De recifes de corais à proteção da fauna marinha, iniciativas apoiadas pelo Grupo Luck mostram como empresas e viajantes podem participar da conservação dos lugares que sustentam a atividade turística
Todos os anos, milhões de viajantes chegam ao
Nordeste atraídos por piscinas naturais, recifes de corais, praias, ilhas e
pela biodiversidade que faz da região um dos principais destinos turísticos do
Brasil. Mas, à medida que cresce o interesse por conhecer esses lugares, cresce
também uma questão para quem vive do turismo: como garantir que os patrimônios
naturais que atraem visitantes hoje continuem preservados para as próximas
gerações?
Para o Grupo Luck, que completa 66 anos de atuação
no turismo em 2026, essa discussão passa pelo reconhecimento de que a
conservação dos destinos não pode estar dissociada da própria atividade
turística. Afinal, praias, mares, fauna e ecossistemas preservados não são
apenas cenários de uma viagem: são parte da experiência que movimenta toda uma
cadeia econômica e social no Nordeste.
Essa visão vem se materializando em diferentes
iniciativas ambientais apoiadas pela companhia. Em 2025, o Grupo Luck
contabilizou sete ações de conservação ambiental e conscientização ecológica,
relacionadas à preservação da biodiversidade, educação ambiental e promoção do
turismo sustentável.
“Quando uma empresa trabalha diretamente com
destinos, existe uma responsabilidade que vai além de levar o visitante para
conhecê-los. Precisamos contribuir para que esses lugares continuem preservados
e para que o próprio turista compreenda o papel que também pode exercer nessa
jornada. Cuidar dos destinos é cuidar das comunidades, das experiências e do
futuro do turismo”, afirma Gustavo Luck, CEO do Grupo Luck.
Turistas que ajudam a cuidar
dos corais
Em Pernambuco, uma das iniciativas ajuda a
demonstrar como o visitante pode deixar de ser apenas espectador e participar
da conservação do lugar que escolheu conhecer.
Por meio da parceria com a Biofábrica de Corais, a
Luck participa do Programa de Adoção de Corais, aproximando turistas de um
trabalho dedicado à recuperação e conservação dos ambientes recifais. Segundo o
Relatório ESG do Grupo Luck, 1.360 corais foram adotados com apoio da empresa e
de seus turistas. A dimensão do projeto vai além: a Biofábrica já contabiliza
mais de 16 mil corais cultivados, mais de 1 milhão de pessoas impactadas e 8,5
mil estudantes engajados em suas ações.
A iniciativa cria uma relação diferente entre
turismo e conservação. O mesmo ambiente marinho que motiva a viagem e
proporciona algumas das experiências mais procuradas no litoral pernambucano
passa a ser também objeto de cuidado e conscientização.
“Existe uma força muito grande quando conseguimos
aproximar o viajante da conservação. Ele deixa de enxergar aquele ambiente
apenas como um cenário bonito para entender que existe um ecossistema vivo, que
precisa ser protegido. Essa conscientização também faz parte da experiência
turística que queremos estimular”, acrescenta Gustavo.
Cada destino exige um tipo de
cuidado
Em Fernando de Noronha a biodiversidade marinha
ocupa novamente o centro das iniciativas. Na ilha, a Luck apoia o Projeto
Tamar, o Projeto Golfinho Rotador e o ICMBio, disponibilizando cortesias em
transfers e passeios como forma de contribuir com a atuação das instituições
ligadas à conservação e ao monitoramento ambiental.
Em Maceió, o trabalho assume outras
características. Entre as iniciativas registradas estão campanhas de
conscientização com turistas sobre descarte correto de resíduos e preservação
ambiental, ações realizadas com catadores da Vila Emater e parceria com a
Coopvila.
Os exemplos mostram que não existe uma única
fórmula para incorporar a sustentabilidade à atividade turística. As
necessidades mudam de acordo com o território e podem envolver desde
biodiversidade e conservação marinha a educação ambiental, resíduos e
fortalecimento de iniciativas locais.
Para a Luck, esse olhar também passa por
compreender que destino turístico não é apenas paisagem. É um território
formado por recursos naturais, cultura, economia e, principalmente, pelas
pessoas que vivem nele. Por isso, o compromisso declarado pelo grupo envolve
fortalecer o turismo sustentável no Nordeste, valorizar a cultura local,
contribuir para a economia regional e respeitar o meio ambiente.
Do compromisso ambiental à
estratégia do negócio
Em 2026, esse movimento ganhou uma nova dimensão
com a adesão do Grupo Luck à Rede Brasil do Pacto Global da ONU, iniciativa que
conecta empresas a uma agenda de desenvolvimento sustentável baseada nos Dez
Princípios do Pacto Global e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da
Agenda 2030.
No primeiro mapeamento ESG realizado pela
companhia, foram identificadas iniciativas relacionadas a 15 dos 17 Objetivos
de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o equivalente a 88,2% deles.
A adesão ao Pacto Global funciona além de uma
certificação ambiental, representando um compromisso de evolução contínua da
atuação empresarial em temas relacionados a direitos humanos, trabalho, meio
ambiente e combate à corrupção. No eixo ambiental, o desafio é especialmente
conectado à natureza do próprio negócio: não há turismo de longo prazo sem
destinos capazes de continuar despertando o desejo de viajar.
“Nosso negócio depende diretamente da qualidade dos
lugares onde atuamos. Quando contribuímos para preservar um recife, proteger a fauna,
conscientizar um turista ou apoiar quem trabalha pela conservação, estamos
ajudando a cuidar de um patrimônio que pertence ao destino e às pessoas que
vivem nele. Existe também uma responsabilidade empresarial em fazer com que o
crescimento do turismo caminhe junto com a preservação”, destaca Gustavo Luck.
Uma experiência que deixa algo
positivo para os dois lados
A discussão ganha ainda mais importância à medida
que o turismo cresce e novos viajantes descobrem destinos do Nordeste. Mais
visitantes significam oportunidades de geração de emprego, renda e
desenvolvimento regional, mas também ampliam a necessidade de planejamento,
conscientização e cuidado com os territórios.
Nesse cenário, a relação entre viajante, empresa e
destino passa a ocupar um lugar central. Para o Grupo Luck, proporcionar uma
boa experiência não significa apenas aquilo que o turista leva da viagem, mas
também considerar aquilo que sua passagem deixa no lugar visitado. A proposta é
avançar de uma lógica em que o destino é apenas consumido para uma relação em
que toda a cadeia reconheça seu papel na conservação.
“Queremos que o turismo seja positivo para quem
viaja e também para quem recebe. O visitante leva memórias, conhecimento e
experiências, mas o destino precisa permanecer fortalecido depois que ele vai
embora. É essa jornada que queremos ajudar a construir”, finaliza Gustavo Luck.


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