além disso, dependendo da região do país, dia 6 de janeiro é só o dia que nossos avós diziam que era para desmontar a árvore de natal. Na verdade essa data remete aos tempos de Jesus na Terra, para ser mais exato, seus primeiros dias. Estamos falando da grande viagem cheia de desafios, feita pelos Três Reis Magos em busca de conhecer e agraciar o menino Jesus”, comenta Klarah.


Simpatias para prosperidade no Dia De Reis

E para trazer ainda mais significado para essa data é possível fazer algumas simpatias. Segundo a consultora espiritual Kelida, as simpatias do Dia de Reis busca trazer prosperidade para a vida. Veja como fazer:


Simpatia 1

Para essa simpatia você vai precisar de:

  • 9 sementes de romã;
  • Saquinho ou papel branco.

Passo a passo: Enquanto você tira as sementes da romã, faça seus pedidos de paz, saúde e amor para os três Reis Magos. Em seguida, guarde 3 dessas sementes no saquinho ou embrulhe no papel, pois elas devem ficar na sua carteira. Então, coma 3 das sementes e jogue as outras três por cima do seu ombro, fazendo o pedido que desejar.


Simpatia 2

Para fazer essa simpatia da prosperidade você vai precisar de:

  • 6 sementes de romã;
  • 1 nota de valor baixo (1 ou 2 reais).

Passo a passo: Exatamente no dia 6 de janeiro, coma 6 sementes de romã e separe os caroços. Enquanto isso repita as palavras: ‘Assim como Jesus foi presenteado pelos Reis Magos, eu também receberei ajuda em tudo o que precisar. Amém!’

Então, embrulhe 3 sementes na nota e coloque em sua bolsa ou carteira, enquanto as outras três, coloque em uma gaveta de roupas. Mantenha as sementes na gaveta e em sua carteira até o próximo Dia de Reis, então jogue as fora e use o dinheiro normalmente.


A história do Dia de Reis

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, os Reis Magos não viajaram juntos para o local onde estava Jesus. Ou seja, cada um deles estava em um lugar específico.

  • Baltazar: partiu da África levando mirra como presente, usada para representar a humanidade de Jesus;
  • Gaspar: partiu da Índia e levava como presente o incenso, representando a fé e a espiritualidade;
  • Melchior (ou Belchior): partiu da Europa, e levava ouro como presente, para simbolizar a nobreza dos deuses.

“Então, assim que a Estrela de Belém surgiu nos céus, cada um partiu em sua jornada até o local de nascimento de Jesus, chegando 12 dias após o seu nascimento. Ou seja, 06 de janeiro”, finaliza Klarah, a especialista da iQuilíbrio.



iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br


Kelida Marques -Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade, conta com mais de 1,27M de seguidores em suas redes. Também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. Também é uma das comentaristas da terceira temporada de Inexplicáveis do History Channel e lançou recentemente o livro psicografado que conta a verdadeira história de Maria Padilha | kelidaoficial



2026 será regido por Marte, mas o que isso significa na prática?

 


 

Astróloga Rosana Blois explica a influência do planeta nas diferentes áreas da vida

 

2026 será um ano regido por Marte, o planeta associado à energia, à coragem, à iniciativa e à ação. Não por acaso, muitas análises apontam para um período mais intenso, marcado por decisões rápidas, enfrentamentos e necessidade de posicionamento.

No entanto, segundo a astróloga, oraculista e terapeuta holística Rosana Bloise, autora de Oráculo do Poder Feminino e Oráculo Cigano (Matrix Editora), essa leitura precisa ser feita com cuidado e profundidade.

Rosana explica que, do ponto de vista astrológico, nenhum planeta “governa” um ano inteiro de forma absoluta. Marte é um astro rápido, que percorre diferentes signos ao longo dos meses, alterando sua forma de atuação conforme o signo que atravessa e os aspectos que forma com outros planetas.

Por isso, tratá-lo como uma força fixa seria simplificar excessivamente a dinâmica do céu e ignorar o caráter cíclico e relacional da astrologia.


A influência de Marte

Ainda assim, a oraculista afirma que Marte pode ser compreendido como uma tônica simbólica de 2026. Sua energia traz à superfície temas como iniciativa, coragem, movimento e enfrentamento, ao mesmo tempo em que expõe os riscos da impulsividade, da agressividade e das decisões tomadas no calor do momento.

Para Rosana, o ponto central não é temer Marte, mas entender como essa força se manifesta dentro de um sistema maior, no qual nenhum planeta atua isoladamente.

"Na astrologia, o universo não busca um equilíbrio estático. Ele se reorganiza constantemente por meio de ciclos de expansão e contração, tensão e resolução. Quando Marte acentua o excesso de ímpeto ou reatividade, outros trânsitos entram em cena para ajustar essa energia", comenta.

