• Tecnologias antifraude impediram mais de 100 mil tentativas de fraude, evitando um prejuízo de mais de R$ 92 milhões;
• Ticket médio dos pedidos fraudulentos chegou a R$ 838,88, valor 51,2% superior ao dos pedidos legítimos;
• Celulares apresentaram risco de
fraude de 4,52%, índice mais de cinco vezes superior à média registrada no mês.
Mais de 100 mil
fraudes em pagamentos realizados em e-commerces foram barradas em apenas um mês
no Brasil. Em julho, tecnologias antifraude impediram 108.881 transações
fraudulentas, que poderiam representar um prejuízo de R$ 92,2 milhões caso
fossem concretizadas, segundo dados do Mapa da Fraude da Serasa Experian,
primeira e maior datatech do Brasil. O montante equivale a quase R$ 3 milhões
em perdas potenciais evitadas por dia ao longo do período.
Em média, mais
de 3,5 mil tentativas de fraude foram bloqueadas diariamente durante os 31 dias
de julho. Além do volume, o valor envolvido nas transações fraudulentas também
chama atenção: o ticket médio das tentativas de fraude foi de R$ 838,88,
enquanto o dos pedidos legítimos ficou em R$ 554,87. As compras identificadas
como fraudulentas apresentaram valor médio 51,2% superior ao das transações
consideradas legítimas.
“Os dados
evidenciam o impacto que a fraude transacional pode gerar para o comércio
eletrônico. Além de buscar brechas para realizar compras indevidas, com cartões
roubados ou dados de terceiros usados indevidamente, os fraudadores tentam
maximizar o retorno dessas ações por meio de transações de maior valor”, afirma
o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, Rodrigo
Sanchez. “Por isso, a capacidade de analisar cada transação de forma
inteligente e identificar comportamentos suspeitos sem criar barreiras
desnecessárias para os bons clientes é fundamental para proteger a operação e,
ao mesmo tempo, preservar a experiência de compra”, completa.
Segmento
de “Beleza” liderou como principal alvo das tentativas, mas celulares tiveram
risco mais de cinco vezes superior à média
No ranking das categorias com maior quantidade de tentativas de fraude no comércio eletrônico em julho, “Beleza” ocupou a primeira posição, com 10.901 registros, seguida por “Saúde” (6.835) e “Calçados” (6.013). O comportamento mantém essas categorias entre aquelas que concentram maior volume de investidas fraudulentas, como visto nos meses anteriores.
O
cenário muda, porém, quando a análise considera o risco de fraude, ou seja, a
proporção de transações identificadas como fraudulentas em relação ao total
analisado em cada categoria. Enquanto a média registrada pelos e-commerces em
julho foi de 0,8% de risco, a categoria de “Celulares” atingiu 4,52%, índice
5,6 vezes maior que o patamar geral. Na sequência aparecem “Eletrônicos” (risco
de 3,34%, índice 316,5% acima da média), e “Acessórios Eletrônicos”, com 2,29%,
resultado 185,6% superior ao risco registrado no mês.
Sanchez explica,
ainda, que os números reforçam a importância de observar diferentes indicadores
para compreender a exposição das operações às fraudes. “Uma categoria com
grande quantidade de tentativas fraudulentas não necessariamente é aquela com
maior risco proporcional, já que o volume total de pedidos também influencia
essa relação”, avalia o diretor da datatech.
Categoria de Saúde concentra quase R$ 5,5 milhões em perdas potenciais evitadas
Quando o recorte
considera o impacto financeiro das tentativas bloqueadas, “Saúde” aparece na
primeira posição. Somente em julho, as tecnologias antifraude evitaram
aproximadamente R$ 5,5 milhões em perdas potenciais relacionadas a transações
da categoria. “Beleza” ficou na segunda colocação, com R$ 3,14 milhões em
potenciais prejuízos evitados, seguida por “Eletrodomésticos”, com R$ 3,09
milhões.
