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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Especialista afirma que newsletters estão transformando negócios e minimizando a dependência das redes sociais

Fabio Soma, referência em tendências de mercado e CEO da Soma8, revela como a revolução das newsletters no digital está redefinindo a comunicação direta e personalizada entre empresas e consumidores


Mesmo no atual cenário digital, as newsletters continuam a ser uma ferramenta importante para empresas que buscam estabelecer uma comunicação mais direta e eficaz. Segundo a eMarketer, 73% dos profissionais de marketing acreditam que o e-mail é um recurso essencial para os negócios. Além disso, o mercado de e-mail marketing, que estava avaliado em 7,5 bilhões de dólares em 2020, pode atingir 17,9 bilhões até 2027, com um crescimento de 13,3% ao ano, de acordo com a Grand View Research.

Isso reflete a crescente valorização das newsletters como um meio de engajamento e conversão. Nos últimos anos, as redes sociais foram o pilar da comunicação digital entre empresas e consumidores. No entanto, a volatilidade das plataformas e as constantes mudanças nos algoritmos têm levado as empresas a buscar alternativas mais controláveis.

Segundo Fabio Soma, estrategista de inovação e CEO da edtech Soma Peruzzo, as newsletters estão se destacando como uma solução ideal, oferecendo uma plataforma onde as empresas podem estabelecer uma comunicação contínua e mais próxima com seus clientes. “As newsletters oferecem uma forma mais confiável e direta de se conectar com o público. Elas permitem que as empresas fujam das incertezas das redes e criem uma base sólida de comunicação, que pode ser personalizada e monitorada com precisão”, explica.


Benefícios para empresas de diversos setores

Uma das principais vantagens dos newsletters é a sua capacidade de segmentar o público com base em interesses e comportamentos, possibilitando que empresas de diversos setores ofereçam conteúdo relevante e altamente direcionado. “O uso estratégico de newsletters pode transformar a maneira como uma empresa interage com diferentes nichos, aumentando as taxas de conversão e fidelização”, ressalta Soma.

Além disso, os newsletters oferecem um canal para compartilhar atualizações, ofertas exclusivas e conteúdo de valor, sem depender das regras e algoritmos das plataformas de redes sociais. “Isso permite que as empresas mantenham um controle maior sobre sua comunicação e construam relacionamentos mais profundos e duradouros com seus clientes”, adiciona o especialista.


Como implementar de maneira eficiente

Para maximizar esses efeitos, é fundamental que o marketing adote práticas eficazes na criação e envio dos newsletters. Isso inclui a personalização das mensagens, a escolha de plataformas de e-mail marketing adequadas e a análise contínua dos resultados para ajustar estratégias conforme necessário. “Entender e analisar continuamente o comportamento dos clientes que escolhem receber os newsletters é essencial para produzir conteúdo realmente relevante e evitar que cancelem a assinatura”, explica Soma.

A ascensão dos newsletters como uma ferramenta estratégica é um reflexo das mudanças no comportamento do consumidor e das necessidades das empresas em um ambiente digital em constante evolução. “Com uma abordagem bem planejada, os newsletters podem transformar a forma como as empresas se comunicam e prosperam com sua estratégia de comunicação, minimizando a dependência das redes sociais”, finaliza Soma. 



Fábio Jr. Soma - conhecido como o Mago das Newsletters, é estrategista de inovação e estudioso dos hábitos de consumo online. É o mentor por trás do Método M.A.G.O., que transforma newsletters em verdadeiras máquinas de geração de renda, hoje, lidera uma das maiores comunidades de criadores de newsletters da América Latina, ensinando estratégias poderosas que capacitam empreendedores, criadores de conteúdo e profissionais de marketing a alcançar a independência financeira e criativa. Fábio também é CEO da holding Soma8 e da edtech Soma Peruzzo, uma startup com foco em habilitar profissionais a terem sucesso na união do mundo digital e o mundo offline.
https://www.instagram.com/fabiojrsoma


Lições de autenticidade para futuros líderes

Escritor, mentor de líderes e cientista social, Cláudio Alves Borges lança livro para auxiliar profissionais a construírem uma carreira autorresponsável e consciente em meio às adversidades


Ressentimentos, inseguranças, comportamentos inadequados, queixas e a busca por culpados pelos próprios fracassos são padrões que impedem o crescimento pessoal e profissional. Estes hábitos negativos foram por muitos anos cultivados pelo escritor, mentor de líderes e cientista social Cláudio Alves Borges, que decidiu publicar o livro Ressignificando Escolhas do Caminho com o intuito de auxiliar os leitores a se tornarem pessoas mais conscientes e empáticas a partir de dois pilares principais: comportamento e autorresponsabilidade.  

Inspirado no livro “Em Busca de Sentido”, do psiquiatra Viktor Frankl, e nos textos escritos pelo filósofo Immanuel Kant, o autor explora o papel do líder não apenas como alguém que guia, mas como um agente capaz de inspirar mudanças positivas em outras pessoas. Observador atento, ele constata um padrão de comportamento em indivíduos bem-sucedidos e líderes renomados, como transparência consigo e com os outros, serenidade para transformar adversidades em lições e determinação para potencializar resultados. 

O que os grandes seres humanos, líderes evoluídos, mulheres e homens têm em comum? A serenidade. E na serenidade, eles encontram o centro, o equilíbrio, a paz interior, eles mantêm essa paz, independente das circunstâncias e ou do comportamento do seu próximo.
(Ressignificando Escolhas do Caminho, p. 68) 

Ao reavaliar as próprias escolhas, que quase o levaram à morte em decorrência de uma grave depressão, Cláudio Alves Borges argumenta que a liderança eficaz exige autoconhecimento e uma compreensão clara de valores e propósitos, por meio da mudança de comportamentos autodestrutivos e autorresponsabilidade de ações para vencer os desafios. Segundo o especialista, com empatia e autenticidade é possível desenvolver corpo e mente, além de impactar de maneira positiva a vida de terceiros. 