"Planetas como Saturno e Netuno, mais lentos e estruturantes, ajudam a impor limites, convidar à reflexão e trazer consciência sobre responsabilidades e consequências. Da mesma forma, eclipses e períodos de retrogradação funcionam como pausas obrigatórias, forçando revisões e reorganizações", complementa Rosana.


Como será 2026

Dentro desse cenário, segundo a astróloga, 2026 tende a ser um ano em que a energia se move com mais velocidade. Situações que estavam paradas podem destravar, decisões ganham firmeza e o desejo de protagonismo pessoal se intensifica.

"Muitas pessoas sentirão um chamado interno para agir, se posicionar e assumir riscos. Ao mesmo tempo, será fundamental observar os sinais de pressa excessiva, irritação e conflitos desnecessários, alertas clássicos de uma energia marciana desequilibrada", alerta.

Para Rosana, o grande aprendizado de 2026 está justamente nesse jogo de forças: enquanto Marte impulsiona, o restante do céu convida à consciência.

"Devemos agir, sim mas com responsabilidade. Avançar, mas sabendo quando pausar. O céu, como um organismo vivo, se autorregula. E quem aprende a ler esses movimentos encontra no ano não apenas tensão, mas também oportunidades reais de crescimento, reorganização e fortalecimento interior", finaliza.


Quando os pais não concordam na educação dos filhos: conflito ou oportunidade?

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Um guia curto da Relacionamentoria para lidar com diferenças na educação dos filhos

 

Um dos temas que mais geram tensão e distância entre casais é justamente a maneira de educar os filhos. Surge aí uma dúvida recorrente: o que fazemos quando o pai diz “não” e a mãe diz “sim”? 

Quando o assunto é educação, de fato, a discordância marca o casal. Um acha que o outro é duro demais, o outro que é mole demais. “Essa diferença cria entre os pais uma queda de braço, onde o mais importante é decidir quem está certo e o que é “melhor” para a criança. A diferença, então causa dor, porque lá no fundo, carregamos a crença silenciosa de que os pais precisam concordar e a discordância faz mal para as crianças”, afirma Yafit Laniado, psicanalista e hipnoterapeuta, criadora da Relacionamentoria, consultoria especializada no relacionamento entre pais e filhos. 

Diferentemente do que a maioria pensa, essa discordância e diferença na educação não faz mal para os filhos. “As crianças não se confundem quando há divergência entre os pais. Apesar de que, sempre que possível, recomendamos evitar discussões sobre a educação das crianças diante delas. Elas já sabem que somos diferentes, e quando existe respeito, admiração e cooperação apesar das diferenças, elas crescem mais seguras, aprendendo que o mundo é feito de pessoas diversas”, explica Yafit. 

A especialista lembra que essas divergências acontecem justamente por cada um desejar o melhor para o filho, embora por caminhos distintos. “Por vezes, um quer proteger, o outro quer colocar limites, mas ambos querem o bem. Em várias famílias, até surge a ideia de ‘fazer um acordo de cavalheiros, o que raramente funciona.” 

Yafit detalha que esse “acordo” é pouco efetivo porque lida com dois seres humanos distintos, que vieram de famílias, histórias e valores diferentes. “Tentar estabelecer esse ‘acordo’ acaba muitas vezes virando uma tentativa de transformar o outro em uma cópia de mim. E no caminho, perdem-se respeito, confiança e parceria.” 

O ideal diante das divergências quando o assunto é educação é não tentar forçar acordo, mas praticar apoio e validação. “Apoiar não significa concordar, mas significa reconhecer que o outro também é um bom pai ou uma boa mãe, mesmo que eduque de um jeito diferente. Quando desvalorizamos o parceiro, enfraquecemos o relacionamento e, com isso, enfraquecemos também nossa força como pais”, ressalta Yafit. 

E quando o outro reage de maneira diferente da minha? Para Yafit, a resposta não é “salvar” a criança, mas permitir que ela aprenda a lidar com estilos diferentes. “Pratique sugestões como ‘o papai está em casa, conversem com ele’, porque confiamos um no outro, mas também confiamos no nosso filho: na capacidade dele de enfrentar diferenças, desenvolver resiliência e crescer com isso”, pontua.

“Assim, em vez de proteger a criança da discordância, oferecemos a ela um presente valioso: a experiência de viver em um mundo onde as pessoas não são iguais, e ainda assim podemos e devemos amar, respeitar e colaborar. Isso é maturidade. Isso é força”, destaca a especialista. 

Cenário colocado, Yafit sugere exercitar na prática essa conduta. “Na próxima vez que seu parceiro reagir de forma diferente da sua, pergunte a si mesma: o que importa mais agora? Estar certa ou proteger a parceria? E ofereça um gesto pequeno de apoio.” 

Esses gestos podem vir em frases como ‘a mamãe falou, então é assim que vamos fazer’, ou ‘isso é importante para o papai, vamos respeitar’. “Não por submissão, mas por confiança no(a) parceiro(a), na criança e em si. Afinal, acreditamos que parceria e parentalidade não são dois mundos separados, mas dois lados do mesmo coração”, conclui Yafit.


