Anderson Garcia, Head de Inovação da Global Tech Institute, aponta que avanço da inteligência artificial está mudando o perfil profissional e exigindo novas habilidades no mercado
O avanço da inteligência artificial e
ferramentas como o ChatGPT tem acelerado a demanda por profissionais de
tecnologia no Brasil e transformado o perfil das contratações no país. Segundo
levantamento publicado pela Forbes, 68% das empresas brasileiras pretendem
ampliar suas equipes na área em 2026, impulsionadas pela digitalização e
automação dos negócios.
Esse movimento reflete uma mudança
estrutural no mercado de trabalho, em que a tecnologia deixa de ser um setor
isolado e passa a impactar todas as áreas das empresas, da operação ao
estratégico. A tendência é que habilidades ligadas à análise de dados,
inteligência artificial e automação se tornem cada vez mais valorizadas.
Para Anderson Garcia, Head de Inovação
da Global Tech Institute, o crescimento está diretamente ligado à popularização
de ferramentas de IA generativa. “O ChatGPT e outras soluções de inteligência
artificial deixaram de ser experimentais e passaram a fazer parte da rotina das
empresas, aumentando a produtividade e criando novas demandas por profissionais
qualificados”, afirma.
Segundo o especialista, o cenário
também traz um desafio para o mercado: a falta de mão de obra preparada. “Não é
apenas sobre contratar mais, mas sobre encontrar profissionais que saibam
trabalhar com tecnologia de forma estratégica. Existe uma lacuna entre a
velocidade da inovação e a qualificação disponível”, explica.
Além disso, Garcia destaca que o perfil
do profissional está mudando rapidamente. “Hoje, não basta ter conhecimento
técnico. As empresas buscam pessoas que consigam integrar tecnologia ao
negócio, tomar decisões com base em dados e utilizar ferramentas como o ChatGPT
para otimizar processos”, diz.
A tendência, segundo ele, é de um
mercado mais competitivo e exigente nos próximos anos. “Quem souber usar a
inteligência artificial como aliada terá vantagem. A tecnologia não substitui
profissionais, mas amplia a capacidade de quem está preparado para utilizá-la”,
conclui.

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