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| Especialistas explicam a condição e listam os principais sinais da doença em crianças |
Com milhares de
pessoas infectadas anualmente, Meningite segue como um importante desafio de
saúde pública no Brasil
A meningite segue
como um importante desafio de saúde pública no Brasil, com milhares de casos
registrados anualmente, de acordo com dados do governo federal e do Ministério
da Saúde. Apenas no primeiro quadrimestre de 2025, por exemplo, 1.980 casos
foram registrados no país. A condição trata-se de uma inflamação das meninges,
membranas que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser
provocada por vírus, bactérias, fungos e, mais raramente, por causas não
infecciosas.
Dados recentes de
2026 reforçam esse cenário de atenção. Estados como Goiás registraram aumento
de casos, com cerca de oito mortes apenas no primeiro trimestre. No interior de
São Paulo, municípios como Campinas também apresentaram números expressivos,
com 79 casos e 9 óbitos no primeiro semestre.
Entre os
diferentes tipos da doença, a meningite viral é a mais comum e costuma ter
evolução mais branda. Já a bacteriana, embora menos frequente, é a que mais
preocupa devido à rápida progressão e ao maior risco de complicações. “A
meningite é uma condição que exige atenção imediata, especialmente nas formas
bacterianas, que podem evoluir de maneira muito rápida. O diagnóstico precoce é
essencial para reduzir riscos e sequelas”, explica a Dra. Janaína Teixeira,
médica e professora de infectologia da Afya São João del Rei.
Segundo a
especialista, a doença pode se manifestar com febre, dor de cabeça, sonolência,
confusão mental, convulsões e outros sinais neurológicos, com quadros que
variam em intensidade. Em casos mais graves, pode levar a complicações como
edema cerebral, aumento da pressão intracraniana, hidrocefalia e déficits
neurológicos permanentes.
O Dr. Vanderson
Carvalho, médico e professor da pós-graduação em Neurologia da Afya Itaperuna,
reforça que, mesmo com tratamento adequado, há risco de sequelas como perda
auditiva, alterações cognitivas, epilepsia e comprometimentos motores,
especialmente quando o diagnóstico não é feito rapidamente.
Meningite
em crianças
Em crianças,
especialmente nos primeiros anos de vida, a meningite pode se manifestar de
forma mais sutil, dificultando o reconhecimento precoce. “Os sintomas nem
sempre são clássicos, principalmente em bebês. Por isso, é fundamental que pais
e cuidadores estejam atentos a mudanças de comportamento”, orienta o Dr.
Gustavo Pinato, médico e professor da pós-graduação em Pediatria da Afya
Ribeirão Preto.
A apresentação
clínica varia conforme a idade. Em bebês, é comum observar febre alta
persistente, ou até hipotermia, associada a irritabilidade intensa ou
choro inconsolável, sonolência excessiva ou dificuldade para acordar, além de
vômitos frequentes. Também podem surgir recusa alimentar, alterações no tônus
muscular, convulsões e abaulamento da fontanela, geralmente um sinal mais
tardio.
Já em crianças
maiores, podem aparecer sintomas mais típicos, como rigidez na nuca, dor de
cabeça e alteração do estado mental. Ainda assim, a tríade clássica está
presente em apenas 40% a 50% dos casos, o que reforça o desafio diagnóstico.
Prevenção é fundamental
Para
os especialistas, a principal forma de prevenção contra os tipos mais graves de
meningite é a vacinação, disponível no calendário infantil e em campanhas
específicas. Além disso, medidas simples contribuem para reduzir a transmissão,
como manter a higiene das mãos, evitar contato próximo com pessoas infectadas e
não levar crianças doentes à escola. “O avanço da vacinação tem impacto direto
na redução dos casos mais graves, mas a conscientização sobre os sintomas e a
busca rápida por atendimento ainda são essenciais para salvar vidas”, conclui a
Dra. Janaína.
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Médicos em Movimento
No mês em que se celebra o Dia Mundial da Saúde, a Afya promove a campanha Médicos em Movimento, iniciativa que incentiva o autocuidado entre médicos e estudantes de medicina. Em 2026, a campanha está estruturada em três frentes: conteúdo, com publicações sobre bem-estar e qualidade de vida; engajamento, com desafios de atividade física no aplicativo Strava; e experiências presenciais em todo o Brasil. A programação inclui o patrocínio de corridas em diferentes regiões, a primeira delas em Salvador, além de atividades nas unidades de graduação ao longo do mês, ampliando a mobilização e incentivando hábitos saudáveis entre profissionais da saúde e toda a comunidade. Saiba mais em: https://institucional.afya.com.br/dia-mundial-da-saude-2026/

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