Os diferentes
rankings mostram que o impacto das fraudes no e-commerce pode ser observado sob
perspectivas complementares. “Fraude transacional não deve ser analisada apenas
pelo número de ocorrências. É necessário entender o risco de cada operação, o
comportamento do consumidor, o valor envolvido e as características específicas
de cada segmento. A combinação dessas informações permite decisões mais
precisas e ajuda o e-commerce a bloquear uma tentativa de fraude sem impedir
uma compra legítima”, explica o executivo.
Tecnologia
como aliada da segurança e da conversão
Em um ambiente
de compras cada vez mais digital, a prevenção à fraude precisa acompanhar toda
a jornada de pagamento. O uso combinado de dados, inteligência analítica e
tecnologias capazes de identificar comportamentos suspeitos permite que
empresas reduzam perdas financeiras e protejam consumidores sem aumentar
desnecessariamente a fricção nas transações legítimas.
Para Sanchez,
uma estratégia eficiente de prevenção também precisa considerar o equilíbrio
entre segurança e conversão. “A análise precisa do risco ajuda a evitar tanto a
aprovação de transações fraudulentas quanto a recusa de bons clientes,
permitindo que o e-commerce proteja receita enquanto oferece uma experiência de
compra mais fluida”, finaliza o diretor da datatech.
Dicas
para consumidores evitarem golpes no e-commerce
• Desconfie de
ofertas com preços muito abaixo da média do mercado, especialmente em links
recebidos por redes sociais, SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem;
• Verifique se o
site é oficial antes de inserir dados pessoais ou informações de pagamento,
observando URL, reputação da loja e canais de atendimento;
• Evite clicar
em links patrocinados ou enviados por terceiros sem checar se direcionam para o
endereço verdadeiro da marca;
• Dê preferência
a compras em lojas, marketplaces e aplicativos reconhecidos ou já utilizados
anteriormente;
• Nunca
compartilhe senhas, códigos de autenticação, dados de cartão ou documentos fora
dos canais oficiais da empresa;
• Use senhas
fortes e diferentes para cada cadastro, além de autenticação em dois fatores
sempre que disponível;
• Desconfie de
pedidos de pagamento fora da plataforma de compra, como transferências diretas
para pessoas físicas;
• Acompanhe o
status dos pedidos somente nos canais oficiais da loja ou marketplace;
• Mantenha
celular, computador e aplicativos atualizados para reduzir vulnerabilidades de
segurança;
• Monitore com
frequência movimentações no CPF, cartão e contas digitais para identificar
rapidamente qualquer uso indevido dos dados.
Dicas
para empresas prevenirem fraudes no e-commerce
• Adote uma
estratégia antifraude em camadas, combinando análise cadastral, autenticação,
biometria, comportamento transacional e inteligência de dispositivo;
• Monitore em
tempo real pedidos com sinais de risco, como divergência de dados, múltiplas
tentativas de compra, uso recorrente de cartões distintos ou endereços
suspeitos;
• Reforce a
análise em categorias com maior atratividade para fraudadores, como produtos de
alto giro, maior valor agregado e fácil revenda;
• Use modelos
preditivos e regras dinâmicas para ajustar a prevenção conforme mudanças no
comportamento de fraude;
• Equilibre
segurança e experiência do usuário para evitar bloqueios indevidos de
consumidores legítimos;
• Invista na
qualidade dos dados usados nas validações, garantindo informações atualizadas e
consistentes para tomada de decisão;
• Aplique
autenticação adicional apenas em etapas críticas ou transações com maior risco,
reduzindo fricção desnecessária;
• Monitore
indicadores como chargeback, tentativa de recompra suspeita, comportamento por
dispositivo e recorrência de endereços de entrega;
• Mantenha
equipes de risco, atendimento e tecnologia alinhadas para responder rapidamente
a novos padrões de golpe;
• Oriente
consumidores sobre canais oficiais de compra, comunicação e pagamento,
reduzindo o impacto de páginas falsas e engenharia social.
Experian
experianplc.com

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