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sábado, 3 de janeiro de 2026

Viagens: 9 dicas de saúde e primeiros socorros

Estradas cheias e aeroportos movimentados, cresce também a necessidade de redobrar a atenção com a própria saúde. Entre destinos de praia, campo e viagens internacionais, algumas atitudes simples fazem toda a diferença para evitar imprevistos e garantir que o descanso não vire dor de cabeça. 

Do cuidado com as vacinas às ações rápidas diante de cortes, queimaduras e engasgos, algumas medidas básicas podem ser decisivas. A médica Julie Muraro, clínica geral do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) e também atuante no Centro Médico Integrado (CMI) do hospital, compartilhou dicas essenciais que servem de alerta e orientação.

 

1. Vacinas em dia

Antes de arrumar as malas, o ideal é revisar a carteira de vacinação. No verão, quando aumentam os deslocamentos, especialmente para áreas tropicais, algumas doses tornam-se ainda mais importantes. 

Segundo a médica, a vacina de febre amarela é essencial para viagens em áreas de risco do Brasil e outros países tropicais. Ela lembra também da necessidade de atualizar imunizações contra hepatite A, febre tifóide, gripe, difteria e tétano, além de sarampo, caxumba e rubéola - principalmente para quem vai ao exterior.
 

2. Monte um kit de primeiros socorros eficiente

Imprevistos acontecem, mas estar preparado evita que pequenos acidentes tomem proporções maiores. A especialista recomenda incluir itens básicos como curativos adesivos, gaze, esparadrapo, luvas descartáveis, solução antisséptica, termômetro, pinça e tesoura sem ponta. Medicamentos analgésicos, antialérgicos, antitérmicos e contra enjoo também ajudam a lidar com desconfortos comuns em deslocamentos. “Para passeios ao ar livre, trilhas e acampamentos, vale acrescentar manta térmica e até um apito para sinalizar necessidade de auxílio”, orienta. E atenção: viajantes com doenças crônicas devem levar remédios de uso contínuo e receitas atualizadas.

 

3. Pausas estratégicas a cada 2 a 3 horas

Quem viaja longas distâncias de carro ou ônibus deve incluir paradas no roteiro. O ideal, segundo a especialista, é fazer intervalos regulares para alongar o corpo e recuperar a atenção.

Ignorar essa pausa pode favorecer cansaço, mal-estar e perda de reflexos. “As paradas ajudam a melhorar a circulação, evitar fadiga e manter o foco ao volante”, reforça Dra. Julie.

 

4. Sol forte e altas temperaturas: proteção redobrad

No verão, a exposição ao sol se intensifica, assim como a desidratação também. O combo protetor solar e hidratação constante não é opcional. Vale reforçar o uso de chapéus e óculos com proteção UV. 

Em caso de queimaduras leves, a médica recomenda resfriar a área com água fria ou compressas suaves (inclusive de chá de camomila gelado) e hidratar a região. Se a dor persistir, é hora de procurar atendimento.

 

5. Como agir diante de pequenos cortes

Cortes leves são comuns em atividades de lazer. A médica explica que o primeiro passo é sempre higienizar bem as mãos antes de tocar o ferimento. Depois, lavar a área com água e sabão neutro ou soro fisiológico. Caso haja sangramento, faça pressão com gaze por 20 minutos e cubra com curativo. 

“Nunca tente remover objetos encravados, como cacos de vidro. Nesses casos, o correto é procurar atendimento imediato", alerta. Também é importante evitar o uso direto de algodão, já que as fibras podem aderir ao machucado.

 

6. Queimaduras leves: o que fazer na hora

Queimaduras por sol ou contato com superfícies quentes devem ser tratadas com resfriamento imediato. A água corrente por alguns minutos ajuda a reduzir a temperatura da pele. Em seguida, aplicar hidratante ou loção calmante. Beber bastante água acelera a recuperação. Se a dor for intensa ou persistir, é necessário procurar ajuda médica.

 

7. Engasgos: como agir de forma correta e segura

Um dos acidentes mais angustiantes é o engasgo. Antes de qualquer ação, é crucial ligar para o SAMU (192). Se a pessoa estiver consciente, incentive-a a tossir. Caso não funcione, use a manobra de Heimlich. “Posicione-se atrás da vítima, coloque um punho fechado acima do umbigo e faça compressões para dentro e para cima”, explica. Em gestantes ou pessoas obesas, a pressão deve ser feita no centro do peito. 

Se houver perda de consciência, iniciam-se imediatamente as compressões cardíacas até a chegada do socorro.
 

8. Picadas de insetos: quando se preocupar

Mosquitos, abelhas, vespas e formigas são mais comuns no verão. Na maioria dos casos, basta lavar o local, aplicar compressa fria e, se necessário, usar antialérgicos. Ao identificar o ferrão, remova com cuidado usando uma pinça e nunca esprema. Entretanto, picadas de escorpiões, aranhas e cobras exigem atendimento médico urgente.

 

9. Reação alérgica grave: sinais que exigem socorro imediato

Dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou garganta, chiado no peito, tontura e sensação de desmaio são indicativos de um quadro de anafilaxia. “Esses sinais exigem atendimento médico imediato”, finaliza a médica.
 

