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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O que fazer em São Paulo neste fim de semana? Exposição gratuita reúne 56 artistas no centro da cidade


 

Divulgação
Obra Anna Guerra

"A Fibra que conduz ao significado" apresenta diferentes possibilidades da arte têxtil contemporânea no Espaço República e oferece programação com oficina, encontros e visita guiada

 

Para quem busca o que fazer em São Paulo neste fim de semana, a exposição “A Fibra que conduz ao significado” é uma opção gratuita de programação cultural no centro da cidade. Em cartaz no Espaço República, a mostra reúne 56 artistas, entre participações individuais e integrantes de quatro coletivos, em trabalhos que exploram tapeçaria, bordado, escultura, objetos e experimentações com diferentes materiais. Com curadoria de Liliam Barboza, a exposição aproxima técnicas ancestrais de linguagens e pesquisas da produção contemporânea.

A fibra é apresentada na mostra como matéria e também como metáfora para os caminhos percorridos pelos artistas. Fios, tecidos, bordados e tramas, associados a saberes transmitidos ao longo de gerações, ganham novas interpretações em obras que dialogam com diferentes culturas e referências, como as tradições têxteis da América Andina, os Gobelins e a Bauhaus. A programação também amplia a experiência do público com conversas, palestra, oficina de composição e bordado, encontro com os coletivos e visita guiada com a curadora.

Com entrada gratuita, “A Fibra que conduz ao significado” fica em cartaz até 9 de setembro, com visitação de quarta a sábado, das 11h às 17h. A exposição ocupa a Sala Expositiva Vera Helena, no Espaço República, localizado na Avenida São Luís, 86, 5º andar, na República, região central de São Paulo.


SERVIÇO

Exposição: A Fibra que conduz ao significado 

Entrada gratuita

Curadoria: Liliam Barboza
Visitação
até 9 de setembro
Horário: quarta a sábado, das 11h às 17h
Local:
Espaço República | Av. São Luís, 86, 5º andar, República, São Paulo
Sala: Sala Expositiva Vera Helena
Apoio: Emporio Beraldin

 

Museu em Festa: Museu do Ipiranga oferece programação especial e gratuita no feriado de 7 de setembro

 Museu em Festa 2025.
Foto: Gabriela Portilho

Com patrocínio da Shell, mantenedora do Museu, evento reúne apresentações musicais como DJ Hum e CORALUSP, além de números teatrais e circenses, oficinas ao ar livre, entrada gratuita no Museu e visitas mediadas às exposições

 

O Museu do Ipiranga promove na segunda-feira, 7 de setembro, mais uma edição do Museu em Festa, tradicional evento de seu calendário anual. Realizado desde 2017 para celebrar o aniversário da instituição, oferece uma extensa programação cultural gratuita, com atrações que valorizam a diversidade e a cultura. Em parceria com o Sesc, as atividades acontecem dentro e fora do Museu das 9h às 18h e contemplam todos os públicos, oferecendo atividades para crianças e jovens, adultos e idosos. Além de contar com recursos de acessibilidade como Libras, audiodescrição, mochilas sensoriais, prancha de comunicação alternativa, espaço de conforto e regulação, e ponto de hidratação, oferecido pela Sabesp, patrocinadora do Museu. A data marca ainda o encerramento das comemorações de 130 anos da instituição, iniciadas em setembro de 2025.

A Shell, mantenedora do Museu, patrocina o evento por meio da Lei de Incentivo à Cultura. “Em colaboração com o Museu do Ipiranga, contribuímos para a conservação de um dos mais importantes patrimônios históricos do país, ampliando o contato do público com acervos e experiências que conectam memória, educação e a trajetória do Brasil”, comenta Glauco Paiva, diretor de Comunicação e Marca da Shell Brasil. A marca participa, ainda, com a programação Saí bem na foto?, que convida os visitantes a refletir sobre as histórias que gostariam de ver representadas no Museu, posando com objetos de época do acervo educativo. 

Entre os destaques da programação está o espetáculo cênico ACORDA!, do Grupo Esparrama, que transforma a fachada do Museu do Ipiranga em cenário para uma experiência teatral ao ar livre. O espetáculo cênico convida crianças e adultos a embarcarem em uma aventura pelo universo do sono, dos sonhos e da imaginação, combinando palhaçaria, música e interação com o público. A apresentação aproveita a arquitetura do edifício-monumento como parte da encenação, aproximando a linguagem do grupo de um dos principais patrimônios históricos de São Paulo.

A programação também valoriza o protagonismo das pessoas idosas com o Canto Coral Afrobrasileiro, que resgata cânticos de matrizes africanas e repertório da música afro-brasileira, em uma apresentação do coral formado pelo Trabalho Social com Pessoas Idosas do Sesc Ipiranga. Outro destaque promovido pelo Sesc é o Dance! Brasilidades, aula de dança que celebra a diversidade cultural do país e suas influências negras, convidando o público a se expressar por meio de ritmos variados e a reconhecer a riqueza das identidades que compõem a cultura brasileira.