Hoje aos 65 anos, o escritor reflete como seu adoecimento físico e mental o impediram de se perdoar e, assim, alcançar o próprio crescimento. Diante disso, com o objetivo de orientar os leitores a trilharem um caminho virtuoso, ele utiliza uma linguagem simples, clara e objetiva. Ao longo de 12 capítulos, o livro também elucida outros temas, como espiritualidade, relações disfuncionais, saúde mental e o encontro de uma poderosa fonte de recursos para vencer desafios, potencializar resultados e realizar grandes sonhos. 

Ressignificando Escolhas do Caminho é um guia para profissionais não cometerem os mesmos erros que o autor, nem colocarem em risco as próprias vidas, resultados, carreiras e relações pessoais. Com lições para ressignificar escolhas e encontrar sentido em uma existência mais autêntica, esta obra é uma leitura fundamental para quem ama a vida e quer existir de forma plena e com mais leveza.  

Divulgação
 Márcio Schalinski
LC Design & Editorial

FICHA TÉCNICA 

Título: Ressignificando Escolhas do Caminho
Subtítulo:
O poder de atitudes positivas para vencer desafios e alcançar a vitória sobre si mesmo
Autor: Cláudio Alves Borges
ISBN: 978-65-5872-873-3
Páginas: 156
Preço: R$ 54,90
Onde comprar: Amazon | Whatsapp: (34) 99143-2089 (com promoção de lançamento, autografado e frete grátis) 

Sobre o autor: Escritor, palestrante e mentor de líderes, Cláudio Alves Borges é natural de Uberlândia (MG). De origem humilde, aos nove anos deu início à sua jornada de trabalho como engraxate e vendedor de picolés, mas com o passar do tempo demonstrou uma habilidade empreendedora notável. Formado em Ciências Sociais, já foi executivo de grandes empresas e consultor de multinacionais, sendo professor homenageado na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Ressignificando Escolhas do Caminho marca sua estreia na literatura. 

YouTube: @claudioalvesescritor  
Instagram:
@claudioalvesescritor 

 

Silvio Santos: herança legalizada e com destino definido pode evitar brigas de família

Professor da Faculdade Milton Campos explica processos para facilitar a vida de quem herda bens

 

O empresário e apresentador Silvio Santos (1930-2024) morreu e deixou tudo organizado sobre como queria a divisão dos seus bens. E você, tem algum bem, casa ou carro? E tem herdeiro? Então, siga o exemplo do apresentador e legalize este bem em seu nome e, se possível, deixe definições de sua vontade em um testamento para facilitar a vida de quem ficar após sua morte. Mas, você sabe o que é testamento, inventário, doação, usufruto, entre outros termos do Direito das Sucessões? 

As notícias sobre a divisão da herança de Silvio podem ser acompanhadas pela mídia. Ele deixou estabelecido em “testamento” que seu patrimônio deverá ser dividido entre a esposa, Íris, e a filhas, Cintia, Silvia, Renata, Rebeca, Patrícia e Daniela. Daí, pode-se deduzir que os bens já estejam “legalizados” no nome do falecido. E isso não é assunto sombrio. É uma questão prática da vida, que exige maturidade de todas as partes e evita disputas e atritos entre quem fica como destinatário da herança. 

O advogado e professor de Direito de Família, na Faculdade Milton Campos, Rafael Baeta Mendonça explica como qualquer cidadão - de qualquer idade – que possua um bem pode agir para não deixar além da herança, problemas. Detalhe: não precisa ser milionário ou bilionário para colocar em prática este cuidado com as posses e com quem vai herdá-las. A Milton Campos integra o Ecossistema Ânima de ensino, em Minas Gerais. 

“Tanto o inventário quanto o testamento são institutos que se referem ao direito das sucessões. O inventário é o processo em que se apuram os bens de uma pessoa que faleceu. Nele, os bens e dívidas são verificados. Se a pessoa deixou algum credor, para que as dívidas do falecido sejam pagas. É pago também o imposto devido ao Estado e, o que sobrar, é dividido entre os herdeiros. Então, o inventário tem o objetivo de apurar os bens, pagar credores, pagar o imposto e o que sobra é dividido entre os herdeiros”, explica.


Testamentos

Já o testamento, continua Mendonça, é um instrumento jurídico utilizado para que a pessoa antes de falecer diga o que ela quer que seja feito com os seus bens. “E com certos limites que o ordenamento jurídico coloca, ela pode direcionar os bens dela para determinadas pessoas. No inventário, o testamento será levado em consideração para a divisão dos bens”. 

É importante lembrar que o testamento pode ser feito tanto na “forma pública”, no cartório de notas, onde tem um custo para isso ou de “forma particular”. O testamento particular não tem custos porque a pessoa pode fazer inclusive a mão ou digitado e o requisito é que tenham três testemunhas presentes. 

O testamento público pede apenas duas testemunhas, porém, ele é mais seguro, defende o professor. “Se perde uma via, outra via pode ser recuperada perante o cartório, o que não aconteceria no testamento particular. Caso o testamento se perca, se extravie, não teria como resgatar esse instrumento jurídico”. 

