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segunda-feira, 18 de julho de 2016

O câncer é uma doença hereditária?



O diagnóstico de câncer causa impacto para o paciente e também para a família. Nesse momento, começa a busca pelos motivos que levaram à ocorrência da doença e uma das dúvidas que podem surgir é: se uma pessoa da minha família teve câncer, eu tenho mais chances de desenvolver a doença?

É preciso saber que o câncer resulta da interação entre fatores ambientais e genéticos do indivíduo, sendo que a maioria está relacionada à exposição a fatores ambientas e que muitas vezes são evitáveis. “Tabagismo, hábitos alimentares, infecções, exposição solar etc são alguns fatores que podem levar à incidência da doença”, destaca Dr. Alexandre Chiari, médico oncologista da Oncomed Belo Horizonte. Também é importante enfatizar que o câncer resulta do crescimento desordenado das células e dos tecidos por motivos muitas vezes desconhecidos. Entretanto, uma parcela pequena dos tumores malignos são considerados hereditários (até 10%).

O câncer de cólon é um exemplo para quem herda a predisposição. Dr. Alexandre Chiari explica que quem tem probabilidade de desenvolvê-lo deve submeter-se, anualmente, a uma colonoscopia para identificar pequenas deformações do tecido, evitando que elas evoluam para o câncer. “É importante que as pessoas saibam que muitos tipos de câncer podem ser curados, desde que diagnosticados em fases iniciais”, afirma.

O câncer de mama é outro exemplo que pode estar relacionado a questões hereditárias, existindo a possibilidade de ser passado, por exemplo, de mãe para a filha. “E quando há a propensão genética, a pessoa deve tomar precauções para prevenir a doença. Por isso, é preciso estar atento os sintomas e fazer consultas periódicas ao médico”, finaliza Dr. Alexandre.



Sobre a Oncomed-BH
A Oncomed-BH, clínica especializada na prevenção e no tratamento das doenças neoplásicas, foi fundada em 1994, em Belo Horizonte. Desde então, realiza um trabalho que envolve cuidados diferenciados e tratamento humanizado a todos os pacientes. São especialistas em oncologia, hematologia, nutrição, clínica da dor, psicologia e cardiologia, além de uma equipe de suporte que realiza um acompanhamento efetivo na prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças.

ABIA expõe em Durban situação da AIDS no Brasil em 2016




"Mito vs Realidade" será lançado nas versões inglês e português

Saiba também o que os especialistas dizem:confira trechos abaixo


 Durante a Conferência Internacional de AIDS, que começa hoje e vai até 22 de julho, em Durban, África do Sul, a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) lançará a publicação “Mito vs Realidade: sobre a resposta brasileira à epidemia de HIV e AIDS em 2016”, no dia 20/07, às 14h, no Global Village. 

Nesta data (20/07), acontece o lançamento simultâneo do “Mito vs Realidade”, em PDF, nas versões em português e inglês nos Observatórios comandados pela ABIA (Observatório Nacional de Políticas de AIDS www.abiaids.org.br e o Global AIDS Policy Watch www.gapwatch.org ). 

Os dados alarmantes sobre o avanço do HIV e da AIDS no Brasil – o país conta mais de 40% de novas infecções na América Latina entre 2010 e 2015 – e que constam no Relatório sobre Prevenção 2016, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e AIDS (UNAIDS), reforçam a iniciativa da ABIA em oferecer ao mundo uma leitura crítica sobre o retrocesso brasileiro. 

Com uma linguagem simples e objetiva, a publicação impressa oferecerá análises contundentes a fim de contribuir para a reconstrução da resposta brasileira à epidemia, outrora exemplar para o mundo. 

Em editorial, a instituição avisa que sua preocupação inclui uma perspectiva global: “Mais do que denunciar a grave situação brasileira e chamar a atenção internacional para o Brasil, a publicação faz um alerta para o momento imperativo que o mundo experimenta hoje no enfrentamento da epidemia de AIDS”. 

Richard Parker, diretor-presidente da ABIA, sintetiza a expectativa com o lançamento do Mito vs Realidade: “Enfim, o UNAIDS recomendou aos países que repensem suas políticas de prevenção. No caso brasileiro, já sabíamos que o que está acontecendo com a epidemia de AIDS é gravíssimo. Os tempos são sombrios, mas é possível retomarmos o caminho de volta para uma resposta eficaz à epidemia. Essa é a nossa expectativa”, afirma. 