 

Hospital Evangélico de Sorocaba

 

Aumento de casos acende alerta para prevenção do câncer de pele no Brasil

País deve registrar mais de 220 mil novos casos por ano; melanoma segue crescendo. Dezembro Laranja ajuda na conscientização da população 

 

O câncer de pele continua liderando o ranking dos tipos mais frequentes no Brasil. As projeções mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para cerca de 220 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma entre 2023 e 2025 — incidência que se mantém elevada e exige reforço contínuo nas ações de prevenção. Já o melanoma, tipo mais agressivo, deve registra aproximadamente 8,4 mil novos diagnósticos por ano, segundo estimativas nacionais. 

  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 80% dos melanomas no mundo estão diretamente ligados à exposição aos raios ultravioleta (UV). No Brasil, país com alta insolação durante praticamente todo o ano, o risco aumenta: o Ministério da Saúde já alertou para índices UV extremos durante o verão, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste. 

  

“Estamos diagnosticando lesões mais cedo, mas também vendo casos avançados em faixas etárias cada vez mais jovens”, diz a dermatologista Katy Zaclis Goldman. Referência em Dermatologia Estética e com 30 anos de experiência clínica, ela reforça que o Dezembro Laranja é uma das campanhas mais estratégicas para reduzir a incidência da doença.   

“Estamos diagnosticando mais lesões precoces graças ao aumento da conscientização, mas também observamos casos avançados em pessoas jovens, muitas vezes por hábitos inadequados de exposição solar e falta de uso regular de protetor”, explica a médica. Coordenadora de cursos de pós-graduação na área dermatológica na Universidade Santo Amaro, Goldman ressalta que queimaduras solares na infância aumentam drasticamente o risco de câncer de pele na vida adulta, e que pessoas de pele clara, olhos claros e histórico familiar de melanoma devem redobrar a atenção. 

  

Principais sinais que exigem consulta imediata   

A dra. Katy reforça a regra do “ABCDE” — método simples para identificar alterações suspeitas em pintas e manchas: 

  A – Assimetria: um lado diferente do outro   

B – Bordas irregulares   

C – Cor variada   

D – Diâmetro maior que 6 mm   

E – Evolução rápida em dias ou semanas 

  

Outras dias da médica:  

  • Feridas que não cicatrizam por mais de quatro semanas também exigem avaliação dermatológica.  
  • Prevenção: medidas simples que salvam vidas  
  • Uso diário de filtro solar com FPS adequado  
  • Reaplicação a cada 2 horas  
  • Evitar exposição entre 10h e 16h  
  • Chapéu, óculos escuros e roupas com proteção UV  
  • Autoexame mensal da pele  
  • Consulta anual com dermatologista 

 

Universidade Santo Amaro (Unisa)  

 

A cada 20 minutos, uma pausa de 20 segundos: especialista explica técnica para evitar fadiga visual


envato
Uso excessivo de telas intensifica o cansaço ocular e exige atenção a hábitos simples de cuidado no dia a dia

 

Com rotinas cada vez mais digitais, é comum passarmos horas seguidas diante de computadores, celulares, tablets e televisões, muitas vezes sem perceber o esforço contínuo exigido dos olhos. Esse uso prolongado faz com que a visão permaneça focada em curtas distâncias por longos períodos, sobrecarregando a musculatura ocular. O resultado é a chamada fadiga visual, um desconforto cada vez mais frequente na vida moderna, que se manifesta por sintomas como ardência, ressecamento, sensibilidade à luz e dificuldade de foco ao final do dia. 

Esse esforço constante é agravado pela diminuição involuntária da frequência de piscadas durante o uso de telas, o que compromete a lubrificação natural dos olhos. A exposição prolongada à luz azul, somada à postura inadequada e à ausência de pausas regulares, contribui para que a fadiga visual se torne recorrente, afetando não apenas o conforto ocular, mas também a produtividade, o sono e a qualidade de vida. 

Segundo Bruna Mendonça, especialista no setor óptico, reconhecer esses sinais é fundamental para evitar prejuízos maiores à saúde dos olhos. “A fadiga visual não deve ser encarada apenas como um cansaço passageiro. Ela é um sinal claro de que os olhos estão sendo exigidos além do limite e, quando ignorada, pode evoluir para irritações persistentes e outros problemas oftalmológicos”, explica a especialista. 

Para amenizar os sintomas e prevenir o cansaço ocular causado pelo uso excessivo de telas, Bruna destaca a aplicação da técnica 20-20-20, amplamente recomendada por profissionais da área da saúde visual. 

“A cada 20 minutos em frente às telas, o ideal é fazer uma pausa de 20 segundos e direcionar o olhar para um ponto distante, a cerca de seis metros. Essa mudança de foco permite que a musculatura ocular relaxe, estimula a lubrificação natural dos olhos e reduz significativamente o esforço acumulado ao longo do dia”, orienta. 

Em um cotidiano cada vez mais digital, incorporar pequenos hábitos de cuidado visual se tornou indispensável. Fazer pausas regulares, ajustar a ergonomia do ambiente de trabalho e buscar orientação profissional sempre que o desconforto persistir são medidas simples que fazem diferença na preservação da saúde ocular e no bem-estar a longo prazo. 