Outro ponto ressaltado é que o inventário também pode ser feito de forma judicial ou extrajudicial. “O inventário extrajudicial que pode ser feito no cartório de notas, desde que os herdeiros estejam em consenso, e que não existam filhos menores ou incapazes. Caso existam herdeiros menores ou incapazes ou caso os herdeiros não estejam em consenso, o inventário terá que ser judicial”, descreve o docente.

 

Doação ou testamento?

O professor da Milton Campos explica ainda que, se a pessoa quiser evitar o inventário e já pagar o imposto que vai ser devido quando ocorrer o falecimento, ele pode doar os bens em vida para os herdeiros e, nesse sentido, ele já pagaria o imposto, que em Minas Gerais é 5%. Assim, tudo já ficaria em nome dos herdeiros, reservando para si o chamado “usufruto”. 

Mas o que é usufruto? O professor cita um exemplo para explicar o termo: “a pessoa (proprietário) vai poder morar no bem, se for um imóvel, ou até alugar e receber a renda, mas a propriedade já vai estar em nome dos herdeiros e quando ele falecer, essa propriedade vai se consolidar em nome dos herdeiros e não seria necessário fazer um inventário do bem já transferido”. 

Outra dica também é deixar um valor - se a pessoa não optar pela doação em vida - em previdência privada, porque na previdência privada quando há o falecimento, ela se transforma em seguro de vida e esse seguro já é pago diretamente ao beneficiado. “É um dinheiro que o herdeiro já vai ter disponível imediatamente. Isso é interessante para que o herdeiro faça a gestão dos bens até que o inventário termine e até para pagar o imposto, que é uma dificuldade muito comum com o falecimento, quando os herdeiros não têm dinheiro para pagar o imposto, e isso costuma ser um grande problema”.

 

Se é seu, regularize

Muita gente pode pensar: eu não sou rico como o Silvio Santos, tenho só um lote ou um dinheiro guardado no banco. Mas, a lei é igual para todos, com muito ou pouco dinheiro. E para esses, o professor Rafael também tem uma orientação. “O primeiro ponto que uma pessoa comum que não tem tantos bens, mas que vai deixar, por exemplo, uma casa, um carro e algum dinheiro no banco pode fazer, é verificar se os bens estão regularizados”, alerta. 

Por exemplo. É preciso que o imóvel esteja registrado em nome do proprietário corretamente, no cartório de registro de imóveis, isso é muito importante porque, muitas vezes, a pessoa não deixa os bens regulares e aí os herdeiros é que terão que regularizar esse bem quando forem fazer um inventário”, explica. 

Aí, que vem problema em cima de problema e mais tempo na Justiça para se resolver tudo, pois, muitas vezes, os herdeiros não têm ideia de como que a compra foi feita, onde que estão os documentos... “Então, o primeiro ponto para evitar problemas no inventário é verificar se os bens estão regulares, se o carro está no nome, se já foi transferido, se o imóvel já foi transferido”, alerta o professor.


Faculdade Milton Campos

Como os vídeos verticais e a Geração Z estão remodelando o mercado musical


A ascensão dos vídeos verticais nas redes sociais tem remodelado o mercado musical e, por tabela, influenciando a forma como a música é consumida, produzida e distribuída. A Geração Z, nativa digital e principal consumidora desse formato dinâmico, é o principal fator dessa transformação. 


A capacidade de capturar e compartilhar momentos instantaneamente desses jovens nascidos entre 1995 e 2010 estão definindo novos padrões para a indústria. Com um comportamento multitarefa e consumo médio de 10 horas diárias em redes sociais, de acordo com vários levantamentos realizados nos últimos anos, esse público abraça e valoriza a diversidade e a inclusão, aspectos que também se refletem nas escolhas musicais e na popularidade de conteúdos que vão ao encontro de seus valores e crenças.

 

Olhando especificamente para o comportamento online da Gen Z, a análise Tendências de Social Media 2023, da Comscore, indica que o consumo de mídia por brasileiros nas redes sociais é notavelmente alto, com uma média de 356 bilhões de minutos gastos em dezembro de 2022, um aumento significativo desde janeiro de 2020. Esse engajamento tem implicações diretas no mercado musical, no qual a presença digital se torna cada vez mais vital para o sucesso de artistas e produtores.

 

Inclusive, a influência online dessa geração é tão significativa, que as estratégias de marketing e produção musical estão sendo adaptadas para atender às suas preferências, que incluem um humor específico e uma comunicação visual rápida e eficaz, especialmente memes e GIFs. 

 

Estar online = mais música = mais desafios

 

Os vídeos verticais, popularizados por plataformas como TikTok e Instagram, são um exemplo claro dessa adaptação digital da Gen Z. Eles oferecem uma maneira imersiva e envolvente de experienciar a música, com a vantagem de serem facilmente consumíveis em dispositivos móveis.

 

Além da democratização do acesso à música, esse tipo de consumo - e também de interatividade - permite que artistas independentes ganhem visibilidade sem os canais tradicionais de distribuição. A facilidade de compartilhamento desses vídeos fomenta uma cultura de descoberta musical, na qual um único vídeo pode catapultar uma produção para o sucesso viral.

 

Além disso, as redes sociais proporcionam um canal de diálogo entre artistas e fãs, estreitando relações e construindo comunidades em torno de gêneros musicais ou artistas específicos. Isso é evidenciado pelo crescimento de 74% da New Music Brasil em 2023, uma gravadora e distribuidora especializada em música digital, que se destaca por sua abordagem inovadora e humanizada no mercado musical.

 

No entanto, essa mudança também apresenta desafios. A monetização de conteúdos musicais em plataformas de streaming ainda é um ponto de debate, com artistas independentes lutando por uma remuneração justa.

