Neurocirurgião da Casa de Saúde São José explica como a inteligência artificial começa a se integrar de forma progressiva à prática neurocirúrgica, marcando uma nova fase na medicina
A
neurocirurgia é uma das especialidades médicas mais precisas e tecnologicamente
avançadas da medicina contemporânea. Afinal, o cérebro é um território de
altíssima complexidade, onde qualquer intervenção requer extrema precisão, dada
a possibilidade de consequências neurológicas significativas. Nesse sentido, a
Inteligência Artificial (IA) tem contribuído para alguns dos avanços mais
significativos da área nos últimos anos, trazendo mais segurança, agilidade e
precisão, segundo o Dr. Pedro Góes, neurocirurgião da Casa de Saúde São José.
“A
Inteligência Artificial começa a se integrar de forma progressiva à prática
neurocirúrgica, marcando uma nova fase na medicina. No momento, estamos dando
os primeiros passos nessa incorporação, visando aprimorar a precisão
diagnóstica, otimizar o tempo de resposta e, sobretudo, oferecer um cuidado
mais individualizado e seguro ao paciente”, afirma o Dr. Pedro.
Conheça,
então, três casos que mostram como a IA está revolucionando a neurocirurgia e a
medicina contemporânea como um todo.
1
– Exame de Imagens e Diagnóstico Precoce
Esses
sistemas utilizam algoritmos capazes de identificar padrões em tomografias e
ressonâncias, ajudando a detectar precocemente hemorragias, aneurismas e outras
lesões. A IA proporciona mais rapidez e, em alguns casos, mais precisão na
interpretação de exames de imagem. A ferramenta é capaz de, por exemplo, fazer
a segmentação automática de tumores cerebrais.
“Embora
ainda não façam parte de todos os fluxos de atendimento, essas soluções já
demonstram grande potencial para agilizar diagnósticos e apoiar decisões
clínicas com base em dados objetivos”, completa o neurocirurgião.
2
– Organização e Análise de Dados Clínicos
Neste
caso, a Inteligência Artificial permite que o cirurgião dê mais foco ao
paciente e não à papelada, aliviando a carga administrativa do médico. É
possível gerar notas e documentação automáticas, com codificação de
procedimentos e facilitar, posteriormente, a análise desses dados também por
IA. Assim, é possível prever complicações, recuperação, tempo de internação e,
até mesmo, novas doenças.
“Ao
analisar grandes volumes de dados — como imagens, exames laboratoriais e
registros clínicos —, os algoritmos podem reconhecer alterações sutis que
indicam o início de uma doença neurológica, mesmo antes de surgirem sintomas
evidentes”, explica o Dr. Pedro Góes.
3
– Recuperação e Reabilitação Neurológica
Este é
um campo em rápida expansão que tem incorporado a IA em plataformas digitais e
dispositivos inteligentes para acompanhar a evolução do paciente e adaptar o
tratamento em tempo real. O neurocirurgião cita o uso de softwares que auxiliam
na reabilitação cognitiva, ajustando automaticamente exercícios de memória e
atenção, além de equipamentos robóticos que utilizam sensores e algoritmos para
otimizar o reaprendizado de movimentos.
Para o
neurocirurgião da Casa de Saúde São José, a Inteligência Artificial deve ser
vista como ferramenta de apoio que não vai substituir o julgamento clínico, a
experiência médica e a empatia. “Há desafios éticos importantes, como a
proteção dos dados dos pacientes, a transparência dos algoritmos e a
necessidade de evitar vieses que possam afetar decisões clínicas. A
Inteligência Artificial nos permite concentrar mais energia no que realmente
importa: o cuidado humano e integral com cada paciente”, conclui o médico.
Casa
de Saúde São José
Nenhum comentário:
Postar um comentário