Em um cotidiano cada vez mais digital, incorporar pequenos hábitos de cuidado visual se tornou fundamental. Fazer pausas regulares, ajustar o ambiente de trabalho e buscar orientação profissional quando o desconforto persistir são atitudes que garantem mais saúde ocular e qualidade de vida a longo prazo.


Mortes recentes em corridas reforçam alerta para cardiomiopatia hipertrófica: especialista destaca necessidade de exames preventivos e diagnóstico precoce

  

Cardiologista Dr. Fernando Scolari, do HC e do Hospital Moinhos de Vento (RS), comenta riscos e recomendações para atletas e praticantes de pedestrianismo 
 

A morte recente do corredor amador José da Silva Nogueira Neto, 48 anos, durante a Meia Maratona de João Pessoa (PB), cuja necropsia confirmou Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) e infartos prévios, reacendeu o debate sobre uma das doenças cardíacas mais silenciosas e potencialmente fatais entre jovens adultos e atletas. 

O acontecido se soma a outros recentes, como o falecimento de João Gabriel Hofstatter De Lamare, 20 anos, que sofreu parada cardíaca durante uma prova em Porto Alegre, episódio que motivou iniciativas de conscientização e a criação da ONG Corre com o Coração. Situações como essas, junto a casos históricos de grande repercussão no esporte, como o de Serginho (São Caetano, 2004), continuam evidenciando a urgência do diagnóstico precoce.
 

Uma doença silenciosa que pode evoluir para morte súbita 

A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco, que pode dificultar a circulação sanguínea e gerar arritmias potencialmente fatais, mesmo em pessoas jovens e aparentemente saudáveis1. 

“A CMH pode não apresentar sintomas e, por isso, muitos pacientes só descobrem a condição após um evento grave. Atletas e praticantes de corrida, especialmente os que participam de provas de longa distância, precisam entender que boa forma física não substitui avaliação cardiológica,” explica o Dr. Fernando Scolari, cardiologista do Hospital das Clínicas (HC) e do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
 

Popularização das corridas aumenta a urgência de prevenção 

Com a crescente adesão às corridas de rua no Brasil, especialistas recomendam maior rigor em protocolos de saúde, tanto por parte dos atletas quanto das organizações esportivas. 

Segundo o Dr. Scolari, o risco é amplificado quando provas envolvem calor excessivo, hidratação inadequada ou esforço além da capacidade individual. 

“O ideal é que todo atleta amador realize, pelo menos uma vez ao ano, um eletrocardiograma e um ecocardiograma. São exames simples, acessíveis e capazes de identificar alterações compatíveis com CMH e outras cardiopatias,” afirma.
 

Sinais de alerta e exames recomendados 

Embora a CMH possa ser assintomática, o cardiologista destaca sinais que devem motivar avaliação imediata, como desmaios ou quase-desmaios durante prática esportiva, dor torácica ao esforço, palpitações persistentes e histórico familiar de morte súbita. 

“Não é alarmismo, é orientação baseada em evidências. Identificar a CMH precocemente salva vidas. E quando diagnosticamos, conseguimos orientar o paciente com segurança sobre limites de treino, necessidade de medicação ou até procedimentos preventivos,” reforça o especialista. 

 

Bristol Myers Squibb (BMS)


Referências científicas:
1 - Ardisson, G. M. C.; Ribeiro de Souza, T. — Cardiomiopatia Hipertrófica: uma revisão de literatura. REASE – Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, v. 10, n. 9, 2025. DOI: 10.51891/rease.v10i9.15756.


Verão intensifica fogachos e insônia: Dra. Mariana Sadalla alerta que calor agrava sintomas da menopausa e reforça segurança da TRH

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Ondas de calor podem se tornar insuportáveis com as altas temperaturas, impactando sono e qualidade de vida. Especialista aponta a Terapia Hormonal como o tratamento mais eficaz.

   

Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, mulheres que estão na menopausa enfrentam um agravamento significativo dos sintomas vasomotores, popularmente conhecidos como fogachos ou ondas de calor. O calor externo não apenas intensifica a frequência e a intensidade desses episódios, mas também prejudica a qualidade do sono e o bem-estar geral. 

Para a Dra. Mariana Sadalla, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, o cenário sazonal exige atenção e tratamento. "O fogacho é, na verdade, uma falha na termorregulação do corpo, causada pela queda do estrogênio. Quando o ambiente já está quente, o corpo tem mais dificuldade em compensar, e os episódios se tornam mais severos, levando a sudorese excessiva, desconforto e, muitas vezes, insônia crônica," explica.

 

Tratamentos: A TRH, terapia de reposição hormonal 

A Dra. Mariana Sadalla reforça que, apesar dos mitos que ainda circundam o tema, o tratamento mais eficaz e cientificamente comprovado para aliviar os fogachos é a Terapia de Reposição Hormonal (TRH).

