Relatório
da Sinch Mailgun mostra que até 18% das mensagens não chegam à caixa de entrada
e comprometem o desempenho das campanhas
Apesar
de consolidado como um dos principais canais de comunicação digital, o e-mail
ainda é subutilizado por empresas que enfrentam dificuldades operacionais para
extrair seu potencial. É o que revela o novo Email Impact Report 2026, da Sinch
Mailgun, unidade da Sinch, que analisou mais de 400 bilhões de envios
realizados em 2025 e ouviu mais de 1.200 profissionais em diferentes países.
Segundo
o levantamento, cerca de 18% dos e-mails enviados não chegam à caixa de entrada
dos destinatários. Na prática, isso significa que uma parcela relevante das
campanhas deixa de gerar resultado não por falta de investimento, mas por
falhas na execução.
Para
Mario Marchetti, CEO Latam da Sinch, o desafio está menos no canal e mais na
forma como ele é operado. “Canais existem em abundância. O que diferencia
resultado de frustração é a capacidade de executar bem, com consistência.
Quando o e-mail não chega, a oportunidade já foi perdida”, afirma.
O
estudo aponta ainda que, embora 78% das empresas considerem o e-mail crítico
para o sucesso do negócio, menos da metade consegue mensurar com precisão o
retorno sobre investimento. O dado expõe um desalinhamento entre a importância
atribuída ao canal e a capacidade de gestão sobre ele.
“O
e-mail segue entre os canais com melhor retorno no marketing digital. Ainda
assim, muitas empresas operam sem visibilidade clara de desempenho e sem
ajustes contínuos. É nesse ponto que o valor se perde”, diz Marchetti.
Outro
ponto destacado no relatório é o uso ainda limitado de recursos avançados na
gestão das campanhas. Embora já presentes em parte das operações, essas
ferramentas seguem concentradas em tarefas mais simples, enquanto aplicações
voltadas à segmentação, personalização e melhoria de entrega ainda são pouco
exploradas.
Os
dados mostram que empresas que adotam uma abordagem mais estruturada conseguem
melhores resultados, mas parte relevante do mercado ainda não percebe ganhos
consistentes.
Entre
os principais achados do estudo:
- 60% das empresas que mensuram ROI de e-mail reportam
retorno acima de US$ 10 para cada US$ 1 investido
- Mais de 10% atingem níveis de até 40:1
- 49% registraram melhora de performance ano a ano
- 79% pretendem manter ou ampliar investimentos no canal
Para
Marchetti, o e-mail não perdeu relevância, mas passou a exigir maior maturidade
operacional. “O canal não ficou menos importante, porém mais exigente. Empresas
que tratam o e-mail apenas como disparo em massa tendem a perder espaço. Já
aquelas que estruturam melhor suas operações conseguem capturar valor de forma
consistente”, conclui.
Sinch
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