PARA ATRAIR DINHEIRO, KELIDA ENSINA CINCO RITUAIS DE PROSPERIDADE

Tenha dias mais prósperos em 2026 e se torne uma pessoa afortunada por meio desses rituais poderosos e bem simples.

 

Como podemos nos preparar para um 2026 próspero e cheio de dinheiro? É claro que se empenhar no trabalho é fundamental, mas o seu esforço pode ganhar uma ajuda especial das forças do universo com alguns rituais. 

Está endividado? Os clientes sumiram do seu comércio? Não importa qual é o seu problema financeiro, de acordo com consultora espiritual Kelida Marques, essas simpatias para atrair dinheiro que te ajudarão a viver uma vida mais abundante e próspera. 

Dica: Todas as simpatias podem ser feitas em qualquer horário, no entanto elas devem ser feitas sempre durante a Lua cheia, nova ou crescente.


1. Simpatia com saleiro

Você vai precisar de um saleiro; uma colher de arroz e uma moeda de 1 real. 

Pegue um saleiro vazio e coloque no fundo uma moeda de 1 real, depois adicione uma colher de arroz e complete o pote com o sal de cozinha que você geralmente usa para temperar os alimentos. Essa simpatia é muito poderosa e ajudará para que nunca falte dinheiro na sua vida. Portanto, continue a temperar as comidas normalmente com esse saleiro, no entanto, nunca deixe faltar sal nesse recipiente e nunca deixe a moeda à mostra.



2. Prato da prosperidade

Você vai precisar de sal grosso; um imã; um pires; um papel em branco, caneta e sete folhas de louro. 

Comece essa simpatia colocando o imã no centro do pires. Depois, no papel em branco escreva o que você deseja ter, seja dinheiro, fartura e etc. Dobre o papel e coloque-o embaixo do ímã e adicione o sal grosso em cima do pires, cobrindo todo o pratinho e por fim, posicione as folhas de louro nas laterais do prato, formando um círculo. 

Feito isso, deixe o seu pratinho na sala ou perto de alguma porta de entrada da sua casa. Essa simpatia não pode ficar no chão, por isso deixe-a sempre posicionada na estante ou na mesa. Ela deverá ficar montada por nove dias e durante esse período você deverá orar todos os dias o Salmo 23. Ao passar esse período, você poderá descartar a sua simpatia normalmente e ela poderá ser feita sempre que você desejar.


3. Simpatia da fortuna

Você vai precisar de 20 folhas-da-fortuna; uma bacia de ágata ou de alumínio e 2l.de água. 

Coloque a água na bacia e acrescente as ervas. Enquanto esfrega as folhas com as duas mãos, faça seus pedidos. Esse ato deve levar de 10 a 15 minutos, até a água ficar com uma coloração esverdeada. Reserve a mistura sem coar e, depois de fazer a limpeza do ambiente, sem água sanitária, jogue a mistura de dentro para fora do local e deixe por 20 minutos. Passe o rodo e um pano seco e pronto: você verá o ambiente mais tranquilo e atrairá muita sorte na sua vida!


4. Simpatia do Bombom

Você vai precisar de 1 bombom; 1 moeda e mel. 

O primeiro passo dessa simpatia é uma delícia. Você irá comer o bombom. Em seguida, irá pegar o papel do bombom e colocar a moeda. Por cima da moeda, despeje bastante mel e embrulhe tudo. Coloque esse embrulho próximo a um formigueiro e saia do local sem olhar para trás. Conforme as formigas forem comendo o embrulho, o dinheiro vai ir chegando à sua vida.


5. Para não faltar dinheiro

Você vai precisar de um prato branco pequeno; 1 vela amarela; 1 nota de dinheiro de qualquer valor (ela não será destruída); 1 moeda de qualquer valor; 1 copo cheio de água e 1 xícara de açúcar mascavo. 

Coloque a nota de dinheiro sobre o prato e a moeda sobre a nota. Cubra todo o dinheiro com o açúcar mascavo e firme a vela no prato, sobre o açúcar, e acenda-a. Então, coloque o copo de água também sobre o prato. Reze um Pai Nosso e uma Ave Maria, pedindo com muita fé ao seu anjo da guarda para abençoar a sua vida financeira.

 

Repita a seguinte oração: “Dinheiro abundante, está sempre comigo e sempre sobrará. Com ele, prometo ajudar a quem de mim precisar”. 

Enquanto faz a oração, mentalize energias de abundância, enxergando a si mesmo como uma pessoa merecedora de riqueza e prosperidade. Emane essa energia para o universo e projete essa intenção de ajudar pessoas com os recursos que você atrair. 

