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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Doença de Parkinson também afeta a visão e exige atenção oftalmológica

Estamos no Abril Verde: mês mundial de conscientização sobre a Doença de Parkinson e dia 11 de abril é o Dia Mundial da Doença de Parkinson.

 

A Doença de Parkinson também impacta significativamente a saúde ocular, podendo comprometer a qualidade de vida e aumentar o risco de acidentes, como quedas, devido às alterações visuais. De acordo com a Parkinson’s Foundation, pessoas com Parkinson podem apresentar visão dupla, olho seco, visão embaçada, dificuldade de leitura e até problemas para abrir os olhos voluntariamente.

Essas alterações estão relacionadas tanto à própria doença — que afeta o controle muscular e neurológico — quanto aos efeitos colaterais dos medicamentos utilizados no tratamento. Além disso, os distúrbios visuais podem comprometer a percepção de profundidade e o equilíbrio, aumentando o risco de quedas, um dos principais fatores de complicações nesses pacientes.

A oftalmologista Dra. Regina Cele destaca que muitos pacientes não associam as alterações visuais à doença neurológica, o que pode atrasar o diagnóstico e o cuidado adequado.

“Os sintomas visuais no Parkinson são frequentemente subestimados, mas têm impacto direto na autonomia do paciente. A dificuldade para ler, focar ou manter os olhos lubrificados pode comprometer atividades simples do dia a dia”, explica.

Segundo a especialista, a redução do piscar, muito comum na doença, pode favorecer o ressecamento ocular e a visão turva.

“O olho seco é uma das queixas mais frequentes e pode parecer algo simples, mas interfere bastante na qualidade visual e no conforto do paciente”, afirma.

Outro ponto de atenção é a relação entre visão e mobilidade. Alterações visuais, como dificuldade de foco e percepção de distância, podem agravar problemas de equilíbrio.

“Quando o cérebro não recebe uma imagem nítida ou bem interpretada, o risco de quedas aumenta significativamente. Por isso, a avaliação oftalmológica deve fazer parte do acompanhamento desses pacientes”, reforça Dra. Regina Cele.

Entre as principais recomendações estão consultas regulares com oftalmologista, uso de lubrificantes oculares quando indicados e adaptação de hábitos no dia a dia. “Medidas simples, como pausas no uso de telas, uso de lágrimas artificiais e correção adequada dos óculos, podem melhorar muito a qualidade de vida”, orienta a médica.

“Cuidar da visão é parte essencial do tratamento. Quanto mais cedo essas alterações forem identificadas, maiores são as chances de preservar a autonomia e a segurança do paciente”, conclui Dra. Regina Cele.

 

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