Práticas ilegais podem comprometer permanentemente o sonho de viver nos EUA, mesmo anos depois da infração
Os Estados Unidos seguem como o destino preferido
de muitos brasileiros que buscam uma vida melhor, mais oportunidades de
trabalho e segurança. No entanto, o desejo de acelerar esse processo ou de
evitar os trâmites burocráticos pode levar alguns a caírem na tentação de “dar
um jeitinho”, que envolve omissões, documentos falsos ou informações
distorcidas, configurando fraude migratória, uma prática ilegal que pode trazer
consequências sérias e permanentes, em ter aprovado um visto aos EUA.
A Fraude migratória é qualquer ação que envolva
mentir ou omitir informações com a intenção de obter um visto americano X com
finalidade Y, ou um benefício imigratório com uso de fraude ou a entrada e
permanência nos EUA, violando os termos do tipo de visto que você detém. Isso
inclui, por exemplo, se casar falseamento apenas para conseguir o green card,
apresentar documentos falsificados, mentir sobre vínculos com o Brasil ou até
seguir orientações de terceiros que prometem facilidades em troca de dinheiro,
sem qualquer respaldo legal. “Infelizmente, ainda vemos muitos casos em que
pessoas são mal orientadas ou decidem agir por conta própria acreditando que
nunca serão descobertas. Mas a fiscalização migratória americana é extremamente
rigorosa e sem “jeitinhos” e, quando a fraude é identificada, a punição é
imediatamente aplicada e em alguns casos, pode ser definitiva, enterrando o sonho
americano pra sempre”, explica Guilherme Vieira, advogado internacional e CEO
da On Set Consultoria, empresa especializada em vistos americanos e em
processos legais para brasileiros que desejam seguirem de forma legal,
planejada e com extremo sucesso, para os Estados Unidos.
Segundo ele, uma das situações mais comuns é a
tentativa de entrar com um visto de turista e, depois, em alguns casos, aplicar
para um visto de trabalho ou para uma mudança de status sem planejamento legal.
“Isso pode até ser viável em alguns casos, mas precisa ser feito dentro dos
parâmetros legais. O problema está quando a pessoa mente na entrevista consular
ou no preenchimento do formulário dizendo que vai apenas passear, quando na
verdade tem uma intenção distinta, como morar ou trabalhar. Esse tipo de
conduta é interpretado como fraude imigratória”, alerta.
As consequências variam de acordo com a gravidade
da fraude, mas podem incluir: a negativa de uma aplicação de visto, o
cancelamento de vistos, uma deportação, e em alguns casos, a inadmissibilidade
temporária ou permanente de entrar nos EUA. E até processos criminais.
Além disso, qualquer registro de tentativa de
burlar as regras migratórias fica armazenado nos sistemas de imigração, o que
dificulta ou até impossibilita futuras tentativas de imigração legal.
Para evitar esse tipo de problema, o trabalho de um
especialista é fundamental. “Não existe atalho seguro quando se trata de imigração.
É preciso planejamento, conhecimento das regras e respeito aos processos. Por
isso, a orientação é transparência nas informações, qualificação do perfil do
aplicante e a busca por caminhos legítimos que se ajustem ao perfil de cada
um”, afirma Guilherme. Ele também ressalta que os Estados Unidos disponibilizam
diversas categorias de visto para quem deseja estudar, empreender, trabalhar
e/ou residir legalmente, e que cada uma delas tem exigências específicas que
precisam ser cumpridas e que uma preparação correta, o solicitante consegue se
qualificar, em um curto ou médio prazo. É só seguir o direcionamento
estratégico e personalizado, desenhado pelo especialista.
Com o aumento das fiscalizações e o cruzamento de
dados entre órgãos migratórios, tentar enganar o sistema deixou de ser apenas
arriscado, mas também nunca foi recomendado. Passou também a ser, de fato, uma
rota de exclusão. “A busca por uma nova vida nos EUA é legítima e possível, mas
precisa estar alicerçada na verdade e planejada legalmente. O jeitinho, nesse
contexto, pode custar não só a realização do sonho, a ilegalidade (liberdade
restrita), mas também a chance de um dia tornar possível um passeio, um
trabalho ou uma vida nos EUA”, conclui o CEO da On Set.

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