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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Dia da Engenharia: Brasil tem mais de 240 mil mulheres engenheiras

Marketing Uniube: Uniube foi a primeira universidade
do Brasil a ofertar um curso de engenharia
 no Ensino a Distância
Divulgação
Dados do Sistema Confea/Crea e Mútua apontam crescimento na participação feminina nesse campo profissional  


Celebrado em 10 de abril, o Dia da Engenharia é uma data criada em homenagem ao engenheiro militar, João Carlos de Villagran Cabrita, que ganhou notoriedade ao comandar o 1º Batalhão de Engenheiros durante a Guerra da Tríplice Aliança, conflito que uniu o Império do Brasil, a Argentina e o Uruguai contra o Paraguai.

 

Dominadas por homens, as áreas da Engenharia foram ganhando a participação de mulheres que lutaram, ao longo do tempo, por espaço nesse campo profissional. No Brasil, um símbolo dessa luta é Enedina Alves Marques, a primeira mulher negra formada em Engenharia Civil.

 

Atualmente, segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) compilados por meio do Sistema Confea/Crea e Mútua, dos 1,2 milhão de profissionais com registro ativo nas áreas da Engenharia, 242.034 são mulheres, o que representa um percentual de 20,2%.

 

De acordo com o Confea, a participação feminina nas áreas da Engenharia tem aumentado no Brasil. Em 2025, do total de novos profissionais que se registraram na entidade, 26% foram mulheres.

 

Números do Mini-Censo Confea 2024 apontam que a média de idade das mulheres com registro ativo na entidade é de 38 anos, enquanto a dos homens é de 43 anos. A pesquisa foi realizada pelo Confea em parceria com a Quaest na qual foram entrevistados 48 mil profissionais. 

 

Apesar do crescimento da participação feminina nas áreas da Engenharia, a professora das Engenharias da Uniube, Aline Alves Ribeiro, pontua que o número de mulheres nesse campo profissional ainda não é tão expressivo quanto poderia ser. 

 

Formada em Engenharia de Computação e Engenharia Elétrica, antes de ingressar nas salas de aula, a docente relembra que apesar de algumas dificuldades no início de carreira, recebeu incentivo e apoio de colegas de trabalho.

 

“As pessoas acham que o machismo não existe mais, mas ele é muito presente. Apesar disso, eu tive pessoas que me incentivavam muito, me encorajavam e confiavam no meu trabalho. Isso eu nunca vou esquecer. Fez toda a diferença na minha vida”, comenta Aline.

 

A aluna do 4º período do curso de Engenharia Elétrica da Uniube, Júlia Mazeto Brito, diz que espera mais avanços para as mulheres na Engenharia em um futuro próximo. Tanto para Júlia quanto para a docente, ver uma engenheira em atuação é um símbolo de força feminina e representatividade.

 

“É motivo de orgulho, sem dúvida alguma. Na minha opinião, mulher engenheira é motivador para que toda mulher alcance seu objetivo. Mostra que podemos chegar onde queremos”, diz a aluna da Uniube.

 

“Me sinto muito representada! Tanto quando elas estão nas empresas quanto quando tenho alunas nas Engenharias. Sinto que ali tem um pedacinho de mim. Tenho muito orgulho da minha escolha e sempre me fascino quando vejo uma mulher se destacando”, finaliza Aline.


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