Também no dia 19/07, Parker participa da sessão satélite “Pedagogia da Prevenção do HIV: Relembrando o que temos aprendido”, quando será lançada a versão em inglês da publicação “Pedagogia da Prevenção: Reinventando a Prevenção do HIV no século XXI”. A sessão satélite acontecerá no dia 19/07, na Session Room3, no Durban International Center, das 7h às 8h30.

Panorama Brasil 

Para a ABIA, o que acontece no cenário brasileiro fortalece o argumento de que as respostas biomédicas não substituem as respostas sociais. O Brasil abriu mão de construir uma resposta à epidemia utilizando a experiência dos movimentos sociais. 
Na publicação, pesquisadores e ativistas convidados como Sônia Corrêa, Alexandre Grangeiro, Mario Scheffer, VerianoTerto Jr., dentre outros, oferecem um panorama crítico do país à luz da atual conjuntura política e econômica. 

No artigo “A resposta brasileira ao HIV e à AIDS em tempos tormentosos e incertos”, Corrêa faz uma interessante retrospectiva histórica sobre os principais acontecimentos políticos que sedimentaram o caminho para o atual cenário de crise. 
Já Grangeiro oferece uma avaliação realista sobre as diferentes visões (positivas e negativas) relacionadas ao impacto das ações preventivas e do acesso universal aos antirretrovirais no texto “Da estabilização à reemergência: os desafios para o enfrentamento da epidemia de HIV e AIDS no Brasil. 

Descaso                       

Outra análise instigante é feita por Fernando Seffner e Richard Parker no artigo “A neoliberalização da prevenção do HIV e a resposta brasileira à AIDS”. Os autores analisam, por exemplo, que o país tem desperdiçado o conhecimento crítico acumulado de setores essenciais para a construção da resposta à epidemia. As organizações da sociedade civil estão sem apoio financeiro e sem voz em diversas instancias de decisões sobre políticas e ações de resposta ao HIV no país. 

A análise crítica sobre a assistência é feita pelos especialistas Maria Inês Baptistela Nemes e Mario Scheffer, no artigo “Desafios da assistência às pessoas que vivem com HIV e AIDS no Brasil”. Os autores reconhecem que é necessária a recuperação de uma vigorosa resposta assistencial para o país retomar o caminho outrora reconhecido como bem-sucedido. 

Por fim, Veriano Terto Jr, Pedro Villardi e Marcela Vieira no artigo “A luta continua: avanços e retrocessos no acesso aos antirretrovirais no Brasil”, apresentam as conquistas e debatem as ameaças ao programa de acesso universal aos medicamentos no Brasil.

 Leia a seguir, trechos da publicação “Mito vs Realidade: a resposta brasileira à epidemia de HIV e AIDS em 2016 ”, que será lançada no dia 20/07, às 14h, no Global Village (Durban, África do Sul):

 Cenas da AIDS no Brasil em 2016:

 “Está em curso no Brasil uma restauração conservadora de amplas proporções que, entretanto, não deve ser interpretada como fenômeno inesperado. Suas origens podem e devem ser buscadas nos ciclos longos de constituição da formação social e política do país.”
Sonia Corrêa

 “Os esforços para universalizar a testagem no país não se refletiram, na mesma proporção, em um aumento do número de pessoas que iniciam o seguimento clínico nos serviços públicos de saúde (...)o aumento do número de pessoas que iniciaram o uso dos antirretrovirais nos anos de 2010, está mais associado às mudanças do critério de início de tratamento do que ao aumento do diagnóstico e à maior inclusão de pessoas infectadas nos serviços de saúde.”
Alexandre Grangeiro

  “A estratégia de tratamento como prevenção, em suas diferentes modalidades, foi adotada no Brasil a partir do final de 2013, se conjuga com certo raciocínio de ordem liberal (...). Com isso, fornece a pedra de toque para que aqueles que estão infectados pelo HIV e aqueles que possam vir a se infectar sejam lidos apenas como consumidores individuais de medicamentos, com o afrouxamento das estratégias coletivas e das respostas sociais a toda a complexidade da AIDS que (...) é muito mais do que (...) o ponto de vista biomédico.”

Fernando Seffner e Richard Parker

“As maiores ‘perdas’ no contínuo do cuidado após o diagnóstico ocorrem nas ‘etapas’ de retenção e de tratamento, ambas responsabilidade principal dos serviços de assistência.”

 Maria Ines Baptistela Nemes e Mario Scheffer

 “As resistências e as reticências do Ministério da Saúde e de alguns aliados, entre eles profissionais de saúde e gestores mais conservadores, em enfrentar a questão da incorporação de novos medicamentos (...) têm sido uma ameaça à retenção, a médio e longo prazos, das pessoas vivendo com HIV no tratamento e nos serviços de saúde.”



 Veriano Terto Jr, Pedro Villardi
e Marcela Vieira

JULHO VERDE: CÂNCER DE ESOFÂGO, ATINGE QUATRO VEZES MAIS OS HOMENS



Campanhas e ações preventivas são o caminho para diminuir a incidência da doença no mundo

No mês de conscientização do câncer de pescoço e cabeça, o IBCC alerta para o tumor que está em 8° lugar com mais incidência no mundo. A maioria dos casos de câncer de cabeça e pescoço é chamada de carcinoma epirdemóide, esse é o caso do câncer de esôfago.

Quatro vezes mais comum entre os homens do que entre as mulheres, a neoplasia de esôfago é considerada uma das mais perigosas, pois seus sintomas são vagos, levando a um diagnóstico tardio. De acordo com o Dr. Mario Feitoza, cirurgião oncológico do IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, devido aos sintomas vagos, a maioria dos pacientes chegam em consulta apresentado um estágio da doença avançado, dando apenas condições de realizar tratamentos paliativos.

Existem hoje três fatores estritamente ligados ao câncer de esôfago, o tabagismo, o alcoolismo e o mais recente adicionado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é o consumo diário de líquidos a uma temperatura acima 65 graus. De acordo com o Dr. Mario Feitoza, tomar bebidas quentes diariamente pode causar uma inflamação crônica na mucosa não dando a chance de a ver uma regeneração celular, onde pode ocorrer um erro e gerar o câncer de boca, língua e/ou esôfago.

“O tabagismo, etilismo, associado agora ao consumo frequente de bebidas quentes, colocam as pessoas em exposição para o desenvolvimento da doença. São costumes culturais e regionais que fazem aumentar a incidência da doença”– explica o dr. Mario Feitoza oncologista do IBCC.

Embora o câncer de esôfago, na maioria dos casos, não apresente sintomas específicos, o indício mais comum é o problema da deglutição, a sensação de que a comida está presa na garganta, denominada de disfagia. A disfagia é geralmente um sintoma causado por um câncer já em estágio avançado.

Mas como conscientização, o médico explica que alguns sinais de alerta podem antecipar o diagnóstico. “Pessoas que fumam e consomem em excesso bebidas alcoólicas, podem vir a ter rouquidão, anemia, vômitos, falta de apetite, falta de ar e tosse. Neste caso, fazer exames regularmente é fundamental, principalmente quando está exposto a fatores de risco” – previne o cirurgião oncológico.

Independente do estadiamento do câncer de esôfago, o tratamento mais realizado ainda é a cirurgia, o que torna a situação mais delicada e complexa. O procedimento médico também pode incluir radioterapia e quimioterapia. “Em alguns casos utilizamos quimioterapia e a radioterapia antes da cirurgia para diminuir o tamanho do tumor, assim evitamos uma cirurgia mais invasiva e diminuímos alguns riscos que podem surgir” – é o que faz o dr. Mario do hospital IBCC.

Quando a doença está em nível muito evoluído e o tumor não pode ser retirado, é realizado tratamentos paliativos, com o objetivo de dar uma qualidade de vida ao paciente, aliviando os sintomas, como dores e o problema da deglutição. Por se tratar de um câncer de prognóstico reservado e por ter um tratamento altamente invasivo, caso o diagnostico seja tardio haverá menor chance de cura.

A mortalidade desse tipo de tumor só tende a minimizar com a compreensão das pessoas sobre a doença, as principais causas e com o diagnóstico precoce. “Mudar os hábitos culturais e regionais das pessoas não é uma tarefa fácil, porém seria o único meio de prevenção e conscientização para diminuir o alto índice de pessoas que são diagnosticadas com essa doença” – finaliza o Dr. Marcelo A. Calil, diretor-médico do IBCC.



Renata Mello
IBCC

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