"A TRH, quando indicada corretamente, é segura e proporciona um alívio significativo desses sintomas. Recentemente, a própria FDA americana revisou as advertências sobre o estrogênio, confirmando a segurança do tratamento para mulheres saudáveis na janela terapêutica correta," destaca a Dra. Sadalla. "É fundamental que as mulheres procurem um especialista para avaliar a indicação individualizada e não sofram desnecessariamente com o calor do verão e a menopausa."
 

Cuidados para Mitigar os Sintomas no Calor 

Enquanto a TRH atua na causa-raiz, a Dra. Sadalla sugere cuidados práticos que podem ajudar a mitigar o desconforto diário durante o verão:

  • Hidratação: Beber água gelada regularmente pode ajudar a reduzir a temperatura corporal interna rapidamente.
  • Vestuário: Utilizar roupas leves, soltas e feitas de tecidos naturais (como algodão e linho) que permitem a transpiração.
  • Alimentação: Evitar alimentos e bebidas que são gatilhos conhecidos para fogachos, como bebidas alcoólicas, cafeína e comidas muito picantes. No calor, o efeito desses gatilhos é potencializado.
  • Ambiente: Manter o ambiente de sono fresco e ventilado. Utilizar lençóis de tecidos leves.

 

Clínica Andrade & Sadalla



Você tem diabetes ou cuida de alguém com a doença? Veja 7 dicas para lidar com sua saúde mental

Sobrecarga emocional e desafios do tratamento podem contribuir para o desenvolvimento de ansiedade e depressão tanto no paciente como em seus familiares

 

Viver com diabetes, especialmente o tipo 1, exige cuidados constantes e adaptações no dia a dia, o que pode afetar a saúde mental e trazer situações de ansiedade e estresse tanto para os que convivem com a doença, quanto para quem cuida dessas pessoas. O diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca por engano as células do pâncreas que produzem insulina. Sem insulina, a glicose fica do lado de fora das células, sem conseguir entrar e gerar energia. Esse tipo geralmente surge na infância ou adolescência, mas pode aparecer em qualquer idade, e o tratamento envolve obrigatoriamente o uso de insulina para repor a falta absoluta desse hormônio. 

A ansiedade e depressão são as doenças mais comumente desencadeadas pelo convívio com o diabetes. “Um dos maiores impactos na saúde mental é o medo de queda do açúcar no sangue, que pode causar sintomas como tremores, tontura e confusão mental, gerando ansiedade e receio de ter novas crises. Além disso, a pressão sobre o paciente para monitorar a glicose corretamente, aplicar insulina nos horários certos, seguir uma dieta rigorosa, praticar exercícios regularmente e manter seus exames laboratoriais dentro da meta pode gerar angústia e estresse. Por isso, o acompanhamento psicológico é crucial para ajudar a lidar com as emoções e os desafios do diabetes”, explica Dr. Augusto Santomauro Jr, médico endocrinologista do Hospital BP - a Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

Veja sete dicas para pacientes e familiares lideram com o diabetes da melhor forma possível:

  1. Pacientes, não se isolem: procurem o apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde. Compartilhem seus sentimentos, busquem ajuda quando necessário e participem de grupos de apoio. Conviver com outras pessoas que entendem os desafios ajuda a se sentir acolhido e a trocar experiências;
  2. Façam atividades: pratiquem atividades que promovam o bem-estar emocional e físico e encontrem hobbies para desenvolver. “Pais e responsáveis também precisam cuidar da saúde mental. Lembrando que cuidar de si é fundamental para cuidar do outro. Procurem redes de apoio, tempo para relaxar e ajuda profissional quando necessário. Além disso, busquem atividades prazerosas, façam atividades que gostem juntos, como jogar, ler, passear ao ar livre ou assistir a filmes”, orienta o médico.
  3. Informem-se sobre o diabetes: educação sobre a doença é essencial para enfrentar os diversos obstáculos. Por isso, mantenham-se atualizados sobre as novidades em tratamento e tecnologias para diabetes, participem de programas de educação em diabetes e busquem orientação de profissionais de saúde. Contem com a ajuda de uma equipe multidisciplinar para empoderá-los.
  4. Sejam pacientes consigo mesmo: haverá dias mais desafiadores. Tenha paciência e compaixão consigo mesmo, aprendendo com os erros e seguindo em frente. Celebre suas conquistas. Viver com diabetes exige esforço e disciplina. Reconheça e celebre cada conquista, por menor que seja. Isso ajuda a manter a motivação e a autoestima. Incorpore o diabetes à sua vida e encontre maneiras de lidar com a condição que se encaixem na sua rotina e estilo de vida. Não deixe que o diabetes te impeça de fazer as coisas que você gosta.
  5. Pais e responsáveis, estejam presentes: demonstrem amor, compreensão e apoio incondicional aos seus filhos. Estejam disponíveis para ouví-los sem julgamentos e validem seus sentimentos. Mas, ao mesmo tempo, incentivem a autonomia. À medida que seus filhos crescem, estimulem a independência no autocuidado, orientando-os e permitindo que eles assumam gradualmente a responsabilidade pelo tratamento.
  6. Tenham uma comunicação aberta: mantenham um diálogo aberto e honesto sobre o diabetes. Expliquem a doença e o tratamento de forma clara e adequada à idade da criança ou adolescente. Criem um ambiente de apoio e estimulem a participação dos filhos em atividades sociais e esportivas, promovendo a interação com outras crianças e adolescentes.
  7. Mantenham uma rotina: ela ajuda a organizar o dia a dia e facilita o manejo do diabetes. E não se esquecem de “comemorar” as pequenas vitórias. Reconheçam e celebrem cada conquista no controle do diabetes, reforçando a autoestima e a motivação. Concentrem-se no presente. Não se prendam a pensamentos negativos sobre o futuro. Vivam um dia de cada vez, aproveitando o presente”, recomenda o Santomauro.
     

