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segunda-feira, 18 de março de 2019

30 de março é dia mundial do transtorno bipolar. Saiba mais sobre a doença


Segundo a Abrata (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos), o dia 30 de março se tornou o Dia Mundial do Transtorno Bipolar em homenagem à data de aniversário do pintor Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado como portador do transtorno bipolar.

Trata-se de uma doença mental que representa um desafio significativo para portadores, profissionais de saúde, familiares e comunidades. De acordo com a Associação, o objetivo do Dia Mundial do Transtorno Bipolar é chamar a consciência mundial para transtornos bipolares e eliminar o estigma social.

Segundo dados da ABTB (Associação Brasileira de Transtorno Bipolar), o transtorno atinge 4% da população, o que representa cerca de 8 milhões de brasileiros, sendo que 60% dos casos tem sua primeira manifestação antes dos 20 anos de idade.

De acordo com o Prof. Dr. Mario Louzã, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha, e Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo; o transtorno bipolar se caracteriza pela presença de episódios de mania ou hipomania, e episódios depressivos.

No episódio de mania, o portador apresenta euforia, uma alegria intensa, de felicidade fora do normal. Também ideias de grandiosidade, riqueza ou elevada autoestima e autoconfiança, com perda do bom senso, que pode atingir um grau fora da realidade (delírio). A pessoa pode apresentar também irritabilidade e impulsividade de forma exacerbada.

“O pensamento fica acelerado, muitas ideias fluem simultaneamente ou numa sequência tão rápida que não se consegue expressar verbalmente”, afirma Louzã. Há diminuição da necessidade de sono, comportamento sexual excessivo, descontrole nos gastos e atitudes sem a percepção de sua inadequação. Fica agitado, eventualmente agressivo, distraído e totalmente desconcentrado. Segundo o psiquiatra, o episódio de hipomania tem características similares ao de mania, mas os sintomas são mais brandos.

Já o episódio de depressão se caracteriza por tristeza profunda, perda de interesse por tudo, pensamentos negativos (ideias de ruína, culpa, inutilidade, baixa autoestima) que podem ser intensos a ponto de configurar um delírio. Há modificações no sono: enquanto algumas pessoas têm insônia, outras apresentam hipersonia (dormem mais do que o habitual). Em relação ao apetite, pode haver aumento no consumo de alimentos como forma de aliviar a ansiedade. No entanto, a perda de apetite é mais comum neste quadro.

Há também diminuição da libido, apatia, fadiga excessiva e desinteresse por tudo. “A pessoa mal tem vontade de levantar da cama pela manhã”, reforça Louzã. Nos casos graves de depressão, pode haver ideias de suicídio, e até tentativas. O transtorno bipolar é a doença mental que mais causa mortes por suicídio: cerca de 15% dos pacientes tiram a própria vida.


Tipos de transtorno bipolar

Segundo o Dr. Mario Louzã, há dois tipos de transtorno bipolar: o tipo I, que apresenta quadros de mania e depressão, e o tipo II, com episódios de hipomania e depressão. A sequência de manifestação dos episódios maníacos/hipomaníacos e depressivos é variada, ou seja, não acontece, necessariamente, de forma alternada. Os eventos, tanto de mania/hipomania quanto os de depressão, têm duração, em geral, de semanas.

Apesar de a doença se manifestar mais comumente no adulto jovem, ela pode acometer pessoas mais velhas, inclusive na terceira idade. Atinge ambos os sexos numa proporção semelhante e perdura a vida toda. As causas podem envolver genética, hereditariedade e fatores ambientais/externos como uso de drogas, álcool em demasia, estresse constante, entre outros.

O tratamento depende da fase da doença. De acordo com Louzã, os quadros maníacos/hipomaníacos são tratados com estabilizadores do humor, como o lítio (para evitar ou reduzir as chances de um episódio agudo), podendo associar o uso de antipsicóticos. Os quadros depressivos podem ser tratados com antipsicóticos ou anticonvulsivantes. Também é possível introduzir antidepressivos, porém, estes podem desencadear um quadro maníaco/hipomaníaco.

“Na dúvida quanto à possibilidade de ser portador de transtorno bipolar, o ideal é consultar um médico psiquiatra, que poderá fazer a avaliação dos sintomas, o diagnóstico e indicar os tratamentos adequados”, finaliza o Dr. Mario Louzã.


ESPECIAL SAÚDE DA MULHER: Pessoas com quadros clínicos especiais podem ser vacinadas em centros especializados


Você sabia que existem centros formados de estrutura, equipamentos e organização específica para o atendimento de pessoas que têm quadros clínicos especiais?


Você sabia que existem centros formados de estrutura, equipamentos e organização específica para o atendimento de pessoas que têm quadros clínicos especiais? Eles são os Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que disponibilizam vacinas para pessoas com condições especiais em saúde, como as que vivem com HIV, pacientes oncológicos e transplantados? Essas Unidades são lugares que oferecem serviços que ajudam as mulheres a manter uma vida saudável, como afirma a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Ana Goretti.  

“Por exemplo, mulheres que têm doenças graves mulheres que tem - aí estou falando de todas as faixas etárias; vacina indicada e não podem tomar a vacina aqui é distribuída pelas unidades de saúde, algumas vacinas, elas procuram uma unidade do CIRE. Inclusive tem vacinas específicas como por exemplo a pneumo 23, que tenha indicações precisas, ela vai poder achar nesse centros de referência”.