 

Uma pesquisa da Roku revelou que 75% dos brasileiros usam plataformas de streaming todos os dias, com um número significativo maratonando séries noites a fio. Isso mostra a importância do streaming na vida cotidiana, mas também levanta questões sobre a sustentabilidade financeira para os criadores de conteúdo.

 

Se os vídeos verticais e as redes sociais estão redefinindo o mercado musical, impulsionados pelo comportamento da Geração Z, a indústria precisa se adaptar em um ritmo acelerado. Existe uma constante necessidade de equilibrar inovação com a justiça econômica para os artistas, porém, é importante que as análises de tendência continuem a ser feitas para que possamos entender cada vez mais como aliar tecnologia, cultura e negócios.

 

Mari Galindo - fundadora da Nice House, plataforma de entretenimento com foco em vídeos verticais e geração Z

 

Levantamento da Serasa Experian revela que 4 em cada 10 candidatos ao programa de estágio estudam tecnologia


• Estudo feito pela datatech considerou 116 mil cadastros recebidos em seu programa de estágio entre 2023 e 2024;

• Mulheres representam 55,3% do público e o levantamento traz ainda visão por faixa etária, orientação sexual e localização dos profissionais;

• Recentemente, a Serasa Experian foi reconhecida como uma das melhores empresas para se estagiar pelo prêmio Best Internship Experiences.

 


Para entender o perfil dos estagiários, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, desenvolveu um estudo a partir de uma base composta de 116 mil candidatos. A análise identificou que 42,1% fazem cursos relacionados a tecnologia, enquanto 24,2% estão dedicados às áreas relacionada a negócios, como Economia, Administração e Contabilidade. Veja, na tabela abaixo, todos as áreas registradas: 

 


 

Dados demográficos: 6 em cada 10 têm entre 18 e 24 anos e maioria está no Sudeste

 

Ainda segundo o levantamento, 67,3% dos candidatos a estágio da base (6 em cada 10) estão na faixa etária entre 18 e 24 anos e aqueles com 35 a 44 anos representam 4,5%. Candidatos 45 a 54 anos compõem 0,8%, enquanto os que estão na faixa entre 55 e 64 anos e abaixo de 18 anos constituem 0,1%. 

 

A região que mais concentra estudantes é o Sudeste (58,9%), seguida pelo Nordeste (18,8%), Sul (11%), Centro-Oeste (7,1%) e Norte (4,2%). Na análise das Unidades Federativas (UFs) é em São Paulo (24,2%) que estão a maior parte dos estagiários, depois vem Rio de Janeiro (5,2%), Minas Gerais (3,7%) e Santa Catarina (2,7%). Veja no gráfico abaixo o ranking completo:




 

Diversidade em números

 

No cenário atual, o levantamento da Serasa Experian identificou que as mulheres estão à frente, representando 55,3% das candidaturas. Os homens compõem 43,6%, enquanto as pessoas que se declaram não binárias representam 0,6%. “Os números destacam a presença significativa das mulheres que estão moldando o mercado de trabalho em formação. Independentemente da região, há um esforço contínuo para garantir oportunidades iguais de desenvolvimento profissional para todos. No nosso programa de estágio, entre 2023 e 2024, contratamos mais de 60% de mulheres, refletindo positivamente nosso compromisso com a igualdade de gênero e a capacitação de todas as pessoas em sua jornada profissional", avalia a Gerente de Recursos Humanos da Serasa Experian, Camila Souza.   

No que diz respeito à diversidade racial, a pesquisa da Serasa Experian revelou um panorama interessante. Os dados mostraram que 50,3% deles se identificam como brancos e, 46,8%, como Pretos/Pardos. Confira os dados completos por etnia na tabela abaixo: 

 


 

Em relação à orientação sexual, a pesquisa indicou que 18,8% das pessoas estagiárias se identificaram como parte da comunidade LGBTQIAPN+. Além disso, 0,7% se reconheceram como Pessoa Trans. 

 

Prêmio Best Internship Experiences

 

Em julho deste ano, a Serasa Experian foi reconhecida como uma das melhores empresas para se estagiar no Brasil, conquistando o 4º lugar do Best Internship Experiences (BIE), segundo a FirstJob. Com este resultado, a companhia subiu cinco posições em relação à classificação de 2023. 

 

A análise se baseou em cinco dimensões que têm relevância em toda experiência de estágio: ambiente de trabalho, aprendizagem e desenvolvimento, benefícios, liderança e talento. "Estamos orgulhosos deste reconhecimento. Como primeira e maior datatech do Brasil, somos impulsionados pela busca constante em oferecer aos nossos estagiários uma experiência de trabalho enriquecedora e gratificante, à medida em que continuamos a atrair os melhores talentos para a nossa equipe”, comenta Camila Souza.  

 

Com mais de 4,6 mil funcionários no Brasil, a Serasa Experian é reconhecida como um excelente lugar para se trabalhar. Em 2022, recebeu o prêmio de “Melhor Empresa para se Estagiar” e também foi eleita uma das 25 Top Companies para desenvolvimento de carreira pelo LinkedIn. Em 2023, foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo como “Melhor Empresa para Jovens Profissionais do Brasil” e, em 2024, como “Melhores Empresas para o Talento Feminino” ambos da plataforma FirstJob. Em 2024, foi eleita a melhor “Ativação para Jovens Talentos” no Prêmio Employer Branding Brasil e, pelo quarto ano consecutivo, a companhia foi certificada no prêmio “Great Place to Work” e, pelo terceiro ano consecutivo, como uma das mais inovadoras do país pelo Valor Econômico, sendo a primeira colocada em sua categoria.

