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sábado, 3 de janeiro de 2026

Janeiro Branco alerta para sinais da saúde emocional já no início do ano

Especialista destaca impactos da autocobrança, do estresse acumulado e a importância do autocuidado contínuo

 

O Janeiro Branco reforça a importância de olhar para a saúde emocional de forma contínua, para além das resoluções de ano novo. Para o professor de Psicologia e supervisor do Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Inclusão da Faseh, Welder Vicente, os primeiros sinais de negligência emocional costumam ser sutis e acabam sendo naturalizados pela rotina acelerada. A Faseh é integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima. 

Entre os indícios mais comuns estão irritabilidade frequente, baixa tolerância à frustração, alterações persistentes do sono, cansaço constante, desânimo e dificuldade de concentração. “Em alguns casos, o sofrimento emocional se manifesta por meio de sintomas físicos, como dores de cabeça, tensão muscular, problemas gastrointestinais e taquicardia sem causa clínica evidente. O principal sinal de alerta é quando essas dificuldades começam a comprometer o desempenho no trabalho, nos estudos, nas relações e no autocuidado”, explica o professor. 

Segundo o especialista, o início do ano também intensifica a autocobrança. A construção de metas rígidas, aliada à comparação constante nas redes sociais, pode gerar sentimentos de insuficiência, ansiedade e frustração. “Muitas pessoas comparam seus bastidores com o palco editado do outro. Isso afeta a autoestima e aumenta o estresse”, afirma. Ele destaca que metas contribuem para o bem-estar quando são realistas, flexíveis e alinhadas aos valores pessoais e não quando se tornam instrumentos de validação ou competição. 

Outro fator que influencia o equilíbrio emocional nas primeiras semanas do ano é o acúmulo de estresse do período anterior. O corpo não “reinicia” com a virada do calendário e sintomas como fadiga, irritabilidade, ansiedade, alterações do sono e queda da imunidade podem surgir logo em janeiro. Demandas típicas do período, como reorganização financeira e retorno às rotinas, tendem a potencializar esse quadro. 

Para lidar com uma rotina acelerada, Welder Vicente ressalta que o autocuidado precisa ser simples, viável e constante. Priorizar o sono, fazer pausas curtas ao longo do dia, organizar tarefas com expectativas realistas, estabelecer limites, reduzir a exposição excessiva às redes sociais, manter vínculos afetivos saudáveis e praticar atividade física, mesmo em pequenas doses, são estratégias eficazes de proteção à saúde mental. 

O psicólogo também reforça a importância de buscar ajuda profissional quando o sofrimento emocional se torna intenso ou persistente. Prejuízo significativo na rotina, sintomas depressivos ou ansiosos marcantes, uso de álcool ou outras substâncias para lidar com emoções e pensamentos autodestrutivos são sinais que exigem atenção imediata. “Se o custo interno para sustentar o dia a dia está alto demais ou se as estratégias que antes funcionavam deixaram de funcionar, é hora de procurar apoio”, orienta.

  

Faseh

 

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