Aspectos da cultura afro-brasileira também estão presentes no Sarau Musical da Capoeira, que começa com uma roda e segue em cortejo pelo espaço, misturando música, literatura e tradição popular em uma celebração coletiva. Para encerrar a festa em grande estilo, o DJ Hum traz sets de black music, passando por hip hop, reggae, jazz, boogie 80 e samba rock para transformar a esplanada em pista de dança.

Visitação especial às exposições

O Museu do Ipiranga estará aberto por período estendido, das 10h às 18h (última entrada às 17h). Para garantir uma experiência mais confortável durante a visita, em razão do maior fluxo de público na data, estarão em cartaz as exposições "Uma História do Brasil" (que inclui o Salão Nobre), "Passados Imaginados" e "Para Entender o Museu". Os ingressos serão distribuídos gratuitamente no mesmo dia, a partir das 10h.

Para que o público possa desfrutar de toda a programação de maneira segura e sustentável, a organização recomenda que os visitantes tragam garrafa ou copo reutilizável para ser abastecido no ponto de hidratação oferecido pela Sabesp. Além disso, é indicado vestir roupas confortáveis, usar boné ou chapéu para se proteger do sol e trazer cangas e toalhas para sentar no parque.

 

Programação completa do Museu em Festa 2026


Esplanada

  • 9h às 11h — Acorda! Espetáculo de teatro de rua, voltado ao público infantil e familiar, que transforma a fachada do Museu em palco e convida o público a participar da encenação.
  • 11h30 — Corpo em Movimento: Experimentos Afro-Corpóreos Aula de dança baseada em como o corpo negro expressa sua existência, saberes e memórias.
  • 13h30 — R.U.A. Performance circense com objetos reciclados, misturando mágica e equilibrismo em cenário feito com sucatas.
  • 14h30 — Extraordinário Baile de Figuras Baile cênico-musical com máscaras, bonecos gigantes e música ao vivo inspirado em tradições populares.
  • 17h — Baile com Dj Hum Encerramento festivo na esplanada, com sets de black music, hip hop, reggae, jazz, boogie 80 e samba rock.

Jardim

  • 10 às 17h — Quiz da Fila Atividade educativa em formato de quiz interativo, realizada pelos educadores para engajar o público enquanto aguarda a entrada nas exposições.
  • 10h30 / 13h30 — Gabinete de Emergências Poéticas Dois alquimistas prescrevem “doses poéticas” de poemas, músicas e narrativas para aliviar aflições do público.
  • 15h30 — Sarau Musical da Capoeira Performance reúne poesia falada com capoeira e ritmos brasileiros.

Espaço Pensador

  • 11h — CORALUSP Apresentação de coral com repertório de músicas populares, finalizando com participação do público.
  • 13h — Canto Coral Afrobrasileiro para Pessoas Idosas Coral formado por idosos que frequentam o programa de Trabalho Social com Pessoas Idosas do Sesc Ipiranga. A atividade resgata cânticos de matrizes africanas e afro-brasileiras.
  • 14h30 — Dance! Brasilidades Aula de dança que celebra ritmos brasileiros e influências negras, estimulando expressão corporal e pertencimento.

Terraço Nazaré

  • 10h às 17h — Vai de Roteiro Passeios mediados pelo Parque da Independência e seus jardins em parceria com a Secretaria de Turismo.
  • 10h às 17h — Saí bem na foto? Tenda fotográfica inspirada nos fotógrafos lambe-lambe do início do século 20, com cenário e objetos para o público posar e levar uma fotografia impressa como lembrança.
  • 10h às 17h — Jogos e Vivências Educativas Jogos e materiais de mediação relacionados ao acervo do Museu para todas as idades.
  • 10h / 11h / 13h20 / 14h20 / 15h20 / 16h20 — Adinkras Oficina do Museu Catavento sobre símbolos africanos Adinkra, com criação prática de estampas.
  • 11h / 12h — CoreS de Pele: retratos em pastel oleoso Vivência artística que reflete sobre representações da figura negra na arte.
  • 11h / 12h — Animais extraordinários Oficina lúdica de colagem e desenho para criar animais híbridos e fantásticos.
  • 11h / 12h / 13h / 14h / 15h — Marca Páginas em Aquarela Atividade de aquarela inspirada nas árvores do Ipiranga, transformando observação em arte.
  • 11h / 13h / 14h / 15h — Serigrafica(mente) Oficina de serigrafia em panos de prato, abordando convivência e luta antimanicomial.
  • 11h às 17h — Game Vivências: trilogia Sankofa Arcade Vivência com games afrofuturistas que entrelaçam passado, presente e futuro de mulheres negras.
  • 12h / 13h — Curuminices Oficina de bordado em cerâmica para crianças e acompanhantes.
  • 14h30 / 15h30 — Técnicas decoloniais de desenho Oficina que explora formas alternativas à tradição ocidental de desenhar corpos humanos.
  • 14h30 / 15h30 — Cidade insólita - sua arte surrealista Atividade criativa com colagem, fotografia e dobradura para reinventar a cidade.

