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sexta-feira, 16 de março de 2018

O que mulheres homossexuais prezam em um relacionamento sério? Pesquisa do Femme responde


Elas não consideram casamento ou filhos cruciais para uma boa relação. Acreditam que estar bem com a família e com os amigos é o fator responsável pela felicidade do casal

Embora dados do IBGE de 2016 comprovem o crescimento de 51,7% no número de casamentos homoafetivos no Brasil desde 2013, levantamento do Femme – aplicativo de relacionamento especializado em mulheres que buscam mulheres para um relacionamento sério – revela que elas não consideram o casamento (de acordo com 70% das entrevistadas) ou filhos (de acordo com 60% das entrevistadas) como próximos passos da relação.

Para elas, a felicidade do casal consiste em ter uma boa relação com família e amigos (50%), não deixar a relação cair na rotina (20%) e não esquecer do romantismo (20%). Na última posição ficou a preocupação com a segurança financeira, escolhida por 10% delas. E, quando questionadas sobre o que acreditam ser a melhor forma de manter o relacionamento saudável, 60% das entrevistadas responderam que o ideal é cada uma delas ter o próprio tempo para fazer coisas que gostam, acompanhadas por amigos ou até mesmo sozinhas. Por outro lado, 40% delas acreditam que o melhor é o casal fazer tudo o que gostam juntas. 

Vale destacar que as mulheres dão muita atenção à fidelidade e 50% das entrevistadas dizem que essa é uma característica essencial na futura parceria para levar um relacionamento adiante. E atenção: 60% das entrevistadas não admite que a atual parceira mantenha contato com ex-namoradas.

“Em uma relação, o que realmente importa é a construção, a troca, a experiência, a cumplicidade e a satisfação com o relacionamento. Tanto o casamento como futuros filhos são uma consequência natural e não uma condição para viver junto”, explica Marina Simas, consultora de relacionamento do Femme. “É importante lembrar de sempre respeitar os projetos e desejos individuais durante a construção do relacionamento. A individualidade, como as mulheres já demonstraram na pesquisa, é um fator essencial para manter a relação saudável. E, logicamente, o investimento na conjugalidade por meio da vivência de atividades prazerosas conjuntas aparece também na pesquisa como fator relevante na construção de uma parceria”, ressalta.

Marina também destaca a importância de outros pontos interessantes constatados na pesquisa. “Fidelidade e companheirismo são aspectos considerados importantíssimos, funcionam como uma mola propulsora necessária para estabelecer um relacionamento sério. A pesquisa mostra ainda que são cruciais três pontos para essas mulheres se sentirem felizes: ter uma boa relação com amigos e família, cuidar para não deixar a relação cair na rotina e valorizar o romance”, completa.


Confira abaixo os resultados completos da pesquisa do Femme:

Na sua opinião, qual característica é essencial na futura parceira para levar um relacionamento sério adiante?
Fidelidade
50%
Companheirismo
30%
Empatia
10%
Maturidade
10%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

Para você, o que é mais importante para a felicidade do casal no relacionamento?
Boa relação com família e amigos
50%
Não deixar a relação cair na rotina
20%
Romantismo
20%
Segurança financeira
10%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

Para você, o casamento é crucial para dar o próximo passo na relação?
Não
70%
Sim
30%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

Você acha que filhos devem estar nos planos futuros do casal?
Não
60%
Sim
40%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

Você acredita que, para manter o relacionamento saudável, o ideal é:
A minha companheira e eu termos o nosso tempo para fazermos coisas que gostamos, com amigos ou sozinhas
60%
A minha companheira e eu fazermos tudo que gostamos juntas
40%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

Você aceitaria o contato da sua parceira com ex-namoradas?
Não
60%
Sim
40%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

Qual motivo faria você colocar um ponto final na relação?
Mentiras
60%
Infidelidade
40%
Fonte: Femme – fevereiro de 2018

*A pesquisa foi respondida por 1.132 solteiras do Femme, aplicativo de relacionamento especializado em mulheres em busca de mulheres e um relacionamento sério.