Lidando com o diabetes

Uma outra forma de lidar bem com a doença é utilizar as redes sociais de forma sábia e coerente, compartilhando experiências, dúvidas e dicas sobre como conviver com a doença. Isso é o que faz a influenciadora Larissa Faleiro de Morais, do @belasceliacas, com 24 anos, que descobriu o diabetes tipo 1 em 2020 e isso causou um grande impacto na sua vida. 

“Ter diabetes tipo 1 já traz automaticamente uma sobrecarga mental, porque diferentemente das pessoas que não têm diabetes, a gente está todos os dias fazendo as atividades, mas sempre tem algo a mais. Eu gosto daquela comparação com o balão azul. É como se todas as atividades que você estivesse fazendo, você está ali tentando equilibrar o seu balão azul, sem deixá-lo cair, sem deixá-lo voar, mas vivendo, estudando, fazendo estágio. Não é fácil, é uma doença crônica, é uma decisão que você tem que tomar todos os dias, de se cuidar todo dia”, relata. 

Atualmente, Larissa utiliza a bomba de insulina da Roche, chamada Accu-chek, que tem trazido benefícios para o seu dia a dia. “Eu gosto de praticar atividades físicas diariamente, faço acrobacias aéreas, então foi uma ótima escolha. Ela é super prática e leve. Tenho dormido mais tranquila e tido bem menos hipoglicemias, além de possibilitar a personalização do meu tratamento. Um dos maiores benefícios foi a questão de não precisar usar a caneta, pois a bomba já faz a aplicação automática. 

Além disso, quando vou sair um pouco da rotina, comer algo diferente como um pão de queijo ou pizza, com a bomba de insulina eu consigo programar aplicações maiores, aplicações de multi-onda. Então, eu posso programar a infusão de insulina para outros períodos, para o período em que essa comida vai estar fazendo efeito, por exemplo. Ela tem me ajudado bastante a lidar e tratar o diabetes”, comemora a influenciadora.


Saiba quais cuidados são necessários com os olhos no verão

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Contato com água do mar, piscinas e exposição solar podem provocar irritações e infecções oculares durante o período de férias, alerta especialista 

 

Com a chegada do verão e do período de férias, praias e áreas de lazer aquáticas passam a fazer parte da rotina de quem busca descanso e lazer. O aumento das viagens, da exposição ao sol e do contato com água do mar ou de piscinas exige atenção não apenas com a pele, mas também com a saúde dos olhos, que podem sofrer irritações, inflamações e infecções se alguns cuidados básicos não forem adotados. 

De acordo com o Dr. Rodrigo T. Santos, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da rede Vision One, o contato frequente com água pode causar desconfortos oculares, principalmente quando os olhos ficam expostos por longos períodos. “A água do mar contém sal, areia e micro-organismos que podem provocar ardência, vermelhidão e sensação de ressecamento. Já a água da piscina, em especial quando o tratamento químico não está adequado, pode causar irritação na superfície ocular devido ao cloro e a outros produtos utilizados na manutenção”, explica. 

Segundo o médico, abrir os olhos debaixo d’água é um hábito comum, mas que deve ser evitado. “Essa ligação direta favorece a entrada de agentes irritantes e micro-organismos em contato com a superfície dos olhos, aumentando o risco de inflamações e infecções”, afirma. Ele destaca que crianças costumam ser mais vulneráveis, tanto pela frequência com que entram na água quanto pela dificuldade em relatar desconfortos nos olhos. 

Pessoas que utilizam lentes de contato precisam de atenção redobrada durante as atividades aquáticas. “O uso de lentes de contato no mar ou na piscina aumenta o risco de infecções oculares, pois bactérias e outros micro-organismos podem aderir à lente e permanecer em contato prolongado com o olho, ocasionando infecções oculares graves”, alerta o oftalmologista. A recomendação é sempre utilizar óculos de natação para melhor proteção dos olhos. No caso da necessidade de correção de grau, opte pelas lentes de descarte diário ou faça o tratamento de Ortoceratologia, que é o uso de lentes ao dormir e dispensam uso de correção durante o dia. Ou mesmo, fazer avaliação para cirurgia refrativa, e corrigir a visão com a cirurgia a laser. 

A exposição solar também representa um fator de risco importante para a saúde ocular durante o verão. “A radiação ultravioleta pode causar danos à superfície dos olhos e contribuir para o desenvolvimento de doenças ao longo do tempo. O uso de óculos escuros com proteção contra raios UV é essencial, inclusive na praia e na piscina, já que a radiação se reflete na água e na areia”, orienta o especialista. 

