Falta de suporte para lidar com o luto pet e o pós-atendimento expõe lacuna no setor veterinário
A evolução da medicina veterinária e a mudança na
relação entre tutores e animais de estimação têm elevado o nível de exigência
sobre os serviços prestados por clínicas. Nesse contexto, um ponto ainda pouco
estruturado ganha relevância crescente: o manejo do pós-morte de pets e seus
impactos, tanto na experiência do tutor quanto na experiência da equipe de
saúde veterinária.
Embora o setor avance em diagnóstico e tratamento,
a etapa final da jornada ainda representa um desafio. A comunicação de más
notícias e o suporte ao luto pet seguem, muitas vezes, sem protocolos
definidos, o que pode tornar esse momento burocrático e emocionalmente
desgastante para tutores e equipes.
O luto antecipatório, comum em casos de doenças
graves ou diagnósticos delicados, já faz parte da rotina clínica e exige
preparo dos profissionais. “Esse processo começa antes da perda e envolve uma
carga emocional significativa, que precisa ser reconhecida. Quando não há
acolhimento adequado, o impacto pode ser ainda maior no momento da despedida”,
explica Natália Nigro de Sá, psicóloga, doutora em Ciências pela Universidade
de São Paulo (USP), com atuação voltada ao estudo do luto e membro da Ekôa Vet
(Associação Brasileira em Prol da Saúde Mental na Medicina Veterinária).
Além da complexidade emocional, há também questões
operacionais. Muitas clínicas não dispõem de estrutura, equipe ou tempo para
conduzir todas as etapas do pós-morte, o que pode comprometer a percepção do
atendimento, mesmo quando o cuidado clínico foi adequado.
Diante desse cenário, cresce a busca por soluções
que apoiem as clínicas na oferta de uma jornada mais completa ao tutor.
Parcerias com serviços especializados em funeral pet e acolhimento ao luto têm
se consolidado como alternativa para lidar com esse momento de forma
estruturada.
A Laika Assistência e Funeral Pet atua nesse
segmento com atendimento 24 horas, assumindo desde a remoção do animal até a
cremação e a entrega das cinzas. A proposta é garantir suporte operacional e
psicoemocional altamente especializado ao tutor, permitindo que a clínica
mantenha o foco no atendimento médico.
Idealizadora e cofundadora da empresa, Natália
destaca que o cuidado no pós-morte tende a se consolidar como parte essencial
da jornada veterinária. “O luto pet não começa na perda e também não termina na
despedida. Quando existe acolhimento adequado, a experiência do tutor se
transforma e o impacto emocional pode ser melhor elaborado”, diz.
Além de apoiar o tutor, esse tipo de estrutura contribui
para reduzir a sobrecarga emocional das equipes veterinárias, especialmente em
situações de alta complexidade.
A tendência é que o cuidado com o pós-morte deixe
de ser um diferencial e passe a integrar o padrão de atendimento no setor.
Clínicas que adotam uma visão mais ampla da jornada tendem a se destacar em um
mercado cada vez mais competitivo e orientado à experiência.
Laika Funeral Pet
https://laikafuneralpet.com.br/
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