Deixe a vela terminar de queimar. Quando ela já estiver apagada, jogue os restos de parafina no lixo e despeje a água e o açúcar na pia, junto com água corrente. Outra opção é despejar a água e o açúcar em uma planta (mas nunca jogue porta afora, pois você pode afastar a energia que canalizou). Você pode usar a nota, a moeda, o copo e o prato normalmente. 

Agora que você conheceu alguns rituais para conquistar e reter riquezas, faça-os sempre que julgar necessário. Procure realizá-los em ambientes sem muitos ruídos e com bastante fé.

  

Kelida Marques - Detentora de um dos principais canais do YouTube sobre Espiritualidade, conta com mais de 1,15M de seguidores em suas redes. Também é psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana realiza atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigília, de maneira constante e gratuita. Faz previsões, rituais, responde perguntas através do baralho cigano e fala com propriedade sobre conexões entre almas, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas. Com toda essa bagagem espiritual (bruxa naturalista na linhagem de São Cipriano por tradição familiar) e profissional (formada em psicologia), a mística espiritualista atua unindo corpo, mente e espírito sempre com um pouco de magia. Também é uma das comentaristas da terceira temporada de Inexplicáveis do History Channel e lançou recentemente o livro psicografado que conta a verdadeira história de Maria Padilha | kelidaoficial



sábado, 3 de janeiro de 2026

Como reconhecer um infarto que não dói

 Mulheres, idosos e pessoas com comorbidades estão entre os mais afetados por quadros assintomáticos; enjoo, sudorese e mal-estar podem indicar risco iminente, alerta cardiologista

 

Reconhecer os sinais silenciosos ou incomuns de um infarto pode ser decisivo para salvar vidas. A cardiologista Tati Guerra, professora do curso de Medicina do Centro Universitário UniBH explica que o chamado “infarto silencioso” é aquele no qual o paciente não apresenta a dor intensa no peito irradiando para o braço ou mandíbula, que é o padrão mais comum. “Às vezes, surge apenas um desconforto leve, uma falta de ar ou um enjoo, e por isso ele não procura atendimento, o que faz o infarto passar despercebido”, destaca. 

Ainda segundo a especialista, outros sintomas aparentemente banais podem, na verdade, indicar um risco iminente. “Sudorese repentina, dor na boca do estômago ou um mal-estar difuso podem ser manifestações de um infarto. Muitas vezes são leves e atribuídos a cansaço, ansiedade ou má digestão, e acabam ignorados”, explica Tati Guerra. 

Grupos específicos têm maior probabilidade de apresentar quadros silenciosos ou atípicos: mulheres, idosos, pessoas com doença renal crônica e pacientes que já passaram por cirurgias cardíacas ou angioplastias. “Nesses casos, qualquer sintoma fora do habitual deve servir de alerta. Mesmo um desconforto mínimo precisa ser investigado”, reforça. 

Diferentemente do que muitos acreditam, o infarto não costuma enviar sinais dias ou semanas antes. “O infarto é um evento agudo. Ele acontece de forma súbita, com dor intensa ou de maneira silenciosa, mas não dá pistas premonitórias longas. O que existe é a necessidade de atenção constante aos fatores de risco”, esclarece a cardiologista. 

Entre esses fatores estão: hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e histórico familiar. Pessoas acima de 40 anos devem fazer avaliações anuais. 

Guerra destaca que além dos check-ups tradicionais, alguns exames ajudam a mapear a saúde do coração. “O perfil lipídico, a glicose, a avaliação da pressão arterial e o rastreio de fatores como obesidade e doenças renais são essenciais. Também avaliamos a presença de placas de gordura em artérias, como carótidas e aorta”, detalha. 

Um exame cada vez mais utilizado em casos selecionados, segundo a docente do UniBH, é o score de cálcio coronariano. “Ele não é indicado para todos, mas é muito útil quando temos dúvida sobre o risco cardiovascular do paciente. Quanto maior o cálcio nas artérias coronárias, maior o risco, e mais agressivo deve ser o controle dos fatores de risco”, acrescenta.

 

Quando procurar ajuda imediatamente?

Tati Guerra afirma eu mesmo na ausência de dor no peito, sinais como desconforto no tórax, braços, mandíbula ou boca do estômago; mal-estar súbito; náuseas e vômitos intensos sem causa aparente; sudorese profusa; e sensação de desmaio ou perda de força devem motivar busca imediata por atendimento. 

A especialista pontua ainda que muitos infartos silenciosos só são descobertos depois, em exames de imagem. “A sequela mais comum é a cicatriz no coração. Ela aparece no eletrocardiograma, no ecocardiograma ou em outros exames que mostram uma área que não se movimenta adequadamente por falta de irrigação”, diz.

Por fim, quando o assunto é prevenção, a recomendação da cardiologista é clara: foco no estilo de vida e na rotina de cuidados. “Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, evitar fumar, manejo do estresse e exames periódicos são as estratégias mais eficientes para prevenir o infarto, silencioso ou não”, conclui. 


