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| Cão Lenon, mascote do Bom Comportamento, por meio de palestras informativas, junto da diretora Siona, reforça as lições sobre respeito Divugação |
Prevenção ao bullying exige ação contínua de escolas e famílias
O combate ao
bullying nas escolas exige uma atuação estruturada, preventiva e integrada
entre instituição de ensino e famílias. A avaliação é da psicóloga e educadora
parental Marcella Andretta Wistuba, do Colégio Santo Anjo, que destaca a
importância de identificar sinais precoces e promover uma cultura de respeito
no ambiente escolar.
De acordo com a
especialista, o bullying é caracterizado por comportamentos intencionais e
repetitivos de violência, que podem se manifestar por agressões físicas,
verbais, exclusão social ou exposição, inclusive no ambiente digital,
denominado cyberbullying. “Não se trata de um episódio isolado, mas de uma
dinâmica recorrente, geralmente marcada por desequilíbrio de forças”, explica.
Consequências no desenvolvimento emocional e rendimento escolar
As consequências
do bullying podem ser profundas e duradouras. Segundo Marcella, os efeitos
atingem diretamente o desenvolvimento emocional e o desempenho escolar das
vítimas. Entre os principais sinais, estão queda no rendimento, dificuldade de
concentração, desmotivação e isolamento social.
“Também podem
surgir sintomas de ansiedade e depressão, além de alterações de humor, como
irritabilidade. Em muitos casos, o aluno passa a evitar a escola”, afirma.
Segundo a
psicóloga, quando não há intervenção adequada, os prejuízos deixam de ser
pontuais e passam a comprometer a vida social e emocional da criança ou
adolescente.
Sinais exigem atenção de educadores e famílias
A identificação
precoce é um dos principais desafios no enfrentamento ao bullying. Mudanças de
comportamento costumam ser os primeiros indícios. “Alunos mais retraídos, com
medo de determinadas situações ou colegas, além de queixas físicas frequentes,
como dores de barriga sem causa aparente, podem ser demonstrações de que esses
estudantes estão enfrentando bullying”, observa.
A psicóloga
ressalta que o diálogo aberto e a escuta ativa podem ser considerados antídotos
para combater esse tipo de violência. “Nem sempre o aluno verbaliza diretamente
o que está acontecendo. Por isso, o olhar atento dos adultos faz toda a
diferença”, destaca.
Cultura de prevenção
No ambiente
escolar, o enfrentamento ao bullying deve ser contínuo e estruturado. Entre as
estratégias apontadas, estão o desenvolvimento de projetos socioemocionais, o
estímulo à empatia, ao respeito e à resolução pacífica de conflitos, além da
capacitação de professores e colaboradores.
Quando casos são
identificados, a escola deve agir com rapidez e responsabilidade. Isso
significa atitudes como acolhimento à vítima, apuração dos fatos,
acompanhamento dos envolvidos e envolvimento das famílias. Medidas
institucionais também podem ser aplicadas, sempre com foco na responsabilização
e na prevenção de novas ocorrências.
Papel dos pais é decisivo na formação de valores
A prevenção também
passa pelo ambiente familiar. Para Marcella, os pais têm papel central na
formação de valores e comportamentos. “É preciso incentivar o respeito, a
empatia e ensinar as crianças, desde cedo, a lidar com frustrações sem recorrer
à agressividade”, orienta.
Além disso, é
importante acompanhar o comportamento dos filhos, inclusive no ambiente
digital, e estabelecer regras e limites claros. Brincadeiras ofensivas e
apelidos depreciativos, muitas vezes naturalizados, podem causar sofrimento e
devem ser desencorajados.
Cyberbullying amplia
o desafio
No ambiente
virtual, os sinais podem ser mais sutis. Mudanças no uso de dispositivos, reações
emocionais após acessar redes sociais e isolamento são alguns indicativos de
que algo não vai bem. “O adolescente pode evitar o celular ou, ao contrário,
ficar excessivamente conectado, demonstrando ansiedade. Também é comum
apresentar tristeza, irritação ou nervosismo após interações online”, explica.
Ações educativas
Como parte das
iniciativas de conscientização, o Colégio Santo Anjo prevê a realização de
diversas atividades ao longo do mês de abril, que envolvem alunos da educação
infantil, jovens e familiares.
Uma delas é a
confecção de máscaras de super-heróis e heroínas para abordar questões como
respeito e empatia. O objetivo é construir o “Super Apelido”, um herói ou
heroína muito especial que tem uma missão importante: combater os apelidos
maldosos, que machucam e não são gentis. Nesse sentido, o Super Apelido entra
em ação sempre que alguém usa palavras que machucam os outros. Por isso, os
alunos assumem a missão do herói do Super Apelido ao defender os amigos,
ensinar o respeito e ajudar todos a usarem palavras boas, que fazem as pessoas
se sentirem felizes.
Além disso, a
turma do Nosso Amiguinho vai apresentar uma peça teatral sobre a importância de
combater o bullying. Além disso, aos alunos do Ensino Fundamental I e II, estão
previstas atividades para reforçar a importância da prevenção e do diálogo.
Para abordar o
tema de forma lúdica e leve, o colégio também vai realizar duas palestras com
Lenon, mascote do bom comportamento do Colégio Santo Anjo. É um cachorro da
raça Golden Retriever que, por meio de palestras informativas, junto da
diretora Siona, reforça as lições sobre respeito às crianças na faixa etária
dos 6 a 10 anos de idade.
Aos pais, o
colégio fará um encontro sobre o tema “Meu filho sofre ou pratica bullying?”.
Segundo Marcella, o enfrentamento ao bullying depende de vigilância constante,
educação emocional e engajamento coletivo. “Mais do que punir, o desafio está
em construir ambientes seguros, onde o respeito seja regra e não exceção”,
conclui.

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