Segundo a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Ana Goretti, esse tipo de serviço não é exclusividade para mulheres. 

“Inclusive, também, as nossas crianças que também não podem fazer o uso de algumas vacinas que estão dentro do calendário infantil. Devem buscar esses centros referências como, por exemplo, bebês muito pequenininhos, bebês prematuros, bebês com problemas relacionados à questão também de deficiência de imunidade, eles são orientados a fazer essa vacinação nos CRIEs”.

As unidades de saúde estaduais podem orientar as mulheres a respeito do endereço de cada um dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais, localizados em cada estado. Para saber mais acesse: saude.gov.br/vacinacao




Fonte: www.agenciadoradio.com.br


Diagnóstico para prevenção e tratamento de doenças renais


Os rins são órgãos de extrema importância para nossa sobrevivência, por isso, a medicina laboratorial tem o desafio de garantir o desenvolvimento e a realização de exames que permitam diagnósticos mais corretos possíveis.
Os rins são responsáveis pelo balanço da química interna de nossos corpos. São eles que eliminam as toxinas; regulam a formação do sangue e a produção dos glóbulos vermelhos; regulam nossa pressão sanguínea; e controlam o delicado balanço químico e de líquidos de nosso corpo. Ou seja, nossa sobrevivência depende do funcionamento dos rins.
Quando a atuação desses órgãos é comprometida, configura-se um quadro de insuficiência renal, que pode ser classificada em aguda, quando os rins param de funcionar de maneira rápida, porém, temporária, ou crônica, quando há perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), um em cada dez brasileiros apresenta algum tipo de alteração nos rins. Além disso, a taxa de mortalidade causada pela Insuficiência Renal Aguda é de 50%, segundo a SBN.

Marcadores sensíveis
Os dados fornecidos pela SBN associados à importância da função renal para a sobrevivência humana demonstram como a avaliação é um desafio relevante para a medicina laboratorial. Normalmente, os exames laboratoriais focados na avaliação da função renal tentam medir o ritmo de filtração glomerular (RFG), que, em geral, indica o número de néfrons funcionais (unidades renais responsáveis pela filtração e formação da urina).
Para isso, são utilizados diferentes marcadores capazes de medir a taxa de filtração glomerular e, consequentemente, revelar os riscos de complicações e ajustes terapêuticos. Entre os marcadores mais conhecidos para fornecer informações sobre o estágio e evolução das funções e até lesões renais estão a ureia, a microalbuminúria e a proteinúria. Entretanto, existem marcadores mais sensíveis que apresentam benefícios para a medicina laboratorial. Conheça:

Creatinina: trata-se de um marcador bastante conhecido e útil da função renal. Entretanto, quando se percebe a alteração deste parâmetro, o dano renal já está instalado, portanto torna-se necessário a utilização de marcadores mais precoces.  Além disso, ela é afetada pela taxa de filtração glomerular e por fatores como idade, sexo, raça, dieta, massa muscular, drogas e métodos analíticos laboratoriais. Uma maneira de reduzir interferência analítica na dosagem da creatinina é a utilização da Creatinina Enzimática.

Cistatina-C: é uma proteína produzida pelas células de maneira constante, sem sofrer alterações devido à massa muscular dos indivíduos ou alterações decorrentes de processos inflamatórios. É encontrada no plasma e soro humanos, sendo livremente filtrada pelos glomérulos renais. Por ser quase completamente absorvida e metabolizada pelas células dos túbulos proximais, não é secretada por qualquer via extra-renal. Assim, a concentração de Cistatina C no plasma é quase exclusivamente determinada pelo Ritmo de Filtração Glomerular (RFG), fazendo com que esta proteína se torne um excelente marcador de função renal. O exame laboratorial para determinação dessa proteína possui vantagens em relação à avaliação clínica de rotina da função renal, pois é mais exata que a determinação da creatinina plasmática, além de ser mais confiável que a depuração de creatinina por 24 horas. Há ainda um crescente grupo de evidências que sugerem que a Cistatina C pode ser utilizada para detectar doenças renais mais precocemente que a creatinina sérica.

NGAL: O neutrophil gelati­nase-associated lipocalin, lipocalin-2, siderocalin ou NGAL é uma pe­quena proteína expressa pelos neutrófilos e alguns epitélios, incluindo os túbulos renais. Após a ocorrência de algum dano nos epitélios renais, as concentrações de NGAL aumentam drasticamente em um curto intervalo de tempo, tornando esta proteína um excelente marcador renal de fase inicial de lesão renal aguda, mais precoce que a Cistatina-C e Creatinina. Este fato favorece prognósticos mais acertados e pode promover menor tempo de internação do paciente e consequente  redução dos custos hospitalares.
Todos esses marcadores são comercializados pela Labtest, inclusive o NGAL, ainda uma novidade no Brasil. Devido ao desafio que é a avaliação da função renal para a medicina laboratorial, a Labtest procura oferecer alto padrão de qualidade e a excelência para os laboratórios. Todos os reagentes comercializados pela Labtest tem sua qualidade reconhecida por programas internacionais de excelência em medicina laboratorial.
Produtos no portfólio Labtest referentes ao Perfil Renal:
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