Doenças que mais matam  

As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no país: são 400 mil óbitos por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

A cada 90 segundos, um brasileiro morre por complicações no coração, totalizando 46 mortes por hora. A boa notícia é que 80% desses casos são evitáveis com prevenção e diagnóstico precoce.


IA na prática: três exemplos de inovação em neurocirurgia

Neurocirurgião da Casa de Saúde São José explica como a inteligência artificial começa a se integrar de forma progressiva à prática neurocirúrgica, marcando uma nova fase na medicina

 

A neurocirurgia é uma das especialidades médicas mais precisas e tecnologicamente avançadas da medicina contemporânea. Afinal, o cérebro é um território de altíssima complexidade, onde qualquer intervenção requer extrema precisão, dada a possibilidade de consequências neurológicas significativas. Nesse sentido, a Inteligência Artificial (IA) tem contribuído para alguns dos avanços mais significativos da área nos últimos anos, trazendo mais segurança, agilidade e precisão, segundo o Dr. Pedro Góes, neurocirurgião da Casa de Saúde São José. 

“A Inteligência Artificial começa a se integrar de forma progressiva à prática neurocirúrgica, marcando uma nova fase na medicina. No momento, estamos dando os primeiros passos nessa incorporação, visando aprimorar a precisão diagnóstica, otimizar o tempo de resposta e, sobretudo, oferecer um cuidado mais individualizado e seguro ao paciente”, afirma o Dr. Pedro. 

Conheça, então, três casos que mostram como a IA está revolucionando a neurocirurgia e a medicina contemporânea como um todo.
 

1 – Exame de Imagens e Diagnóstico Precoce

Esses sistemas utilizam algoritmos capazes de identificar padrões em tomografias e ressonâncias, ajudando a detectar precocemente hemorragias, aneurismas e outras lesões. A IA proporciona mais rapidez e, em alguns casos, mais precisão na interpretação de exames de imagem. A ferramenta é capaz de, por exemplo, fazer a segmentação automática de tumores cerebrais. 

“Embora ainda não façam parte de todos os fluxos de atendimento, essas soluções já demonstram grande potencial para agilizar diagnósticos e apoiar decisões clínicas com base em dados objetivos”, completa o neurocirurgião.
 

2 – Organização e Análise de Dados Clínicos

Neste caso, a Inteligência Artificial permite que o cirurgião dê mais foco ao paciente e não à papelada, aliviando a carga administrativa do médico. É possível gerar notas e documentação automáticas, com codificação de procedimentos e facilitar, posteriormente, a análise desses dados também por IA. Assim, é possível prever complicações, recuperação, tempo de internação e, até mesmo, novas doenças. 

“Ao analisar grandes volumes de dados — como imagens, exames laboratoriais e registros clínicos —, os algoritmos podem reconhecer alterações sutis que indicam o início de uma doença neurológica, mesmo antes de surgirem sintomas evidentes”, explica o Dr. Pedro Góes.
 

3 – Recuperação e Reabilitação Neurológica

Este é um campo em rápida expansão que tem incorporado a IA em plataformas digitais e dispositivos inteligentes para acompanhar a evolução do paciente e adaptar o tratamento em tempo real. O neurocirurgião cita o uso de softwares que auxiliam na reabilitação cognitiva, ajustando automaticamente exercícios de memória e atenção, além de equipamentos robóticos que utilizam sensores e algoritmos para otimizar o reaprendizado de movimentos. 

Para o neurocirurgião da Casa de Saúde São José, a Inteligência Artificial deve ser vista como ferramenta de apoio que não vai substituir o julgamento clínico, a experiência médica e a empatia. “Há desafios éticos importantes, como a proteção dos dados dos pacientes, a transparência dos algoritmos e a necessidade de evitar vieses que possam afetar decisões clínicas. A Inteligência Artificial nos permite concentrar mais energia no que realmente importa: o cuidado humano e integral com cada paciente”, conclui o médico.

 

Casa de Saúde São José

 

Ano novo, vida ativa: antes de correr atrás das promessas, é preciso cuidar do coração



Especialistas alertam que o entusiasmo típico do início do ano e das férias pode virar risco quando a prática de exercícios físicos começa sem avaliação médica. Check-up cardiológico, atenção à idade e constância são apontados como os primeiros passos para uma mudança segura de hábitos

 

O início de um novo ano costuma vir acompanhado de resoluções ambiciosas: emagrecer, correr na praia, iniciar a academia ou finalmente adotar uma rotina de exercícios. O cenário se repete a cada verão, impulsionado pelo clima, pelo tempo livre das férias e pela sensação de recomeço. No entanto, junto com a empolgação, surge um ponto de atenção fundamental: como está a saúde do coração antes dessa virada de chave?

Segundo Dr. Gustavo dos Reis Marques, cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, a decisão de se exercitar é, por si só, extremamente positiva. “Quando alguém decide mudar hábitos e incluir a atividade física na rotina, isso já demonstra cuidado consigo mesmo, e esse é um excelente sinal. Mas a preocupação com a saúde precisa vir antes do primeiro treino”, destaca.