Após o banho de mar ou piscina, alguns cuidados simples ajudam a reduzir o risco de irritações. “Lavar o rosto com água corrente, evitar esfregar os olhos e manter as mãos limpas são medidas importantes para proteger a superfície ocular”, recomenda o médico. Ele ressalta ainda que o compartilhamento de toalhas, óculos de natação ou outros objetos pessoais deve ser evitado. 

Sintomas como vermelhidão persistente, coceira intensa, ardor, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento excessivo ou secreção não devem ser ignorados. “Ao surgirem esses sinais, é fundamental procurar um oftalmologista para avaliação adequada. A automedicação pode mascarar sintomas e agravar quadros inflamatórios ou infecciosos”, reforça. 

Para aproveitar o período de férias com mais segurança, o especialista destaca que a prevenção é sempre o melhor caminho. “Com cuidados simples e atenção aos sinais do corpo, é possível curtir praias e piscinas sem comprometer a saúde ocular”, finaliza o Dr. Rodrigo T. Santos, oftalmologista do H.Olhos, Hospital de Olhos da rede Vision One.

 

Quais são os 5 hábitos que podem transformar sua saúde em 2026?

 

Médico e Professor de Medicina explica como pequenas mudanças de rotina trazem impacto real na prevenção de doenças cardiovasculares, que mais matam no Brasil 

 

Com a chegada de 2026, cuidar melhor da saúde se torna uma prioridade para boa parte da população. Para orientar quem deseja iniciar o ano com novos hábitos, o Dr. Jamil Ribeiro Cade, cirurgião cardíaco e professor do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina, traz dicas exclusivas de prevenção, estilo de vida e saúde emocional. Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes no Brasil, representando aproximadamente 30% dos óbitos ano. 


A importância do check-up 

Segundo o especialista, o início do ano é um momento ideal para atualizar exames e mapear riscos. De acordo com ele, “o check-up básico, com pressão arterial, glicemia, colesterol e triglicerídeos, deve ser feito por todos os adultos. A partir dos fatores de risco, podemos incluir exames como eletrocardiograma, teste ergométrico ou ecocardiograma”. 

O médico reforça também a importância das vacinas e dos rastreios específicos. “As mulheres devem manter o acompanhamento ginecológico em dia e os homens precisam avaliar a saúde prostática a partir dos 45 ou 50 anos, especialmente quando há histórico de doenças na família.”  


Trocas simples que privilegiam o bem-estar 

Para quem pretende buscar mais energia em 2026, Dr. Cade enfatiza que o segredo está na constância. “Não existe dieta milagrosa. O que funciona é um padrão alimentar saudável, como o modelo mediterrâneo, que prioriza frutas, verduras, grãos integrais, azeite e peixes”, afirma.

Ele reforça que pequenos ajustes podem gerar grandes resultados. “Trocar bebidas açucaradas por água, reduzir o sal e aumentar o consumo de fibras são metas simples que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.” 


Exercícios com segurança 

Para quem está sedentário e quer começar a praticar exercícios, o médico reforça que segurança e prazer devem vir primeiro. “Antes de iniciar, principalmente após os 40 anos, é importante realizar uma avaliação médica. A partir daí, o ideal é começar com 30 minutos de caminhada leve, cinco vezes por semana, e aumentar gradualmente”, explica. 

Ele lembra que o mais importante é escolher atividades que despertem motivação. “O exercício precisa ser prazeroso. É isso que garante a manutenção do hábito ao longo do ano.” 


Sono e saúde emocional são aliados do coração 

O professor destaca que o estresse e o sono inadequado afetam diretamente o sistema cardiovascular. “O estresse crônico aumenta a pressão arterial e incentiva hábitos nocivos. Dormir bem e cuidar da saúde emocional não são apenas recomendações, são necessidades.” 

Sobre práticas simples para começar o ano com equilíbrio, ele indica: “Dormir entre 7 e 8 horas, reduzir o uso de telas à noite, evitar cafeína e adotar técnicas de relaxamento fazem diferença real para o corpo e a mente.” 


Transforme hábitos saudáveis em rotina 

Segundo o Dr. Cade, o indicado não é alterar tudo de uma vez. “As mudanças mais duradouras acontecem quando trabalhamos um hábito por vez. A consistência vale mais do que a intensidade”, afirma. Ele conclui lembrando o valor da prevenção. “Cuidar da saúde é investimento, não sacrifício. Com planejamento e acompanhamento profissional, é completamente possível manter as metas ao longo do ano.” 

  

Faculdade Santa Marcelina

 

Janeiro Branco alerta para sinais da saúde emocional já no início do ano

Especialista destaca impactos da autocobrança, do estresse acumulado e a importância do autocuidado contínuo

 

O Janeiro Branco reforça a importância de olhar para a saúde emocional de forma contínua, para além das resoluções de ano novo. Para o professor de Psicologia e supervisor do Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão da Faseh, Welder Vicente, os primeiros sinais de negligência emocional costumam ser sutis e acabam sendo naturalizados pela rotina acelerada. A Faseh é integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima. 

