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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Especialista alerta que halitose persistente, principalmente quando acompanhada de outras alterações na boca ou garganta, deve ser avaliada por um profissional de saúde


O mau hálito é frequentemente associado à higiene bucal, mas nem sempre sua causa está apenas nos hábitos de escovação. No Dia Nacional de Combate à Halitose, celebrado em 22 de setembro, especialistas chamam a atenção para a importância de investigar o problema quando ele é persistente ou aparece acompanhado de outras alterações na boca e na garganta. Embora a halitose, isoladamente, não signifique a presença de um câncer, o sintoma pode fazer parte do conjunto de manifestações de algumas doenças da região de cabeça e pescoço. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) inclui o mau hálito persistente entre os possíveis sinais associados a tumores da região, especialmente quando acompanhado de sintomas como dificuldade para engolir, dor na língua ou presença de nódulo no pescoço. 

“O mau hálito é muito comum e, na maioria das vezes, está relacionado a condições que podem ser tratadas, como problemas periodontais, alterações na língua ou boca seca. O ponto de atenção é quando ele persiste apesar dos cuidados habituais ou aparece associado a outros sintomas. Nesses casos, é importante procurar avaliação profissional para identificar a causa”, explica a Dra. Aline Viana, médica cirurgiã e diretora de comunicação da SBCCP. 

A atenção é relevante diante da incidência dos tumores que acometem a região. Segundo a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 17.190 novos casos de câncer da cavidade oral por ano, incluindo tumores de lábio, língua e cavidade oral. A doença é mais frequente entre homens: são estimados 12.260 casos anuais no sexo masculino, contra 4.930 entre mulheres. 

Além do mau hálito persistente por mais de três semanas, alguns sinais devem ser observados, principalmente quando permanecem por semanas: feridas na boca que não cicatrizam, manchas brancas ou avermelhadas, dor ou dificuldade para engolir, rouquidão persistente, dor na garganta, alteração na voz e presença de caroço ou nódulo no pescoço. “Mais importante do que associar automaticamente o mau hálito ao câncer é entender que alterações persistentes na boca e na garganta não devem ser normalizadas. O diagnóstico precoce permite identificar a causa do sintoma e, quando existe uma doença mais séria, aumenta as possibilidades de tratamento em fases iniciais”, afirma Aline. 

A especialista reforça ainda que a avaliação pode começar com um dentista ou médico, dependendo dos sintomas apresentados. A investigação adequada é fundamental para diferenciar uma causa comum de halitose de outras condições que necessitam de acompanhamento específico.



Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço - SBCCP
sbccp.org.br


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