De acordo com o especialista, iniciar exercícios sem um check-up pode ser arriscado, especialmente após períodos de excessos alimentares, consumo maior de álcool e sedentarismo, comuns nas festas de fim de ano. “O coração sente essas mudanças. Muitas pessoas passam meses, às vezes anos, sem praticar atividade física e, de repente, querem correr quilômetros ou fazer treinos intensos. Esse salto pode sobrecarregar o sistema cardiovascular”, alerta o cardiologista.

A idade é outro fator que não pode ser ignorado. Dr. Gustavo explica que, a partir dos 35 ou 40 anos, ou antes, em casos de histórico familiar de doenças cardíacas, a avaliação médica se torna ainda mais importante. “Exames simples, como eletrocardiograma, teste ergométrico e exames laboratoriais, ajudam a entender como o coração responde ao esforço. Em alguns casos, exames de imagem também são indicados. Não é excesso de zelo, é prevenção”, reforça.

Para ele, o início de uma atividade física deve caminhar junto com o acompanhamento regular da saúde. “O ideal é que as pessoas incorporem o check-up à rotina, com avaliações semestrais ou anuais, dependendo da idade e do histórico clínico. Isso vale tanto para quem está começando quanto para quem já pratica esportes”, afirma.

Entre os exames considerados essenciais estão hemograma completo, avaliação de colesterol e glicemia, exames de função renal e hepática, além do acompanhamento da pressão arterial. “E não dá para abrir mão da consulta com o cardiologista. Em muitos casos, o clínico geral, o endocrinologista e até um ortopedista também fazem parte desse cuidado integrado, principalmente para quem busca emagrecimento ou atividades de impacto”, orienta o especialista.

A recomendação dos especialistas é clara: começar devagar e com constância. Caminhadas leves, treinos progressivos e respeito aos limites do corpo fazem toda a diferença. “O maior erro é achar que resultado rápido vem com intensidade exagerada. O coração precisa de adaptação, assim como músculos e articulações”, explica Dr. Gustavo. “Exercício é um investimento de longo prazo. Não é sobre fazer muito em pouco tempo, mas sobre fazer sempre.”

Mais do que um alerta, a mensagem é um convite à reflexão. Antes de calçar o tênis e sair para a tradicional corrida na beira da praia ou no parque, vale a pergunta: estou fazendo do jeito certo? “A atividade física salva vidas, melhora a qualidade de vida e reduz o risco de inúmeras doenças. Mas ela precisa começar com informação, orientação médica e responsabilidade”, conclui o cardiologista.

Em um período marcado por promessas e recomeços, o consenso entre os especialistas é que cuidar da saúde do coração não atrasa planos, ao contrário, garante que eles possam ser vividos com mais segurança, disposição e fôlego ao longo de todo o ano. 



Hospital Cardiológico Costantini
https://hospitalcostantini.com.br/

 

Brasil dobra consumo de ultraprocessados em 40 anos

Professor do curso de Nutrição da Estácio, Abelardo Lima, comenta avanço e alerta para riscos à saúde

 

Uma coletânea de artigos publicada na revista científica The Lancet, em novembro, aponta um crescimento expressivo no consumo de alimentos ultraprocessados em diversas regiões do mundo. No Brasil, a participação desses produtos na dieta mais que dobrou nas últimas quatro décadas, saltando de 10% para 23%. O movimento também ocorreu em outros países: na Espanha, as compras de ultraprocessados quase triplicaram em 30 anos, passando de 11% para 31,7%, enquanto no Canadá o aumento foi de 24,4% para 54,9% ao longo de oito décadas. 

Para especialistas em saúde pública, esses números evidenciam uma mudança mundial no padrão alimentar, com forte substituição de alimentos frescos por produtos industrializados de baixo valor nutricional. O nutricionista e professor do curso de Nutrição da Estácio, Abelardo Lima, reforça que o cenário brasileiro exige atenção urgente. 

“O aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, que ascendeu de 10% para 23% da dieta brasileira nas últimas quatro décadas, representa um desafio significativo para a saúde pública no Brasil. Essa tendência se manifesta em um aumento crescente de casos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e hipertensão crônica, além de distúrbios do trato digestivo. Tal cenário está intimamente ligado ao consumo elevado de aditivos alimentares, corantes, conservantes, alto teor de sal, açúcares simples adicionados e gorduras saturadas presentes nesses produtos.”, afirma. 

Segundo Abelardo, esse padrão alimentar impacta diretamente a saúde da população, devido à combinação de baixa qualidade nutricional e alta densidade calórica. Para enfrentar a situação, ele defende a adoção das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira, com foco em alimentos in natura e minimamente processados. 

