• Micro
e pequenas empresas registraram alta de 10,5%, a maior entre os portes;
•
Todos os setores apresentaram crescimento na demanda por crédito, com destaque
para “Serviços” (16,0%) e “Agropecuária (14,6%);
•
Mato Grosso do Sul (27,8%), Roraima (21,9%) e Paraíba (18,6%) lideraram os
avanços entre os estados.
A busca das empresas brasileiras por recursos financeiros registrou crescimento de 10,4% no acumulado dos últimos 12 meses até julho, segundo o Indicador de Demanda das Empresas por Crédito da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na análise por porte, as micro e pequenas empresas (MPEs) apresentaram a maior variação, de 10,5%. Na sequência, aparecem as grandes empresas (8,5%) e as médias (7,3%).
Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, a manutenção da demanda em alta ocorre em um momento particularmente desafiador para as empresas. “Mesmo com a taxa de juros ainda em patamar bastante restritivo, a demanda das empresas por crédito continua crescendo. Esse movimento mostra a importância que o crédito segue tendo para a manutenção do capital de giro e do fluxo de caixa em um cenário de desaceleração da atividade econômica. Ao mesmo tempo, a concessão vem perdendo ritmo e as instituições financeiras estão mais criteriosas diante do aumento da percepção de risco. Por isso, temos uma combinação em que as empresas continuam demandando recursos, mas encontram condições financeiras ainda bastante restritivas para acessar esse crédito”, explica. Veja o detalhamento no gráfico e tabela abaixo:
“A maior demanda
entre as micro e pequenas empresas está relacionada também à própria estrutura
financeira desses negócios. Em geral, elas possuem menor disponibilidade de
caixa e dependem mais do crédito para financiar o capital de giro e manter a
operação. Em um ambiente de juros ainda elevados e desaceleração da atividade
econômica, essa necessidade se torna mais relevante, especialmente porque
empresas menores têm menos alternativas de financiamento e menor capacidade de
negociação de prazos e custos do que companhias de maior porte”, analisa a
economista-chefe da datatech.
Serviços lideraram crescimento da demanda por crédito
Na análise por setores, todas as categorias registraram crescimento no acumulado dos últimos 12 meses até julho. “Serviços” apresentou a maior variação, de 16,0%, seguido pela “Agropecuária” (14,6%), “Indústria” (8,2%) e “Comércio” (6,0%).
“O avanço da demanda por crédito em todos os setores da economia mostra que a necessidade de financiamento segue elevada entre as empresas brasileiras. O fato de o crescimento ter sido disseminado entre os setores sugere que essa demanda está associada a desafios financeiros e operacionais presentes em diferentes segmentos da economia”, afirma Camila.
Mato Grosso do Sul lidera avanço entre os estados
Na análise por Unidades Federativas (UFs), todas registraram crescimento da procura empresarial por crédito no acumulado dos últimos 12 meses até julho. Mato Grosso do Sul (27,8%) apresentou a maior variação do país, seguido por Roraima (21,9%) e Paraíba (18,6%). Na sequência aparecem Amazonas (14,5%) e Mato Grosso (14,4%). Na outra ponta, os menores crescimentos foram observados no Rio de Janeiro (2,2%), Espírito Santo (6,2%) e Pernambuco (6,8%).
Variação anual acelerou e chegou em 17,6%
Na comparação
entre julho de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, a demanda das empresas por
crédito registrou alta de 17,6%. Entre os portes, as micro e pequenas empresas
apresentaram crescimento de 17,9%, seguidas pelas grandes (8,5%) e médias
(4,2%). Na análise por setores, “Serviços” registrou a maior variação anual, de
29,0%, seguido pela “Agropecuária” (13,4%), “Indústria”
Camila explica,
ainda, que a aceleração observada na comparação anual reforça que a procura das
empresas por crédito permanece forte, mas é importante analisar esse movimento
dentro do contexto econômico atual. “A atividade vem entrando em uma trajetória
de desaceleração e os juros, mesmo após os cortes promovidos ao longo do ano,
continuam em um nível elevado, o que mantém alto o custo de financiamento e de
rolagem das dívidas. Para as empresas, especialmente as menores, isso aumenta a
importância do crédito para sustentar a operação em um momento em que o fluxo
de caixa tende a ficar mais pressionado. Além disso, o segundo semestre
adiciona incertezas relacionadas ao cenário eleitoral e internacional, que
podem aumentar a volatilidade dos mercados e manter as condições financeiras restritivas
por mais tempo”, finaliza a economista da datatech.
Para conferir
mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.
Metodologia
do indicador
O Indicador
Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crédito é construído a partir de
uma amostra significativa de CNPJs, consultados mensalmente na base de dados da
Serasa Experian em processos de avaliação para concessão de crédito. Por isso,
ele captura a intenção ou busca por crédito, mas não significa necessariamente
que a operação tenha sido aprovada ou efetivamente contratada. A quantidade de
CNPJs consultados, especificamente nas transações que configuram alguma relação
creditícia entre empresas e instituições do sistema financeiro ou empresas não
financeiras, é transformada em número índice (média de 2024 = 100). O indicador
é segmentado por UF, setor e porte.
experianplc.com






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