 

 

Experian

experianplc.com

 

O impacto de um ERP no valor da empresa: como maximizar os benefícios?

 

Em um mundo digital e competitivo, gerenciar e garantir a eficiência do negócio é um desafio constante. Um estudo conduzido pela Aberdeen Group revelou que empresas que utilizam sistemas ERPs tiveram uma melhoria de 22% na eficiência das operações e na gestão da cadeia de suprimentos. Além disso, uma pesquisa da Panorama Consulting Solutions destacou que 95% das organizações observaram melhorias significativas em seus processos financeiros após a implementação de um software de gestão. No entanto, muitas organizações ainda questionam se investir em um ERP é justificável. 

A implementação de um ERP (Enterprise Resource Planning) pode valorizar uma empresa de várias maneiras, tanto em termos financeiros quanto operacionais. Por isso, listo aqui 10 principais impactos positivos que um ERP gera de valor em uma empresa:

#1 Eficiência operacional melhorada: um ERP integra todos os processos de negócios em uma única plataforma, o que reduz redundâncias, melhora a produtividade e minimiza erros. Essa eficiência operacional pode levar a redução nos custos e ao aumento da margem de lucro, o que impacta positivamente o valor da empresa.

#2 Melhoria na tomada de decisões: com um sistema de gestão, a empresa tem acesso a dados em tempo real e relatórios detalhados, que ajudam a tomar decisões mais estratégicas e eficazes, que podem levar a um melhor desempenho empresarial e, consequentemente, a uma maior valorização.

#3 Redução de riscos: o ERP permite melhor controle e monitoramento das operações, ajudando a mitigar riscos associados a fraudes, compliance, erros humanos e outras questões que podem impactar negativamente o valor da empresa. A capacidade de gerenciar riscos de forma mais eficaz aumenta a percepção de segurança entre investidores e stakeholders.

#4 Maior transparência e confiabilidade: a integração dos processos e a padronização das operações fornecem um nível mais alto de transparência nas atividades da empresa. Isso melhora a confiança dos investidores, analistas e potenciais compradores, aumentando a atratividade da empresa no mercado.

#5 Escalabilidade e flexibilidade: empresas com um ERP moderno estão mais bem posicionadas para escalar suas operações ou se adaptar rapidamente às mudanças no mercado. Essa capacidade de crescimento e adaptação pode ser vista como um ativo valioso, aumentando o valor de mercado da organização.

#6 Melhoria na gestão e fluxo de caixa: o uso de um software de gestão eficaz melhora a gestão financeira, incluindo controle de contas a pagar e receber, gestão de estoques e previsões financeiras. Um fluxo de caixa saudável e bem gerido aumenta o valor da empresa, pois demonstra estabilidade financeira.

#7 Facilidade na integração e fusão de empresas: se a empresa estiver envolvida em fusões ou aquisições, um ERP pode facilitar a integração entre diferentes sistemas e operações, acelerando o processo e reduzindo custos associados. Vale destacar que isso é particularmente valorizado em transações de M&A (Mergers and Acquisitions).

#8 Aumento da satisfação dos clientes: a eficiência nos processos internos reflete-se em um melhor atendimento ao cliente, entregas mais rápidas e produtos de qualidade superior. Afinal, clientes satisfeitos geram mais receita e fidelidade, o que aumenta o valor da empresa.

#9 Potencial para inovação e crescimento: com processos internos automatizados e bem geridos, a empresa pode focar em inovação e crescimento, explorando novos mercados, desenvolvendo novos produtos e melhorando sua oferta de serviços. Vale destacar que essa capacidade de inovar é altamente valorizada por investidores.

#10 Atração de investidores e financiamentos:  empresas que operam de forma eficiente, transparente e escalável são mais atraentes para investidores e instituições financeiras. A implementação de um ERP pode melhorar a avaliação de risco, resultando em condições de financiamento mais favoráveis.

Esses fatores combinados podem aumentar significativamente o valor de uma empresa, tornando-a mais competitiva, rentável e atraente no mercado. Além disso, com a transformação digital estimulando a competitividade, é essencial que as empresas busquem um sistema que as ajudem nessa jornada. Um software de ERP apoia na consolidação desses objetivos, conquista de resultados expressivos e melhor preparo para novas tendências. 

Independentemente do porte e segmento da companhia, investir em um ERP é estratégico, em um mercado competitivo e em constante transformação e, se torna fundamental para garantir a sobrevivência e o crescimento da empresa. Por isso, na hora da escolha, é importante considerar os benefícios de longo prazo e fazer um investimento que garanta um futuro próspero para o negócio. Afinal, a tecnologia é um investimento, não um custo. E, a escolha certa hoje, é o que irá auxiliar a colheita dos frutos amanhã. 

 


Patrícia Pereira - Head de Vendas no Grupo INOVAGE.


Tudo que você precisa saber sobre a trend CLT Premium

Modelo altera a dinâmica do mercado de trabalho, acatando anseios profissionais da Geração Z. Especialista em carreiras do CEUB comenta vantagens competitivas

 

Como não se sentir atraído por vagas de trabalho que prometem uma boa carreira, bem-estar e qualidade de vida? A trend conhecida como "CLT Premium" desperta o interesse de profissionais que já atuam no mercado e da próxima geração. Juliana Nóbrega, especialista em mercado de trabalho, empreendedorismo e professora de Marketing do Centro Universitário de Brasília (CEUB), detalha as diretrizes desse modelo, que ganha popularidade ao valorizar as mudanças culturais e gera vantagens competitivas na atração e retenção de talentos. 