“Essa abordagem, resumida na expressão ‘desembalar menos e descascar mais’, promove o consumo de alimentos com maior valor nutricional, ricos em nutrientes essenciais e com menor densidade calórica, favorecendo uma melhor distribuição de carboidratos, proteínas e gorduras e, consequentemente, um impacto positivo na saúde”, explica. 

O nutricionista destaca ainda a influência da praticidade na escolha dos ultraprocessados. “O planejamento alimentar é crucial nesse contexto. A facilidade de acesso aos ultraprocessados contrasta com a necessidade de preparar alimentos frescos. Dedicar tempo ao planejamento semanal das refeições é essencial para garantir escolhas alimentares conscientes e promover a saúde a longo prazo”, pontua.



Estácio
estacio.br


De Gen Z a 40+: novas gerações redefinem o consumo de bem-estar no Brasil

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Puravida observa que cada geração se conecta à suplementação por razões distintas, da estética com propósito à busca por vitalidade e longevidade  

 

O consumo de suplementos e produtos naturais no Brasil deixou de seguir uma lógica única. O que antes era associado a um público restrito ou a rotinas esportivas, hoje atravessa faixas etárias, estilos de vida e propósitos diversos.  
 
Segundo dados da consultoria Grand View Research, o mercado global de suplementos alimentares deve crescer em média 8,9% até 2033, alcançando cerca de US$ 414 bilhões. No Brasil, ainda segundo a consultoria, o setor movimenta aproximadamente US$ 4,6 bilhões e projeta expansão anual de 9,5% até 2030, impulsionada pelo acesso à informação e pela valorização do autocuidado. 

A Puravida, marca referência em nutrição natural e clean label, observa que essa evolução reflete um novo comportamento de consumo: cada geração encontra na suplementação uma motivação diferente. De jovens que buscam estética com propósito a adultos que priorizam vitalidade e longevidade, o bem-estar se tornou uma linguagem comum e plural. 

“Nos últimos anos, o consumidor de bem-estar deixou de ser uma persona única. Hoje, cada geração se relaciona com a saúde de forma diferente, e nosso papel é compreender essas nuances para oferecer soluções reais, sem modismos, mas com propósito e consistência”, afirma Rafael Pizzato, CEO da Puravida. 

Entre os mais jovens, o interesse por suplementos surge como extensão de um estilo de vida pautado em propósito, estética consciente e performance. O grupo entre 18 e 25 anos, que representa parte relevante dos novos consumidores da categoria, enxerga o autocuidado como forma de expressão individual e busca produtos com formulações naturais, linguagem acessível e valores éticos.  

Essa tendência se reflete em itens como o Collagen Protein Língua de Gato, que combina colágeno e proteína de alta qualidade com sabor indulgente, e o Collagen Pro Body Support, voltado ao público que alia rotina fitness a cuidado estético, ambos desenvolvidos para equilibrar desempenho e bem-estar. 

Entre 26 e 39 anos, prevalece a lógica da prevenção e do equilíbrio. Essa geração concilia rotina profissional intensa, prática esportiva e atenção à longevidade. Ela busca praticidade e constância, suplementos que simplifiquem o dia e reforcem energia, imunidade e recuperação física. Fórmulas como o Power Coffee, que reúne café, TCM e colágeno, e o Blue Calm, à base de nutrientes que favorecem o relaxamento, ganharam espaço com esse público, hoje um dos mais ativos da base de clientes da Puravida. 

Acima dos 40 anos, a suplementação assume um papel de continuidade e vitalidade. O foco está em produtos que apoiem a saúde óssea, hormonal e muscular, auxiliando na manutenção da energia e da qualidade de vida. Esse grupo vem impulsionando o mercado de longevidade saudável e ampliando a procura por soluções naturais, um movimento acompanhado pela Puravida com categorias como Ômega 3, Magnésio Quelato e colágenos específicos para suporte articular e ósseo. 

“Acreditamos que saúde é um tema geracional e coletivo. Por isso, buscamos dialogar com públicos que vão do jovem que valoriza performance ao adulto que quer preservar vitalidade. O importante é entender que cada jornada de cuidado é única”, complementa Rafael Pizzato.  



Puravida
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Câncer de rim: estudo aponta aumento de sobrevida com nova terapia combinada

 

Resultados reforçam a importância de monitorar sintomas e do bem-estar do paciente durante o tratamento

 

O câncer de rim é considerado uma doença silenciosa, visto que seus sintomas geralmente se manifestam apenas em estágios avançados - quando já pode ter ocorrido metástase para os pulmões (mais frequentes), ossos (35% a 40%) ou fígado. O carcinoma de células renais (CCR) é o tipo mais comum de câncer de rim e, segundo dados do Ministério da Saúde, há uma incidência de mais de 10 mil novos casos a cada ano no Brasil. Nesse cenário, tratamentos que não apenas prolongam a vida, mas também mantêm a qualidade de vida, são de extrema importância para os pacientes, especialmente os metastásticos. Nesse contexto, um estudo clínico internacional de fase III, o CheckMate 9ER, conduzido com pacientes com CCR avançado ou metastático previamente não tratado, demonstrou que a terapia combinada de cabozantinibe e nivolumabe mais do que dobrou a sobrevida livre de progressão para 16,4 meses, em comparação com os 8,3 meses do tratamento padrão. 