Entre os indícios mais comuns estão irritabilidade frequente, baixa tolerância à frustração, alterações persistentes do sono, cansaço constante, desânimo e dificuldade de concentração. “Em alguns casos, o sofrimento emocional se manifesta por meio de sintomas físicos, como dores de cabeça, tensão muscular, problemas gastrointestinais e taquicardia sem causa clínica evidente. O principal sinal de alerta é quando essas dificuldades começam a comprometer o desempenho no trabalho, nos estudos, nas relações e no autocuidado”, explica o professor. 

Segundo o especialista, o início do ano também intensifica a autocobrança. A construção de metas rígidas, aliada à comparação constante nas redes sociais, pode gerar sentimentos de insuficiência, ansiedade e frustração. “Muitas pessoas comparam seus bastidores com o palco editado do outro. Isso afeta a autoestima e aumenta o estresse”, afirma. Ele destaca que metas contribuem para o bem-estar quando são realistas, flexíveis e alinhadas aos valores pessoais e não quando se tornam instrumentos de validação ou competição. 

Outro fator que influencia o equilíbrio emocional nas primeiras semanas do ano é o acúmulo de estresse do período anterior. O corpo não “reinicia” com a virada do calendário e sintomas como fadiga, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono e queda da imunidade podem surgir logo em janeiro. Demandas típicas do período, como reorganização financeira e retorno às rotinas, tendem a potencializar esse quadro. 

Para lidar com uma rotina acelerada, Welder Vicente ressalta que o autocuidado precisa ser simples, viável e constante. Priorizar o sono, fazer pausas curtas ao longo do dia, organizar tarefas com expectativas realistas, estabelecer limites, reduzir a exposição excessiva às redes sociais, manter vínculos afetivos saudáveis e praticar atividade física, mesmo em pequenas doses, são estratégias eficazes de proteção à saúde mental. 

O psicólogo também reforça a importância de buscar ajuda profissional quando o sofrimento emocional se torna intenso ou persistente. Prejuízo significativo na rotina, sintomas depressivos ou ansiosos marcantes, uso de álcool ou outras substâncias para lidar com emoções e pensamentos autodestrutivos são sinais que exigem atenção imediata. “Se o custo interno para sustentar o dia a dia está alto demais ou se as estratégias que antes funcionavam deixaram de funcionar, é hora de procurar apoio”, orienta.

  

Faseh

 

Ser ou não ser: eis a questão na era da inteligência artificial


Diante de um mundo complexo e em constante transformação, a inteligência artificial permeia os meandros individuais e coletivos de forma avassaladora e irresistível. As fronteiras do conhecimento humano foram rompidas, amplificando as possibilidades de acesso aos dados em tempo real, interpretação de informações, criação de cenários, avaliação de impactos e subsídios robustos para a tomada de decisão. Tudo isto sob uma dimensão de tempo e escala que superam a viabilidade humana isolada. 

Esta faceta prodigiosa da evolução tecnológica carrega seus efeitos colaterais, que podem ser mitigados. O medo da substituição do homem pela máquina é o primeiro deles, representando uma emoção abarcada por muitos como instinto de defesa ao desconhecido. O antídoto é simples e já absorvido por grande parte da humanidade: ver a inteligência artificial como uma aliada. Ser curioso e aberto ao novo são comportamentos de adaptação no mundo em evolução. 

Outros efeitos colaterais são mais desafiadores. Já preconizava o imperador romano e filósofo Marco Aurélio que "as coisas do mundo são uma conexão discreta de elementos dispostos de forma ordenada e harmoniosa." Este conceito é atemporal e pode ser transferido para a conexão do ser humano com a emblemática evolução da inteligência artificial.  

Neste contexto, a inteligência artificial, recurso valioso para o ser humano, sem a sua ponderação, perde o sentido e não é sustentável no longo prazo. O ser humano, por outro lado, em um mundo marcado pelo excesso de estímulos e escassez de propósito, se distrai facilmente e se distancia do essencial, vivendo na linha tênue que separa o sucesso e a felicidade da ilusão. Porém, quando se empodera deste recurso com sabedoria e ética, fortalecendo as relações humanas, a potência da combinação do humano com o digital é alavancada. 

Adicionalmente, o ser humano ainda tem muito a ensinar às máquinas. Os desafios do passado não são os mesmos do presente ou do futuro, como as questões climáticas e a saúde mental. A predição, uma das grandes habilidades da inteligência artificial, baseia-se em dados históricos para inferir sobre eventos futuros. Isto pode levar à reprodução de vieses e soluções obsoletas ou frágeis para resolver os problemas da humanidade. Assim, novas referências e padrões precisam ser gerados, através do ser humano. 

O sucesso não é um caminho reto e nem uma parada definitiva. Requer reinventar-se, ajustar rotas e aprender a aprender. Ser humano na era digital é uma escolha diária. 

