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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Como funciona a gravidez depois dos 40 anos?


A gravidez após os 40 anos ainda é um assunto encarado como tabu por muitas pessoas. Contudo, com o avanço da medicina, essa é uma possibilidade cada vez mais segura. Hoje, existem vários tratamentos que as mulheres podem fazer para aumentar a fertilidade. Além disso, também há aquelas que preservam os seus óvulos para serem usados na hora da correta. Se você quer saber mais sobre a gravidez após os 40 anos, nós separamos algumas informações. Com elas você verá que ser mãe é um sonho possível.

Por que a gravidez após os 40 anos tem crescido?

Segundo uma pesquisa do Ministério da Saúde, o número de mulheres que se tornaram mães após os 40 anos de idade aumentou 49% nas últimas décadas. Entre os principais motivos para a gestação tardia estão:
– Mais estabilidade financeira;
– Emocional e psicológico mais maduros;
– Avanço na medicina;
– Mudança nos relacionamentos afetivos entre outros.
Contudo, se você deseja ter uma gravidez após os 40 anos, é preciso ter em mente que, mesmo com os avanços tecnológicos, a gestação continua sendo de risco. Além disso, é preciso lembrar que naturalmente a mulher vai perdendo a sua fertilidade com o avanço da idade. Por conta disso, é essencial procurar métodos para preservá-la.
A engenheira Charlana Rodrigues, 40 anos, é mãe da pequena Camila, de quatro meses. A história dela começou aos 37 anos quando terminou seu primeiro casamento. "Sempre fui workaholic e não pensava até então em ter filhos", pontua. "Minha prioridade sempre foi carreira, viajei muito, para todo o Brasil e para muitos países. Não me sobrava tempo para pensar em uma vida que dependesse de mim".

A engenheira lembra que durante o processo de separação a ideia da maternidade vinha à cabeça e o relógio biológico começou a apitar. "Poxa, tá começando a chegar a hora. Pode demorar para eu encontrar um novo companheiro que também queira um filho ", relembra. Charlana procurou ajuda da Clínica Mãe, que é especializada em fertilização humana, e congelou seus óvulos como forma de preservar sua fertilidade para o momento mais adequado.

Demorou pouco para a engenheira encontrar o parceiro que, de acordo com ela, também quisesse embarcar na aventura de formar uma família. Mas, o casal teve dificuldade para engravidar de forma natural e decidiu recorrer à fertilização in vitro. O tratamento foi um sucesso, "a sensação de pegar o positivo é indescritível. Você fica um pouco tensa porque há riscos de intercorrências”, lembra eufórica. E quando a pergunta é sobre como é ter filho após os 40 anos, ela revela: “Eu acho que ter o filho mais velha, para mim, foi muito melhor. Sou muito mais experiente e estabilizada do que há dez, vinte anos. Já tenho um reconhecimento profissional e estabilidade financeira para criar minha filha – muito mais do que se fosse mais jovem".


Métodos de preservação de fertilidade

Confira abaixo os dois principais métodos:
1. Congelamento de óvulos

Essa é uma das técnicas mais populares. Ela é muito procurada por mulheres que desejam engravidar depois dos 40, que não tem parceiro ou que estão em um relacionamento homoafetivo. Nesse tratamento, os óvulos da paciente são congelados usando técnicas de ponta. Contudo, como eles são extremamente sensíveis as baixas temperaturas, a taxa de sucesso acaba caindo.


2. Congelamento de embriões

Esse método também é muito indicado para quem deseja uma gravidez após os 40 anos. Nesse caso, os óvulos obtidos por meio de estimulação ovariana e fertilizados em laboratório. Uma vez fertilizados, esses embriões são congelados e guardados até que a mulher resolva ter a gestação. Contudo, nesse caso, o pai biológico não poderá ser decidido posteriormente.


A estimulação ovariana

 

A estimulação dos ovários tem como objetivo aumentar o número de óvulos maduros e saudáveis, que serão posteriormente congelados ou fertilizados, para formarem embriões. Usualmente é realizada nos tratamentos para congelamento. Porém, algumas vezes, a paciente não tem tempo útil para a realização do procedimento, por necessitar de quimioterapia e/ou cirurgia. Nestas situações, o congelamento pode ser realizado sem esta estimulação prévia. Contudo, apenas um médico poderá avaliar o quadro e determinar qual a técnica mais adequada. Mas o importante é que você tenha em mente que a gravidez após os 40 anos é possível, basta procurar um método adequado.
“As técnicas de preservação da fertilidade podem ser feitas por qualquer mulher saudável que escolha esperar para engravidar ou que tenha a qualidade de seus óvulos em risco, seja por cirurgia nos ovários ou quimioterapia. A indicação é que o congelamento de óvulos seja feito até os 35 anos porque após esta idade há uma queda na quantidade e qualidade dos óvulos. A idade da mulher influencia diretamente em sua fertilidade. Por isso, se o momento é de esperar o congelamento de óvulos e embriões podem ser boas opções”, explica Dr Alfonso Massaguer, diretor da Clínica Mãe.


