Estamos no Abril Verde: mês mundial de conscientização sobre a Doença de Parkinson e dia 11 de abril é o Dia Mundial da Doença de Parkinson.
A
Doença de Parkinson também impacta significativamente a saúde ocular, podendo
comprometer a qualidade de vida e aumentar o risco de acidentes, como quedas, devido
às alterações visuais. De acordo com a Parkinson’s Foundation, pessoas com
Parkinson podem apresentar visão dupla, olho seco, visão embaçada, dificuldade
de leitura e até problemas para abrir os olhos voluntariamente.
Essas
alterações estão relacionadas tanto à própria doença — que afeta o controle
muscular e neurológico — quanto aos efeitos colaterais dos medicamentos
utilizados no tratamento. Além disso, os distúrbios visuais podem comprometer a
percepção de profundidade e o equilíbrio, aumentando o risco de quedas, um dos
principais fatores de complicações nesses pacientes.
A
oftalmologista Dra. Regina Cele destaca que muitos pacientes não associam as
alterações visuais à doença neurológica, o que pode atrasar o diagnóstico e o
cuidado adequado.
“Os
sintomas visuais no Parkinson são frequentemente subestimados, mas têm impacto
direto na autonomia do paciente. A dificuldade para ler, focar ou manter os
olhos lubrificados pode comprometer atividades simples do dia a dia”, explica.
Segundo
a especialista, a redução do piscar, muito comum na doença, pode favorecer o
ressecamento ocular e a visão turva.
“O
olho seco é uma das queixas mais frequentes e pode parecer algo simples, mas
interfere bastante na qualidade visual e no conforto do paciente”, afirma.
Outro
ponto de atenção é a relação entre visão e mobilidade. Alterações visuais, como
dificuldade de foco e percepção de distância, podem agravar problemas de
equilíbrio.
“Quando
o cérebro não recebe uma imagem nítida ou bem interpretada, o risco de quedas
aumenta significativamente. Por isso, a avaliação oftalmológica deve fazer
parte do acompanhamento desses pacientes”, reforça Dra. Regina Cele.
Entre
as principais recomendações estão consultas regulares com oftalmologista, uso
de lubrificantes oculares quando indicados e adaptação de hábitos no dia a dia.
“Medidas simples, como pausas no uso de telas, uso de lágrimas artificiais e
correção adequada dos óculos, podem melhorar muito a qualidade de vida”,
orienta a médica.
“Cuidar
da visão é parte essencial do tratamento. Quanto mais cedo essas alterações
forem identificadas, maiores são as chances de preservar a autonomia e a
segurança do paciente”, conclui Dra. Regina Cele.
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