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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Saúde mental: suspender medicamentos psiquiátricos por conta própria traz riscos ao paciente

 

 divulgação

Acompanhamento e adesão são importantes no tratamento da depressão; especialistas ouvidos pela Prati-Donaduzzi alertam para riscos da suspensão de medicamentos sem orientação médica

 

Interromper por conta própria o uso de antidepressivos ao perceber melhora dos sintomas pode aumentar o risco de recaída. O alerta ganha espaço durante o Setembro Amarelo, campanha de prevenção ao suicídio. Segundo a psiquiatra Danielle Geiss Santos, embora o suicídio seja um fenômeno complexo e multifatorial, mais de 90% dos casos estão associados a transtornos mentais, como depressão.

A abordagem no tratamento é individual e definida de acordo com as necessidades de cada paciente, podendo envolver diferentes estratégias disponíveis na indústria farmacêutica, como a Prati-Donaduzzi, que mantém entre suas frentes de pesquisa e desenvolvimento medicamentos destinados ao Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo antidepressivos. 

Um dos desafios surge justamente quando o paciente começa a se sentir melhor e pode interpretar a redução dos sintomas como sinal de que a medicação não é mais necessária. “A melhora não significa necessariamente que a vulnerabilidade para uma nova recaída tenha desaparecido. A suspensão precoce pode aumentar o risco de retorno dos sintomas e, dependendo do medicamento e da forma como ele é interrompido, também pode provocar sintomas de descontinuação”, alerta Danielle. 

Efeitos adversos, expectativa de resultados rápidos e receio de dependência estão entre os fatores que também podem prejudicar a adesão ao tratamento. A médica explica que antidepressivos não provocam dependência nos mesmos moldes de substâncias que geram compulsão, embora a retirada abrupta possa causar sintomas de descontinuação. A psiquiatra também chama atenção para o preconceito em torno do tratamento. “O objetivo não é apagar emoções ou transformar a personalidade, mas reduzir sintomas patológicos e permitir que o indivíduo recupere seu funcionamento e sua qualidade de vida”, afirma.
 

Psicoterapia: uma escuta necessária 

Entre as estratégias para o tratamento, a psicoterapia é geralmente a recomendação associada ao medicamento. Para a psicóloga Taynara Doneda, os dois processos devem caminhar juntos, já que a melhora dos sintomas não substitui a necessidade de compreender as questões que fazem parte da história e da rotina do paciente. 

Taynara observa que a medicação pode contribuir para que a pessoa retome atividades, tenha mais disposição e perceba melhora no dia a dia. A psicoterapia amplifica esse cuidado ao favorecer o autoconhecimento. “Ele não conhece a própria vida, não conhece os próprios limites, não sabe responder perguntas simples acerca de si mesmo", pontua. 

A especialista alerta ainda que a prevenção em saúde mental não deve ocorrer apenas diante de uma crise. "Quando aparentemente está tudo bem, também é importante, e é nesse acompanhamento contínuo que a pessoa pode compreender melhor o que determinadas situações representam em sua vida, reconhecer suas necessidades e 'aprender a pedir ajuda'", conclui.
  
 

Prati-Donaduzzi


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