Dr. Alfonso Araújo Massaguer - CRM 97.335 -  médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ginecologista e Obstetra pelo Hospital das Clínicas e Especialista em Reprodução Humana pelo Instituto Universitário Dexeus – Barcelona. Dr. Alfonso é diretor clínico da MAE (Medicina de Atendimento Especializado) especializada em reprodução assistida. É membro da Federação Brasileira da Associação de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e das Sociedades Catalãs de Ginecologia e Obstetrícia e Americana de Reprodução Assistida (ASRM). Também é diretor técnico da Clínica Engravida e autor de vários capítulos de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana em livros de medicina.

Clínica Mãe - www.mae.med.br

Como manter a voz saudável?


Repleto de efemérides importantes, abril reserva também uma data para disseminar conhecimento e conscientizar a população acerca da importância dos cuidados com o aparelho vocal. É o Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril em diversos países - como o Brasil, onde faz parte do calendário desde 1999.

Embora poucos se deem conta, procurar um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista é muito importante ao sinal de qualquer alteração na voz ou desconforto na fala, pois eles podem fazer um diagnóstico específico e indicar o melhor tratamento para cada caso. No dia a dia, algumas ações podem manter a voz saudável: falar sem esforço, articular bem as palavras e fazer repouso vocal sempre que possível são cuidados simples e bastante eficazes.

Outros hábitos, no entanto, são bastante comuns e prejudiciais. O pigarro é um deles. Esse incômodo geralmente é resultado de uma irritação na garganta acompanhada de muco, que a deixa muito seca e pode causar rouquidão e até perda temporária da voz. Permanecer por muito tempo em locais barulhentos também é ruim, pois nessas ocasiões costumamos e precisamos falar mais alto para sermos ouvidos, e imediatamente não percebemos o esforço feito. Posteriormente, aparecem os incômodos, que podem durar muitos dias.

O cigarro e as bebidas alcoólicas também são vilões da voz. O calor da fumaça tragada agride todo o sistema respiratório, especialmente as pregas vocais. O excesso de álcool, por sua vez, irrita as vias respiratórias e ainda causa uma falsa sensação de relaxamento.

Em contrapartida, alguns alimentos podem ajudar: a maçã, por exemplo, tem ação adstringente, que traz alívio e bem-estar à garganta. Ingerir pelo menos 2 litros de água diariamente é outra recomendação conhecida, já que mantém as pregas vocais hidratadas. A voz é um instrumento precioso. Proteja-a e, se precisar, procure um bom profissional de saúde para te auxiliar. 






Dra. Sandra Lia Petit Marchi - coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do HSANP, centro hospitalar localizado na zona Norte de São Paulo.

Quatro dúvidas sobre a gestação que toda mulher precisa saber


Ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli aponta quais são mitos e verdades


A gravidez, para muitas mulheres e homens também, é um grande desafio. São tantas as dúvidas que, muitas vezes, a mulher não sabe se acredita ou não nos ditos populares que a família e os amigos contam. Para desmistificar e sanar essas preocupações, o ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli, autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra” revela alguns mitos e verdades que envolvem a gestação:


Gestantes podem tomar pequenas doses de bebida alcoólica?

Mito. O álcool deve ser evitado durante toda a gestação. Não há dose considerada segura. Há relatos de mulheres que ingeriram quantidade pequenas e tiveram bebês com síndrome alcoólica fetal, que traz graves problemas às crianças. 


Alimentos crus estão proibidos?

Depende. Peixes com procedência garantida normalmente não oferecem riscos. É preciso ficar atento somente à contaminação por mercúrio do atum geralmente. Já a carne vermelha crua, usada para pratos como o kibe cru, pode ser vetor de toxoplasmose, doença relacionada a malformações fetais que podem causar, entre outros problemas, surdez e alterações visuais. 


Falta de ar na gestação é comum?

Sim. A falta de ar na gestação costuma ser mais comum no terceiro trimestre, já que o crescimento do útero empurra os outros órgãos para cima e comprime os pulmões, diminuindo sua capacidade de expansão, o que provoca falta de ar até mesmo com os mínimos esforços. Já a falta de ar persistente e no início da gravidez pode ser decorrente de uma crise asmática, broncoespasmo ou pneumonia e precisa ser investigada.


Gestante precisa comer por dois?

Esta é uma crença popular. Engordar é um processo natural e ela não precisa aumentar a quantidade de alimentos comparada ao de costume, mas ela precisa comer em horários adequados. Caso ela tenha uma vida muito ativa, como trabalho e atividades físicas, deve-se ingerir um pouco mais de carboidratos. Assim, ela ganha mais energia. Mas não precisa comer por dois. O recomendado é que a gestante engorde entre 10 e 12 quilos, não mais do que isso. Esse controle, é importante porque bebês de mulheres que engordam demais na gestação correm o risco de desenvolver doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e renais, obesidade na vida adulta e hipertensão.





Dr. Domingos Mantelli - Ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA), com residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição. Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.

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