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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Existem alimentos que protegem a tireoide? Saiba o que realmente faz a diferença

 Uma alimentação variada e equilibrada permite o consumo de todos os nutrientes necessários para o pleno funcionamento da glândula e do corpo em geral

 

Já é consenso que ultraprocessados, frituras, açúcar e álcool fazem mal à saúde, mas, será que existem alimentos que trazem benefícios à tireoide, aproveitando o ensejo deste Setembro Azul e Rosa, mês dedicado à conscientização sobre as doenças ligadas à glândula? A ciência mostra que sim! Uma alimentação variada e equilibrada permite o consumo de todos os nutrientes necessários para o pleno funcionamento da tireoide e do corpo em geral, entre eles, iodo, selênio, ferro, zinco, magnésio, vitaminas do complexo B e vitaminas A e E. 

De acordo com o médico oncologista do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS), o Dr. Humberto Matos, o iodo é fundamental para o bem-estar da tireoide, pois a glândula necessita da substância para sintetizar os hormônios T3 e T4, que participam da regulação do metabolismo, garantindo, assim, o funcionamento correto do coração, a saúde óssea, o controle da temperatura corporal, o crescimento, a memória e até a fertilidade. 

Apesar de recomendar o consumo equilibrado do iodo, o especialista adverte que um dos principais mitos envolvendo a substância gira em torno do fato de que, para cuidar da tireoide, as pessoas precisam tomar suplementos à base do nutriente. “No Brasil, o sal de cozinha é iodado, justamente, para prevenir a deficiência dessa substância. O consumo ideal para um adulto corresponde a 0,15 miligramas ao dia”, complementa. 

Porém, nem só de iodo vive a tireoide. O médico comenta que o selênio também é essencial para o funcionamento da glândula, porque participa da metabolização dos hormônios tireoidianos, além de agir como antioxidante, preservando o equilíbrio do sistema imunológico. Entre os alimentos ricos em selênio, estão: carnes, peixes, frutos do mar, castanhas - em particular, a castanha-do-pará -, nozes, ovos, grãos integrais e leguminosas. 

Vale reforçar que uma alimentação equilibrada, associada a uma rotina de vida saudável, protege não só a tireoide, mas a saúde em geral. “A minha recomendação é de evitar alimentos ultraprocessados ou que possam ser pró-inflamatórios ao organismo, como frituras, fast food, açúcar e álcool, bem como a de combater o estresse excessivo, a obesidade, o tabagismo e o etilismo”, acrescenta.
 

Mas, afinal, quais são as doenças da tireoide? 

As doenças da tireoide podem ser divididas pela atividade da glândula. No hipotireoidismo, os sintomas mais comuns são: fadiga, ganho de peso, lentificação de movimentos e fala, intolerância ao frio, constipação, bócio e distúrbios reprodutivos. No hipertireoidismo, há queixas de intolerância ao calor, tremor, palpitação, ansiedade, perda de peso e aumento da frequência de evacuações. 

Uma grande parcela da população apresenta nódulos tireoidianos, facilmente identificados por ultrassonografia. Na sua maioria, eles são de origem benigna, mas devem sempre ser acompanhados por um especialista, que indicará o intervalo correto para a realização de ultrassom de acompanhamento.

 

Instituto de Oncologia de Sorocaba
  

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