Uma análise complementar do estudo CheckMate 9ER - que visava compreender a relação entre qualidade de vida e desfechos clínicos - também revelou que sintomas como dor óssea e distúrbios do sono, quando surgem logo no início do tratamento, impactam negativamente a qualidade de vida dos pacientes. Esses achados reforçam a importância de monitorar precocemente os sintomas e considerar o bem-estar global do paciente como parte essencial do manejo clínico. 

Para Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, os dados deste estudo complementar chamam atenção para a necessidade de olhar além da eficácia dos medicamentos. “O câncer renal muitas vezes chega sem avisar. Quando os sintomas aparecem, já afetam profundamente a vida do paciente. Esse estudo mostra que precisamos garantir que os cuidados não se restrinjam ao tumor, mas contemplem também o bem-estar físico e emocional do paciente em todas as fases”, avalia. 

Nesse contexto, uma pesquisa qualitativa realizada pelo Oncoguia, lançada este ano, ouviu pacientes com câncer de rim avançado de diferentes regiões do Brasil, todos em tratamento na saúde suplementar. Estruturado em quatro blocos - diagnóstico, início do tratamento, tratamento contínuo e vivendo com a doença - o estudo buscou compreender a experiência, os sentimentos e os aprendizados desses pacientes. “Um dos principais achados foi que a falta de informação sobre o câncer de rim é quase total entre os pacientes, mesmo após o diagnóstico. Esse desconhecimento atrasa suspeitas, dificulta decisões e aumenta o medo, com reflexos diretos na qualidade de vida. Já aqueles que se sentem acolhidos, bem informados e confiantes tendem a aderir melhor ao tratamento”, aponta o levantamento. 

A pesquisa também mostrou que o papel do médico é essencial e vai além do atendimento em consultório. “Na maioria dos relatos, a decisão médica foi quase sempre unilateral, reforçando a importância da escuta ativa por parte dos profissionais, principalmente em casos mais graves. Os pacientes precisam não apenas de explicações claras sobre as possibilidades disponíveis de tratamento, mas também de acolhimento, diálogo e presença. Assim, melhoramos a experiência do paciente e conseguimos promover modelos de cuidado humanizado, que considerem o corpo, mente, cotidianos e burocracias envolvidas em cada etapa”, destaca a presidente do Instituto Oncoguia. 

Na avaliação de Luciana, todos esses achados oferecem novas possibilidades para a personalização do cuidado. “A identificação dos diferentes perfis de sintomas ajuda médicos e pacientes a tomar decisões mais assertivas. Quando reconhecemos precocemente os sinais que afetam a qualidade de vida, conseguimos agir de forma mais rápida e efetiva. É uma forma de darmos voz aos pacientes, parte essencial desse processo”, explica.

 

Diagnóstico precoce do CCR ainda é um desafio 

O carcinoma de células renais tem incidência duas vezes maior em homens do que em mulheres e pico entre 60 e 70 anos.1 De acordo com Fábio Schutz, oncologista clínico e coordenador médico do serviço de oncologia clínica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, o desenvolvimento do CCR costuma estar associado a uma combinação de fatores de risco. “Entre os principais fatores de risco para o câncer de rim estão o diabetes, a obesidade, a hipertensão, o tabagismo e as doenças renais crônicas ou inflamações renais persistentes”, explica. 

O especialista destaca ainda que, por ser uma doença silenciosa, ela muitas vezes é descoberta de forma incidental, durante exames solicitados por outros motivos. Quando surgem, os sintomas mais comuns incluem dor lombar persistente, sangue na urina, perda de peso não intencional e fadiga. Em fases mais avançadas, podem aparecer dores ósseas e dificuldade para respirar. Na maioria dos casos, quando os sinais clínicos se manifestam, a doença já está em estágio avançado, incluindo possível metástase. “Infelizmente, ainda não existe protocolo específico de rastreamento para o câncer renal, o que torna a detecção precoce um desafio”, completa Luciana. 

O tratamento depende da progressão da doença. “Quando o tumor está restrito ao rim, a cirurgia é a principal abordagem, com a retirada parcial do órgão sempre que possível. Em situações específicas, técnicas menos invasivas, como ablação por radiofrequência ou crioterapia, também podem ser utilizadas. Nos casos metastáticos, terapias sistêmicas, incluindo medicamentos orais anti-angiogênicos e as imunoterapias com inibidores de checkpoints imunológicos têm papel essencial. Além disso, o acompanhamento multidisciplinar, envolvendo oncologistas, urologistas, radioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais, é fundamental para oferecer tratamento coordenado e suporte integral ao paciente”, conclui Schutz.


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