 

1. Características da CLT Premium

É o emprego regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) com benefícios para além dos obrigatórios pela legislação, como academia, plano de saúde, vale-alimentação, jornada híbrida, e outros benefícios. Esses bônus impactam diretamente sobre a qualidade de vida no trabalho, possibilitando a atração dos talentos do mercado, ganhos em comprometimento e produtividade. “Com a flexibilização das leis trabalhistas, esses benefícios se tornaram mais distantes para quem trabalha como PJ, tornando-os, consequentemente, mais valiosos”.

2. Benefícios que cabem no bolso

Os benefícios CLT Premium podem parecer custosos para as empresas, mas isso não torna a trend inatingível para os pequenos e médios negócios. Há benefícios que não incidem necessariamente em desembolso para a empresa, como flexibilidade na jornada, folga no aniversário ou liderança participativa. “Todo ser humano gosta de se sentir pertencente e valorizado, e isso não passa obrigatoriamente por algum desembolso oneroso. Às vezes é uma questão de cultura e valores. Investimentos proporcionais ao tamanho da empresa demonstram o nível de valorização do trabalhador.”

 

3. Influência das políticas de RH e estrutura organizacional

As corporações que se adaptarem às mudanças culturais da nova geração de trabalhadores provavelmente passarão por essa transição sem grandes dificuldades. “Quem investir no "CLT Premium" terá uma vantagem competitiva na construção de suas marcas como empregadoras, atraindo candidatos altamente qualificados e, por conseguinte, aumentando a produtividade.”

 

4. Atenção para as desigualdades

O alerta vem das possíveis divisões no mercado de trabalho a partir dos benefícios criados pelo CLT Premium. "É fundamental entender essa tendência dentro de um contexto social mais amplo, pois nem todos os trabalhadores têm o privilégio de exigir condições tão favoráveis. Se não pensarmos essas mudanças de forma inclusiva, corremos o risco de aprofundar desigualdades", alerta.

 

5. Quebrando estigmas sobre a geração Z

A adesão crescente ao "CLT Premium" reflete uma mudança significativa nas prioridades dessa geração. Ao contrário do estigma de que os jovens não querem se esforçar, eles buscam um trabalho que faça sentido e que não comprometa aspectos importantes da vida pessoal. "Eles querem sentir que há uma contrapartida desde o início e não estão dispostos a esperar pela senioridade para alcançar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional", avalia.

 

6. Atraindo talentos do mercado

O cenário em que a Geração Z valoriza muito mais a qualidade de vida no início de suas carreiras do que as gerações anteriores, faz com que empresas que oferecem benefícios diferenciados consigam atrair e reter os melhores talentos disponíveis no mercado. Essa incorporação de benefícios deve vir de uma política de recursos humanos, sendo aplicada à empresa como um todo. “Essa é a geração que está questionando práticas de trabalho que os Millenials aceitaram sem questionar ou muitas vezes romantizam. Se há mudanças para melhor, todos irão se beneficiar delas, não importa de qual geração o profissional seja!”, completa.


Estratégias de segurança para instituições financeiras na era do PIX


A segurança da informação sempre foi uma preocupação central para instituições financeiras, ganhando impulso especialmente em uma era de crescente digitalização. De acordo com a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, os bancos brasileiros investem por ano 10% do orçamento de tecnologia em segurança – o que deve representar aproximadamente R$ 4,5 bilhões em 2024.

A chegada de novos produtos e serviços, em função dos recentes avanços tecnológicos, e o crescente volume de dados digitais reforçam a importância de proteger informações sensíveis. Isso porque casos de vazamentos e fraudes estão se tornando cada vez mais comuns, destacando a necessidade urgente da adoção de medidas robustas de segurança.

O PIX, sistema de pagamentos instantâneos introduzido no Brasil, por exemplo, trouxe agilidade às transações, mas também impôs novos desafios para a proteção de dados e chaves. Recentemente, o Banco Central (BC) reportou um novo incidente de segurança envolvendo dados pessoais vinculados a chaves PIX sob a guarda de três cooperativas. Este incidente, o sétimo do ano, expôs informações cadastrais, como nome, CPF, instituição de relacionamento, agência, número e tipo da conta, sem comprometer, entretanto, senhas ou saldos financeiros.

O PIX, em sua essência, é uma tecnologia segura. Desde o seu lançamento, ele revolucionou o sistema de pagamentos no Brasil, oferecendo rapidez e praticidade sem precedentes. Entretanto, como qualquer sistema digital, não é imune a tentativas de exploração. Os casos de vazamento, como o recente incidente, envolvem falhas na gestão de segurança por parte das instituições participantes, e não no próprio sistema PIX.

Nesse sentido, a construção de uma arquitetura de software robusta fortalece a segurança nas organizações. Isso inclui a implementação de criptografia avançada para proteger os dados em trânsito e em repouso, além da autenticação multifatorial para acessar sistemas críticos. Testes de penetração e avaliações regulares de segurança são essenciais para identificar e corrigir vulnerabilidades.

As instituições financeiras devem adotar uma abordagem proativa, realizando auditorias frequentes e implementando medidas de segurança atualizadas. Um exemplo é o uso de sistemas de detecção e prevenção de intrusões (IDS/IPS) para monitorar atividades suspeitas em tempo real. Além disso, a segmentação de rede pode limitar o impacto de um eventual incidente, isolando diferentes partes do sistema e reduzindo a superfície de ataque.

