Dados do Sistema Confea/Crea e Mútua apontam crescimento na
participação feminina nesse campo profissional 
Marketing Uniube: Uniube foi a primeira universidade
do Brasil a ofertar um curso de engenharia
no Ensino a Distância
Divulgação
Celebrado em 10 de abril, o Dia da Engenharia é uma data criada em homenagem ao engenheiro militar, João Carlos de Villagran Cabrita, que ganhou notoriedade ao comandar o 1º Batalhão de Engenheiros durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que uniu o Império do Brasil, a Argentina e o Uruguai contra o Paraguai.
Dominadas por
homens, as áreas da Engenharia foram ganhando a participação de mulheres que
lutaram, ao longo do tempo, por espaço nesse campo profissional. No Brasil, um
símbolo dessa luta é Enedina Alves Marques, a primeira mulher negra formada em
Engenharia Civil.
Atualmente,
segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e
Agronomia (Confea) compilados por meio do Sistema Confea/Crea e Mútua,
dos 1,2 milhão de profissionais com registro ativo nas áreas da Engenharia,
242.034 são mulheres, o que representa um percentual de 20,2%.
De acordo com o
Confea, a participação feminina nas áreas da Engenharia tem aumentado no
Brasil. Em 2025, do total de novos profissionais que se registraram na
entidade, 26% foram mulheres.
Números do Mini-Censo Confea 2024
apontam que a média de idade das mulheres com registro ativo na entidade é de
38 anos, enquanto a dos homens é de 43 anos. A pesquisa foi realizada pelo
Confea em parceria com a Quaest na qual foram entrevistados 48 mil
profissionais.
Apesar do
crescimento da participação feminina nas áreas da Engenharia, a professora das
Engenharias da Uniube, Aline Alves Ribeiro, pontua que o número de mulheres
nesse campo profissional ainda não é tão expressivo quanto poderia ser.
Formada em
Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica, antes de ingressar nas salas de
aula, a docente relembra que apesar de algumas dificuldades no início de
carreira, recebeu incentivo e apoio de colegas de trabalho.
“As pessoas acham
que o machismo não existe mais, mas ele é muito presente. Apesar disso, eu tive
pessoas que me incentivavam muito, me encorajavam e confiavam no meu trabalho.
Isso eu nunca vou esquecer. Fez toda a diferença na minha vida”, comenta Aline.
A aluna do 4º
período do curso de Engenharia Elétrica da Uniube, Júlia Mazeto Brito, diz que
espera mais avanços para as mulheres na Engenharia em um futuro próximo. Tanto
para Júlia quanto para a docente, ver uma engenheira em atuação é um símbolo de
força feminina e representatividade.
“É motivo de
orgulho, sem dúvida alguma. Na minha opinião, mulher engenheira é motivador
para que toda mulher alcance seu objetivo. Mostra que podemos chegar onde
queremos”, diz a aluna da Uniube.
“Me sinto muito
representada! Tanto quando elas estão nas empresas quanto quando tenho alunas
nas Engenharias. Sinto que ali tem um pedacinho de mim. Tenho muito orgulho da
minha escolha e sempre me fascino quando vejo uma mulher se destacando”,
finaliza Aline.
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