Estradas cheias e aeroportos movimentados, cresce também a necessidade de redobrar a atenção com a própria saúde. Entre destinos de praia, campo e viagens internacionais, algumas atitudes simples fazem toda a diferença para evitar imprevistos e garantir que o descanso não vire dor de cabeça.
Do cuidado com as vacinas às ações rápidas diante de cortes,
queimaduras e engasgos, algumas medidas básicas podem ser decisivas. A médica
Julie Muraro, clínica geral do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES) e também
atuante no Centro Médico Integrado (CMI) do hospital, compartilhou dicas
essenciais que servem de alerta e orientação.
1. Vacinas em dia
Antes de arrumar as malas, o ideal é revisar a carteira de vacinação. No verão, quando aumentam os deslocamentos, especialmente para áreas tropicais, algumas doses tornam-se ainda mais importantes.
Segundo a médica, a vacina de febre amarela é essencial para
viagens em áreas de risco do Brasil e outros países tropicais. Ela lembra
também da necessidade de atualizar imunizações contra hepatite A, febre
tifóide, gripe, difteria e tétano, além de sarampo, caxumba e rubéola -
principalmente para quem vai ao exterior.
2. Monte um kit de primeiros socorros eficiente
Imprevistos acontecem, mas estar preparado evita que pequenos
acidentes tomem proporções maiores. A especialista recomenda incluir itens
básicos como curativos adesivos, gaze, esparadrapo, luvas descartáveis, solução
antisséptica, termômetro, pinça e tesoura sem ponta. Medicamentos analgésicos,
antialérgicos, antitérmicos e contra enjoo também ajudam a lidar com
desconfortos comuns em deslocamentos. “Para passeios ao ar livre, trilhas e
acampamentos, vale acrescentar manta térmica e até um apito para sinalizar
necessidade de auxílio”, orienta. E atenção: viajantes com doenças crônicas
devem levar remédios de uso contínuo e receitas atualizadas.
3. Pausas estratégicas a cada 2 a 3 horas
Quem viaja longas distâncias de carro ou ônibus deve incluir paradas no roteiro. O ideal, segundo a especialista, é fazer intervalos regulares para alongar o corpo e recuperar a atenção.
Ignorar essa pausa pode favorecer cansaço, mal-estar
e perda de reflexos. “As paradas ajudam a melhorar a circulação, evitar fadiga
e manter o foco ao volante”, reforça Dra. Julie.
4. Sol forte e altas temperaturas: proteção redobrad
No verão, a exposição ao sol se intensifica, assim como a desidratação também. O combo protetor solar e hidratação constante não é opcional. Vale reforçar o uso de chapéus e óculos com proteção UV.
Em caso de queimaduras leves, a médica recomenda resfriar a área
com água fria ou compressas suaves (inclusive de chá de camomila gelado) e
hidratar a região. Se a dor persistir, é hora de procurar atendimento.
5. Como agir diante de pequenos cortes
Cortes leves são comuns em atividades de lazer. A médica explica que o primeiro passo é sempre higienizar bem as mãos antes de tocar o ferimento. Depois, lavar a área com água e sabão neutro ou soro fisiológico. Caso haja sangramento, faça pressão com gaze por 20 minutos e cubra com curativo.
“Nunca tente remover objetos encravados, como cacos de vidro.
Nesses casos, o correto é procurar atendimento imediato", alerta. Também é
importante evitar o uso direto de algodão, já que as fibras podem aderir ao
machucado.
6. Queimaduras leves: o que fazer na hora
Queimaduras por sol ou contato com superfícies quentes devem ser
tratadas com resfriamento imediato. A água corrente por alguns minutos ajuda a
reduzir a temperatura da pele. Em seguida, aplicar hidratante ou loção
calmante. Beber bastante água acelera a recuperação. Se a dor for intensa ou
persistir, é necessário procurar ajuda médica.
7. Engasgos: como agir de forma correta e segura
Um dos acidentes mais angustiantes é o engasgo. Antes de qualquer ação, é crucial ligar para o SAMU (192). Se a pessoa estiver consciente, incentive-a a tossir. Caso não funcione, use a manobra de Heimlich. “Posicione-se atrás da vítima, coloque um punho fechado acima do umbigo e faça compressões para dentro e para cima”, explica. Em gestantes ou pessoas obesas, a pressão deve ser feita no centro do peito.
Se houver perda de consciência, iniciam-se imediatamente as
compressões cardíacas até a chegada do socorro.
8. Picadas de insetos: quando se preocupar
Mosquitos, abelhas, vespas e formigas são mais comuns no verão. Na
maioria dos casos, basta lavar o local, aplicar compressa fria e, se
necessário, usar antialérgicos. Ao identificar o ferrão, remova com cuidado
usando uma pinça e nunca esprema. Entretanto, picadas de escorpiões, aranhas e
cobras exigem atendimento médico urgente.
9. Reação alérgica grave: sinais que exigem socorro imediato
Dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou garganta, chiado no
peito, tontura e sensação de desmaio são indicativos de um quadro de
anafilaxia. “Esses sinais exigem atendimento médico imediato”, finaliza a
médica.
Hospital Evangélico de Sorocaba

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