A contratação de equipes especializadas e comprometidas com os protocolos de segurança da empresa pode favorecer as organizações que não tem tanto conhecimento assim a respeito de segurança. Nesse caso, é imperativo que as instituições financeiras exijam conformidade com padrões rigorosos e realizem verificações regulares para garantir que os parceiros estejam implementando as melhores práticas. É essencial estabelecer contratos claros que definam as responsabilidades de segurança e prever medidas de remediação em caso de incidentes.

Cada vez mais presente no campo da segurança da informação, a Inteligência Artificial (IA) oferece ferramentas poderosas para detectar e responder a ameaças, mas os algoritmos podem ser um ponto fraco se não forem treinados adequadamente. A IA deve ser desenvolvida e implementada com uma compreensão profunda dos possíveis vieses e falhas. A utilização de dados de treinamento diversificados e a revisão contínua dos modelos são passos importantes para garantir que a IA funcione de forma justa e segura. Além disso, a IA pode ser usada para automatizar a detecção de anomalias e responder rapidamente a incidentes, minimizando danos potenciais.

A educação dos colaboradores é outro pilar nessa estratégia. Treinamentos regulares sobre boas práticas de segurança e conscientização sobre as técnicas de ataque mais recentes, como phishing, são fundamentais para criar uma cultura de segurança. Os funcionários devem ser capacitados a reconhecer sinais de comprometimento e saber como reagir em caso de incidentes.

A segurança da informação é um campo em constante evolução, com novos desafios e ameaças surgindo a cada dia. Para proteger dados sensíveis, as empresas precisam adotar uma abordagem de segurança em várias camadas, incluindo a implementação de tecnologias emergentes e a educação dos usuários sobre os riscos. Instituições financeiras, em particular, devem estar na vanguarda, garantindo essa proteção e a confiança dos clientes. A conscientização e a prevenção são as melhores defesas contra a crescente onda de crimes cibernéticos, e todos têm um papel a desempenhar na proteção de informações valiosas.

 



Salger Oliveira - gerente de TI da TQI – Tecnologia, Qualidade e Inovação


Assinaturas e cancelamentos de streaming: estudo online destaca os fatores críticos para decisão dos brasileiros

Conteúdos exclusivos e promoções motivam assinaturas, enquanto cobranças extras e anúncios lideram cancelamentos, segundo análise qualitativa de 1.614 conversas no X realizada pela startup Orbit Data Science

 

Em um mercado em rápida expansão, as plataformas de streaming conquistaram um papel central no entretenimento dos brasileiros. Um estudo conduzido pela Orbit Data Science analisou 1.614 conversas públicas no X (antigo Twitter) sobre as principais plataformas de streaming no Brasil, entre julho de 2023 e julho de 2024, para entender os motivos que levam os consumidores a assinar ou cancelar esses serviços. 

A pesquisa revela que, enquanto conteúdos exclusivos continuam a ser o principal atrativo para novas assinaturas de plataformas de streaming no Brasil, cobranças extras e inserção de anúncios são os principais fatores que levam ao cancelamento de serviços. Leia o estudo completo aqui. 

A Netflix lidera as menções, com 23% das conversas, confirmando sua posição como referência no setor. Amazon Prime Video e Globoplay também se destacam, cada uma com 17% das menções, impulsionadas por suas ofertas diversificadas e pela forte presença no mercado. 

O estudo revelou que conteúdos exclusivos são o principal motivo para novas assinaturas, respondendo por 85,5% dos comentários. Produções como séries e eventos esportivos, especialmente futebol, são os grandes atrativos. "Os brasileiros estão sempre em busca de novidades e exclusividades nas plataformas, o que justifica a constante adesão a novos serviços," comenta Fernando Hargreaves, sócio da Orbit Data Science.

Imagem ilustrativa, gerada por inteligência artificial. Divulgação

Promoções também desempenham um papel importante na atração de novos usuários, mas a decisão de manter uma assinatura é fortemente influenciada pelo custo. Embora descontos incentivem a adesão, 23% dos usuários indicaram que o preço da assinatura é um fator determinante para cancelar ou desistir de uma nova assinatura. 

As cobranças extras por conteúdos específicos, como aluguéis ou compras dentro da plataforma, são apontadas como o principal motivo de cancelamento, representando 22,4% dos casos. "Os consumidores esperam transparência e um custo-benefício claro. Sentem-se frustrados ao encontrar cobranças adicionais que não estavam previstas," destaca Kaio Sobreira, Head de Pesquisa da Orbit Data Science.

Além disso, problemas técnicos e anúncios durante a exibição dos conteúdos foram amplamente citados como fatores de insatisfação, contribuindo para o cancelamento de serviços. A experiência do usuário se mostrou um elemento crucial para a fidelização, com a familiaridade com as plataformas e o suporte/atendimento ao cliente sendo fatores positivos para a permanência dos assinantes. 

Star+, Disney+ e Netflix se destacam pelo sentimento positivo, com os consumidores valorizando a variedade e qualidade dos conteúdos oferecidos. Em contrapartida, Amazon Prime Video e Globoplay foram as mais criticadas, principalmente devido a cobranças extras e problemas técnicos, respectivamente. 

"Os consumidores brasileiros estão cada vez mais exigentes e buscam não apenas conteúdos exclusivos, mas também uma experiência de usuário sem frustrações. Transparência nos custos e uma experiência livre de anúncios são essenciais para a retenção dos assinantes", conclui Sobreira. 

A análise da Orbit Data Science traz à tona a complexidade do mercado de streaming no Brasil, onde a experiência do usuário, a exclusividade do conteúdo e a política de preços desempenham papéis fundamentais na decisão dos consumidores de assinar, manter ou cancelar um serviço.