Femme

Match Group LatAm

Cerca de 60% das mortes por doenças cardíacas no Brasil são de mulheres


Expectativa de vida mais alta e tratamentos oncológicos podem estar relacionados à maior taxa de mortalidade


As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte no Brasil. De acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, somente em 2018, cerca de 54 mil pessoas já morreram devido à complicações cardíacas. As mulheres são as principais vítimas: 60% dos infartos no país ocorrem na população feminina, segundo informações do Ministério da Saúde. 

O cardiologista, Rodrigo Cerci, coordenador do Serviço de Angiotomografia Cardíaca e diretor de Pesquisa e Inovação da Quanta Diagnóstico e Terapia, conta que a maior expectativa de vida entre o sexo feminino pode ser uma das explicações para a alta taxa de mortalidade. “As doenças cardíacas costumam afetar mais as mulheres após a menopausa e, como elas têm uma expectativa de vida maior, em determinado momento, a taxa de mortalidade acaba ultrapassando às dos homens. E por ter um infarto em idade mais avançada, pode ser mais fatal, pois, geralmente, nessa fase acabam tendo outras doenças associadas”, esclarece.

O diagnóstico precoce ainda é a melhor maneira de evitar complicações por doenças cardiovasculares, como o infarto ou um AVC. “É importante que as mulheres incluam uma consulta ao cardiologista em sua rotina de check-ups. Assim como elas fazem exames preventivos de câncer de mama e câncer de colo de útero todos os anos, também devem realizar exames para a detecção de fatores de risco e prevenção das doenças cardíacas, pois, essas doenças matam mais do que os cânceres”, explica o cardiologista. “Hoje, exames como o escore de cálcio, por exemplo, quando bem indicado, já consegue detectar a aterosclerose antes mesmo da mulher ter sintomas, o que permite um tratamento precoce e ajuda a evitar futuros problemas”, acrescenta. 

O cardiologista também alerta que as mulheres devem ficar mais atentas aos sintomas de um infarto, que podem ser atípicos. “Os sintomas clássicos de um infarto são dores ou sensação fortes de pressão no peito que irradiam para o braço esquerdo ou pescoço, acompanhados de suor excessivo e palidez. Mas, nas mulheres, esses sintomas podem ocorrer de forma isolada, por isso, é fundamental procurar um serviço de emergência mesmo quando só há uma dor forte no braço esquerdo, por exemplo”, detalha Dr. Rodrigo Cerci.  


Doenças cardíacas X câncer

A maior mortalidade por doenças cardíacas também deve ser motivo de preocupação nas mulheres que desenvolvem câncer de mama. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com dados do programa Women's Health Initiative mostrou que, entre mulheres com mais de 70 anos com um diagnóstico de câncer de mama localizado, a maior causa de morte é de origem cardiovascular.

“Graças às campanhas contra o câncer de mama e avanços na medicina, o diagnóstico do câncer tem sido cada vez mais precoce, e aliado aos avanços no tratamento, o sucesso em curar o câncer tem sido cada vez maior. Por outro lado, muitas mulheres têm um alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares durante tratamento do câncer de mama, especialmente, aquelas em idade pós-menopausa. Isso é um problema que devemos ficar atentos porque, em geral, muitas mulheres e médicos tendem a focar no diagnóstico e tratamento do câncer e acabam deixando de lado o risco cardiovascular”, alerta o diretor do Serviço de Cárdio-Oncologia da Quanta Diagnóstico e Terapia, o cardiologista Miguel Morita.

A insuficiência cardíaca é uma das doenças que pode ocorrer após um tratamento com quimioterapia. Ela provoca o enfraquecimento do músculo do coração, que começa a ter dificuldade em bombear sangue na quantidade suficiente para atender as necessidades de todo o organismo. “Algumas medicações usadas durante a quimioterapia ou a própria radiação da radioterapia podem enfraquecer o coração. É claro que o objetivo dessas terapias é destruir o câncer, mas, elas podem afetar células saudáveis também, como as do coração”, afirma Dr. Morita.

