Publicação inédita reúne evidências científicas e orienta gestantes, familiares e profissionais de saúde sobre os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), condição totalmente prevenível, que afeta até 50 em cada 1.000 nascidos vivos
Neste 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, o Instituto Olinto Marques de Paulo (IOMP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) lançam a cartilha “Álcool na Gravidez: Entenda os Riscos - Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal”, com apoio da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
A publicação aborda, de forma acessível e fundamentada em evidências científicas, os riscos do consumo de álcool durante a gestação e chega em um momento crítico: estudos nacionais apontam que cerca de 15% das gestantes brasileiras consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez, uma taxa 50% maior do que a média mundial.
O material explica o que são os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), como a substância atravessa a placenta sem qualquer barreira protetora, quais são as consequências para o desenvolvimento fetal e por que não existe dose segura de álcool em nenhum momento da gestação.
“A gestação é um período em que o apoio da família e do
círculo social faz toda a diferença. Lançar essa cartilha no Dia Mundial da
Saúde é um gesto simbólico e urgente: queremos que essa informação chegue a
todas as gestantes, a todos os profissionais de saúde e a toda a sociedade. Não
existe quantidade segura de álcool na gravidez, e essa mensagem precisa ser
amplamente conhecida”, explica Sara Machado de Assis, gestora do Instituto OMP.
POR QUE É RELEVANTE?
Os TEAF são uma das principais causas não genéticas de deficiência intelectual, afetando estimadamente 50 em cada 1.000 nascidos vivos, um número que supera em muito a incidência da Síndrome de Down (1 em cada 1.000). Apesar disso, menos de 1% das crianças afetadas recebem diagnóstico adequado.
Falar sobre os TEAF também é falar sobre cuidado, responsabilidade coletiva e acolhimento, destaca a Dra. Helenilce de Paula Fiod Costa, presidente do Núcleo de Estudos sobre os TEAF da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).
“É fundamental abordar o tema sem julgamentos, com empatia e foco na prevenção, em políticas públicas, em leis que sejam cumpridas e em cuidados de apoio às crianças, adolescentes, adultos e suas famílias”.
A SAF, forma mais grave dentro do espectro, tem expectativa
de vida média de 34 anos. Os danos são permanentes e irreversíveis. A condição,
no entanto, é 100% prevenível: basta a gestante não consumir álcool.
Ao lançar a cartilha no Dia Mundial da Saúde, o Instituto OMP reforça a sua missão de usar a educação como ferramenta de transformação social e amplia o alcance da campanha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário