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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Vacinação na terceira idade: mitos ainda colocam idosos em risc

A Semana Mundial da Imunização, celebrada anualmente,
surge como um importante momento para
reforçar essa conscientização
(Crédito da imagem: Hully Paiva/SMCS)

Semana Mundial da Imunização reforça a importância da conscientização


“Vacina causa doença”, “já sou idoso, não preciso mais me vacinar” ou ainda “me vacinei quando jovem, então estou protegido”. Frases como essas ainda circulam com frequência, especialmente nas redes sociais, e ajudam a explicar por que muitos idosos permanecem desprotegidos contra doenças graves e evitáveis.

Apesar dos avanços da ciência, a desinformação segue como um dos principais obstáculos à adesão vacinal. Segundo o infectologista Felipe Moreno, médico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), é fundamental combater essas crenças equivocadas. “As vacinas são feitas justamente para prevenir formas graves. Eventos adversos graves são extremamente raros, e o risco da doença é muito maior”, afirma.

Ele também reforça que a ideia de que idosos não precisam mais se vacinar está completamente equivocada. “Quando na verdade, é exatamente o contrário: é quando mais precisa”, destaca. Outro erro comum é acreditar que a imunização feita na juventude é suficiente. “Muitas vacinas exigem reforços ao longo da vida para manter a proteção”, completa.

A Semana Mundial da Imunização, celebrada anualmente, surge como um importante momento para reforçar essa conscientização. Embora ainda exista a percepção de que a vacinação é um cuidado restrito à infância, especialistas alertam que ela deve acompanhar o indivíduo ao longo de toda a vida. “A vacinação não é uma estratégia apenas da infância, ela acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida”, explica Moreno.

Com o avanço da idade, o organismo passa por um processo natural chamado imunossenescência, caracterizado pela redução da capacidade do sistema imunológico de responder a infecções. Isso torna os idosos mais vulneráveis não apenas ao contágio, mas também a complicações mais graves.

“Ou seja: o idoso não só fica mais suscetível a doenças, como também tem maior risco de evoluir com formas graves, internação e até óbito. A vacina, nesse contexto, é uma das ferramentas mais eficazes de prevenção”, afirma o infectologista.


Vacinas essenciais para a terceira idade

Entre as principais recomendações para idosos, destacam-se:


Influenza (gripe) – dose anual

COVID-19 – conforme calendário atualizado de reforços

Vacinas pneumocócicas – prevenção de pneumonia e complicações

Herpes-zóster – reduz risco da doença e da dor crônica associada

dT ou dTpa (difteria e tétano, com ou sem coqueluche) – reforço a cada 10 anos

Dependendo do histórico de saúde e do estilo de vida, outras vacinas podem ser indicadas, como hepatite B e febre amarela (com avaliação individual de risco-benefício).

Riscos da vacinação em atraso

A ausência ou atraso na vacinação pode trazer consequências significativas. Além do impacto individual, como maior risco de hospitalizações e agravamento de doenças, há reflexos coletivos importantes. “Quando o idoso não está com a vacinação em dia, ele fica exposto a doenças potencialmente graves. E o impacto não é apenas individual: há também aumento de internações, sobrecarga do sistema de saúde e perda de qualidade de vida”, finaliza Dr. Felipe.

  

Hospital Evangélico de Sorocaba


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