 

Flavia de Assis e Souza - engenheira e pós-graduada em Qualidade e Produtividade (USP), Marketing (ESPM) e Comércio Exterior (FGV), além de autora do livro “Quatorze: Gerações Conectadas”, que aborda o equilíbrio entre progresso e simplicidade 

 

Pedidos de demissão disparam após as festas e colocam saúde emocional no centro da estratégia das empresas

Alta rotatividade no início do ano reforça pressão sobre RHs e leva empresas a mapear riscos emocionais antes da virada do calendário


O início do ano costuma concentrar pedidos de demissão nas empresas. Dados do Global Talent Trends Report, do LinkedIn em parceria com a PwC, indicam que o Brasil lidera o ranking global de turnover voluntário, com 56% dos desligamentos ocorrendo por decisão do próprio trabalhador, acima da média mundial, estimada em cerca de 38%. O movimento se intensifica nas primeiras semanas de janeiro, após o recesso.

Jéssica Palin, psicóloga e advogada especializada em saúde emocional corporativa, explica que o fim de ano funciona como um período de balanço pessoal e profissional. “Janeiro é quando o colaborador toma decisões que vinha adiando. Se há desgaste emocional acumulado, desalinhamento de valores ou sensação de falta de escuta, o pedido de demissão aparece logo no início do ano”, afirma.

O impacto da rotatividade vai além da reposição de vagas. Estudo da Gallup aponta que o custo de substituir um colaborador pode variar de 50% a 200% do salário anual, considerando perdas de produtividade, recrutamento, tempo de adaptação e impacto no clima organizacional. Em mercados com alta rotatividade, como o brasileiro, esse efeito se reflete diretamente nos resultados financeiros.

Pesquisas mostram que o fator emocional tem peso decisivo na permanência dos profissionais. Segundo a Gallup, colaboradores emocionalmente engajados são 59% menos propensos a procurar outro emprego de forma ativa. 

Já entre aqueles que relatam exaustão, conflitos recorrentes ou falta de reconhecimento, a intenção de saída tende a crescer após períodos de pausa, como férias e recessos prolongados.

Diante desse cenário, empresas passaram a adotar estratégias preventivas antes mesmo da virada do calendário, com foco no mapeamento de riscos emocionais. Diagnósticos estruturados têm sido utilizados para identificar sinais de esgotamento, conflitos silenciosos e falhas de liderança que, se ignorados, costumam se transformar em pedidos de desligamento no início do ano.

“O emocional mal gerido custa caro em dinheiro, clima e reputação. Quando a empresa só reage depois que o colaborador pede demissão, o problema já deixou de ser individual e passou a ser estrutural”, diz Palin. Segundo a especialista, a leitura antecipada do clima emocional permite ajustes ainda no fim do ano, reduzindo perdas no primeiro trimestre.

A pressão por mudanças se intensifica com a entrada da Geração Z no mercado de trabalho. Pesquisa global da Deloitte indica que 76% desses profissionais priorizam a saúde mental ao escolher onde trabalhar, e quase metade relata níveis frequentes de ansiedade. Esse perfil tende a reagir mais rapidamente a ambientes emocionalmente desorganizados.

Além do aspecto cultural, o tema ganhou peso regulatório. Em 2024, foi sancionada a Lei nº 14.831, que criou o Certificado de Empresa Promotora da Saúde Mental. No mesmo ano, a Portaria nº 1.419 do Ministério do Trabalho atualizou a NR-1 e incluiu oficialmente os fatores psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.

Para Jéssica Palin, o início do ano se tornou um termômetro da saúde emocional das equipes. “Janeiro revela o que foi negligenciado ao longo do ano anterior. Empresas que conseguem agir antes da ruptura reduzem perdas e preservam talentos. As que ignoram entram em um ciclo contínuo de rotatividade”, conclui.

 



Jéssica Palin Martins - advogada, psicóloga e especialista em saúde mental no ambiente corporativo, graduada em Direito pela Universidade Paulista (UNIP) e em Psicologia pelo Centro Universitário do Norte Paulista (UNORP), mestre em Direito pelo Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) e especialista em Intervenção Familiar Sistêmica pela pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, FAMERP . Fundadora da IntegraMente, desenvolveu uma metodologia que combina testes psicológicos validados com planos de ação estratégicos para lideranças e RHs. Sua atuação tem como foco no gerenciamento de riscos ocupacionais deve abranger os riscos que decorrem dos agentes físicos, químicos, biológicos, riscos de acidentes e riscos relacionados aos fatores ergonômicos, incluindo os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. Paralelamente, a Portaria nº 1.419 do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em 27 de agosto de 2024 (DOU de 28 28/08/2024 - Seção 1), que aprova a nova redação do capítulo “1.5 Gerenciamento de Riscos Ocupacionais” e altera o “Anexo I – Termos e definições” da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que incluiu oficialmente os fatores psicossociais como riscos ocupacionais, reforçando a necessidade de estratégias corporativas de prevenção.
Instagram @jessicapalinmartins e Linkedin



Palin & Martins
palinemartins.com.br



Fontes de pesquisas

LinkedIn
https://www.linkedin.com/talent-solutions/global-talent-trends

PwC
https://www.pwc.com/gx/en/services/people-organisation/workforce-of-the-future.html

Gallup
https://www.gallup.com/workplace

Deloitte
https://www.deloitte.com/global/en/issues/work/genzmillennialsurvey.html


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