A doença pode ocorrer tanto durante quanto após o término da quimioterapia, especialmente, no primeiro ano. As mulheres mais suscetíveis a desenvolver a doença são aquelas que já têm algum problema cardíaco, como histórico de infarto do miocárdio e doença do músculo cardíaco ou, ainda, se tiverem dois ou mais fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo ou obesidade. 

Já a radioterapia, principalmente quando realizada no tórax, pode causar um entupimento das artérias coronárias cinco ou dez anos após o tratamento ter sido finalizado. “O entupimento das artérias pode provocar isquemia miocárdica, que é a falta de irrigação do músculo cardíaco, dor no peito ou até infarto. Isso ocorre porque a radiação usada para destruir o câncer pode atingir as artérias coronárias, alterando sua estrutura”, revela Dr. Morita. Outros problemas, menos comuns, são doenças das válvulas e do pericárdio, que é um ’tecido’ que envolve o coração. 

O acompanhamento cardiológico durante a quimioterapia ou radioterapia, principalmente nos casos de câncer de mama, pode não só ajudar a tratar as doenças do coração como pode, também, influenciar na própria terapia contra o câncer. “Um antecedente de problemas cardiovasculares pode influenciar na seleção do tratamento contra o câncer, como a escolha entre fazer ou não quimioterapia ou qual quimioterápico usar, assim como, o aparecimento de sinais de cardiotoxicidade durante quimioterapia podem afetar a continuidade desse tratamento. Como resultado, a saúde do coração poderá influenciar diretamente o sucesso do tratamento contra o câncer”, explica Dr. Miguel Morita. 





Quanta Diagnóstico e Terapia 

Saúde nos olhos: 6 doenças que podem ser percebidas a olho nu



 Manifestações oculares podem ser sinais de que a saúde não vai muito bem; uma observação atenta faz diferença no tempo de tratamento, afirma oftalmologista


Dizem que os olhos são as janelas da alma. Em alguns casos, eles são também as janelas do corpo e podem sinalizar, por meio de manifestações como vermelhidão, globo ocular mais exposto, estrabismo, paralisia ou pálpebra caída, que algo não vai bem com a saúde. Doenças importantes e graves, como hepatite, anemia e até tumores, provocam alterações que podem ser percebidas a olho nu, até mesmo por um leigo, já que são bastante acentuadas. 

“A observação rápida desses sinais, que estão nos olhos, faz diferença no tempo e nos resultados do tratamento. Por isso, precisamos dar a devida importância e atenção a eles”, alerta a oftalmologista do Centro de Cirurgia Oftalmológica de Campinas, Cláudia Benetti. Abaixo, uma lista com as 6 principais doenças e suas manifestações:

- alterações nos vasos da retina, olhos mais vermelhos e com os vasinhos mais aparentes, podem sinalizar hipertensão arterial;

- estrabismos ou desvios oculares de aparecimento abrupto podem estar relacionados a tumores ou alterações vasculares  cerebrais e de nervos responsáveis pela função dos músculos que movimentam os olhos;

- pálpebras caídas (ptose), estrabismos e desvios também podem estar relacionados à neuropatias, como compressão de núcleos nervos por tumores ou processo inflamatórios centrais ou doenças neuromusculares, como miastenia gravis (fraqueza muscular);

- paralisias faciais com acometimento das funções das pálpebras podem evidenciar tanto doença periférica nervosa ou cerebral por compressão ou vascular como os AVCs;

- globo ocular mais exposto, como se estivesse saindo pra fora, pode significar alguma desiquilíbrio hormonal e pode ser sinal de hipertireoidismo; 

- esclerótica (parte branca dos olhos) amarelada, podendo sinalizar  icterícia, o que sugere doença metabólica do fígado.







Dra. Cláudia Benetti - Formada pela PUC-Campinas, especialista em Oftalmologia pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), pós-graduada em Medicina Chinesa e Acupuntura pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital.


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