 

Orbit Data Science - empresa que une ciência de dados e social data para identificar insights sobre o comportamento de consumo.



Quais os melhores incentivos fiscais para a inovação?

Diante de um mercado altamente competitivo, os incentivos fiscais estimulam investimentos em inovação, impulsionando o desenvolvimento e crescimento das empresas. Consequentemente, essas ações tendem a promover um maior equilíbrio socioeconômico para o país.

Para as empresas, esses incentivos podem se dar por meio de redução de impostos, isenções fiscais, créditos tributários, entre outros benefícios, desde que atendam a determinados critérios estabelecidos por lei. Eles atuam como um importante estímulo para o investimento em projetos estratégicos que, de outra forma, poderiam ser considerados financeiramente inviáveis.

Para o governo, a finalidade dos incentivos fiscais é promover investimentos perenes em inovação, fortalecendo assim a economia como um todo. Deste modo, os países que investem em inovação tendem a alcançar maior autonomia tecnológica, reduzindo sua dependência externa e fortalecendo sua posição no mercado global.

Dentre as opções disponíveis no país, uma das mais influentes é a Lei do Bem (Lei nº 11.196/05), a qual permite a obtenção de deduções fiscais para as empresas que realizam investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I). Por meio de seu Capítulo III, é possível excluir adicionalmente parte dos dispêndios com inovação da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), oferecendo, assim, um forte estímulo para o aculturamento da inovação e o engajamento na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica por parte das empresas.

Em 2022, de acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), este mecanismo alavancou R$ 35,74 bilhões no país, comprovando sua importância como uma das principais ferramentas para o fomento da inovação.

Outro importante incentivo à inovação é a Lei de TICs (Lei n° 8.248/91), que concede benefícios fiscais específicos para o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Esta legislação permite a obtenção de créditos financeiros para empresas do setor, incentivando o investimento em tecnologias avançadas e, consequentemente, promovendo o crescimento e a modernização do setor de TIC no Brasil.

Ainda recentemente, o governo lançou incentivos fiscais voltados à Mobilidade Verde (Lei n° 14.902/24), um programa que promove a inovação em tecnologias sustentáveis no setor automotivo e a redução da emissão de gases poluentes. Este programa é especialmente direcionado ao desenvolvimento de soluções de mobilidade sustentável, visando a preservação do meio ambiente e reforçando o compromisso do país com a sustentabilidade e a inovação verde.

Agora, apesar de existirem mecanismos benéficos de incentivo à inovação no Brasil, ainda há diversos desafios que dificultam seu uso pelas empresas, como o fato de que nem todos os benefícios concedidos pelo governo possuem políticas e legislações coerentes e bem definidas. Além disso, a multiplicidade de legislações tributárias vigentes, suas constantes alterações e a falta de clareza podem gerar interpretações divergentes, o que gera insegurança jurídica para os contribuintes que desejam usufruir desses incentivos.

Um exemplo claro dessa insegurança jurídica está disposto na Lei nº 14.789/2023, que dispõe sobre o crédito fiscal decorrente de subvenção, a qual conflita com a Lei nº 160/2017, que trata das subvenções para investimento do ICMS com previsão para não tributação dos impostos diretos (como o IRPJ e a CSLL). Contudo, analisando a Solução de Consulta Cosit nº 253/2023, em conjunto com a Lei nº 14.789/2023, identifica-se uma possibilidade de tributação do IRPJ e CSLL sobre os valores do crédito presumido de ICMS relacionados na Lei nº 160/2017, independentemente de serem ou não considerados como subvenção para investimento.

Essa multiplicidade de legislações tributárias e suas frequentes alterações exigem das empresas um monitoramento contínuo para assegurar uma compreensão detalhada e atualizada, a fim de evitar penalidades decorrentes do uso indevido desses incentivos, tais como multas e juros sobre os valores incentivados.

Ademais, a definição exata dos critérios para concessão e sua forma de aplicação, tais como os requisitos específicos que as empresas devem atender, são elementos fundamentais para o uso dos benefícios fiscais. Afinal, sua concessão é fiscalizada pela Receita Federal (RFB), órgão responsável por assegurar que todas as obrigações tributárias sejam cumpridas de acordo com a legislação vigente, o que inclui tanto a arrecadação de impostos quanto a fiscalização da concessão destes incentivos – a qual vem sendo cada vez mais rigorosa devido à integração das ferramentas e à criação de obrigações tributárias acessórias destinadas a facilitar a fiscalização por parte da RFB.

Diante do exposto, não há como negar o impacto significativo dos incentivos fiscais na economia, mas, para que sejam atrativos às empresas, é crucial que as políticas sejam bem planejadas, proporcionando uma maior segurança jurídica e garantindo que, efetivamente, atinjam sua finalidade.

Desse modo, o apoio de uma consultoria especializada é essencial para garantir que as empresas façam investimentos estratégicos de maneira eficaz. Esse tipo de investimento não apenas facilita a criação de uma cultura de inovação, mas também aumenta significativamente a valorização da empresa no mercado. Com a orientação adequada, as empresas podem identificar e aproveitar oportunidades de crescimento, diferenciando-se da concorrência. Portanto, contar com uma consultoria especializada é um passo crucial para qualquer empresa que deseja prosperar de forma estruturada e inovadora.

 


Jessyca Musumeci e Amanda Rosa - são, respectivamente, Supervisora e Analista de Tax & Legal do FI Group Brasil consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financeiros destinados à PD&I.


FI Group
https://br.fi-group.com/

 

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