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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Semana Santa: cuidados ao consumir pescados vão além de alergias

Com a chegada da Semana Santa, especialistas reforçam o alerta para os riscos de intoxicação alimentar, problema mais comum do que se imagina e, na maioria das vezes, evitável

 

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou cerca de 70 mil internamentos por intoxicação alimentar em 2025. O dado acende um sinal de atenção para os cuidados com armazenamento, preparo e consumo de alimentos, especialmente os frutos do mar, muito consumidos nessa época do ano.

O médico infectologista Igor Wesland, professor da Afya Garanhuns, explica que o primeiro cuidado começa antes mesmo do preparo. “O primeiro passo é ter um bom fornecedor. Tudo passa pela conservação do produto após a pesca. É importante observar o cheiro, a coloração e a consistência da carne do pescado”, orienta.

O especialista também chama atenção para riscos comuns dentro de casa. “Ao preparar, é fundamental não deixar o alimento exposto e, caso precise manipular com a mãos, realizar a higiene adequada, devido ao risco de contaminação por insetos como moscas, além do desenvolvimento de infecções e intoxicações alimentares”, explica.

Os sinais de intoxicação alimentar podem surgir horas após o consumo e variam de intensidade. Entre os mais comuns estão mal-estar, náuseas, vômitos e diarreia. “Em casos mais graves, os sintomas podem piorar com o tempo e ocorrer até desidratação. Sempre é importante procurar atendimento médico ao desconfiar de intoxicação alimentar”, alerta o infectologista.

Além da contaminação, o consumo de pescados também pode desencadear reações alérgicas, que costumam ser mais rápidas e intensas. “Elas costumam ser agudas e surgem logo após o contato com o alimento (não obrigatoriamente o ingerido). Tosse, falta de ar, sensação de sufocamento, manchas pelo corpo e inchaço na língua e na garganta podem ocorrer”, destaca Igor.

Saiba o que fazer em caso de alergia a frutos do mar:

- Interrompa o consumo imediatamente ao perceber qualquer reação;
- Observe os sintomas: coceira, manchas na pele, inchaço, náuseas ou dificuldade para respirar;
- Em casos leves, o uso de antialérgicos pode ajudar, desde que já haja orientação médica;
- Se houver histórico de alergia grave, utilize a caneta de adrenalina (epinefrina), se disponível;
- Procure atendimento médico imediatamente, principalmente se os sintomas evoluírem;
- Acione o SAMU (192) em situações de urgência, como falta de ar ou desmaio;
- Não subestime os sinais: reações alérgicas podem se agravar rapidamente.


Afya
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