Terraço Xavier

  • 10h às 17h — Área de Circonvivência Espaço interativo com jogos e técnicas circenses para estimular criatividade e coordenação.
  • 10h — Presença negra nas margens (nada plácidas) do Ipiranga Passeio mediado que revisita a história do bairro sob a perspectiva do Movimento Negro e da Imprensa Negra. Ponto de encontro: Terraço Xavier
  • 14h — Árvores do Ipiranga Vivência investigativa para conhecer espécies arbóreas do bosque, suas funções ecológicas e histórias ligadas ao território. Ponto de encontro: Terraço Xavier.

Museu

  • 10h às 18h — Visitação gratuita nas exposições Uma História do Brasil; Passados Imaginados; Para Entender o Museu. Última entrada às 17h.
  • 9h às 17h — Mediação nas exposições “Para entender o Museu” e “Uma História do Brasil” Educadores apresentam o histórico do edifício-monumento e o funcionamento do Museu Paulista.
  • 10h / 11h / 12h / 13h / 15h — Mediação em Libras sobre o quadro Independência ou Morte. Mediação em Libras com equipe do Educativo sobre a pintura de Pedro Américo.


CONHEÇA MAIS SOBRE AS EXPOSIÇÕES QUE ESTARÃO ABERTAS

Uma História do Brasil: a exposição compreende o hall, a escadaria principal e o Salão Nobre e tem como acervo principal as obras de arte que estão integradas à arquitetura, como a tela “Independência ou morte!”, de Pedro Américo. O conjunto de obras constitui uma versão da história do Brasil produzida para as comemorações do centenário da Independência em 1922. A exposição coloca em questão a construção dessa narrativa, a escolha dos personagens e o modo como esta versão subordina a história do Brasil à história paulista. Propõe uma discussão contextualizada desses documentos da história da Primeira República (1889-1930), que mostram uma visão histórica difundida na década de 1920 pelas elites de São Paulo.
 

Passados Imaginados: exibe telas de grandes dimensões sobre o contato entre indígenas e portugueses, sobre os bandeirantes e sobre o passado da cidade de São Paulo. O foco é demonstrar que os acontecimentos representados nessas obras não são uma janela exata para o passado que está ali representado, e sim um documento do processo de recriação visual desse passado pelos artistas. Estimulado a entender essas representações como cenas verídicas, por conta do modo como foram apresentadas nos livros didáticos, o público encontra nessa exposição a recontextualização das obras de arte para serem compreendidas dentro do sistema que as produziu. Para Entender o Museu: exposição que aborda a história do edifício, do Museu e como é feito o conhecimento produzido na instituição. A exposição apresenta a maquete do Museu produzida pelo arquiteto Tommaso Gaudenzio Bezzi na década de 1880 e detalha a arquitetura do prédio e sua construção.


Shell Brasil

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SERVIÇO

Museu em Festa 2026
Endereço: Rua dos Patriotas, 100
Funcionamento do edifício-monumento: 7 de setembro, segunda-feira, das 10h às 18h (última entrada até as 17h)
Distribuição de ingressos gratuitos a partir das 10h
Confira mais informações:
https://museudoipiranga.org.br/eventos-museu/

Transporte público: De metrô, há três estações da linha 2 (verde) próximas ao Museu, Alto do Ipiranga (30 minutos de caminhada), Santos-Imigrantes (25 minutos a pé) e Sacomã (25 minutos a pé). A linha 710 da CPTM tem uma parada no Ipiranga (20 minutos de caminhada).

Principais linhas de ônibus: 4113-10 (Gentil de Moura – Pça da República), 4706-10 (Jd. Maria Estela – Metrô Vila Mariana), 478P-10 (Sacomã – Pompeia), 476G-10 (Ibirapuera – Jd.Elba), 5705-10 (Terminal Sacomã – metrô Vergueiro), 314J-10 (Pça Almeida Junior – Pq. Sta. Madalena), 218 (São Bernardo do Campo – São Paulo).

Pessoas com deficiência em transporte individual: na entrada da rua Xavier de Almeida, nº 1, há vagas rotativas (zona azul) em 90°.

Bicicletas: para quem usa bicicleta, há paraciclos disponíveis próximos aos portões da R. Xavier de Almeida e R. dos Patriotas.

 

Sobre o Museu Paulista da USP

O Museu Paulista da Universidade de São Paulo é composto por duas sedes: o Museu do Ipiranga, localizado em São Paulo, e o Museu Republicano de Itu, em Itu (SP). Uma das instituições museológicas mais importantes do País, o Museu Paulista desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão e mantém acervos e exposições dedicados à história e à cultura material da sociedade brasileira.
 

Sobre o Museu do Ipiranga
Sede do Museu Paulista localizada no Parque Independência, em São Paulo, o Museu do Ipiranga conta com 49 salas expositivas no edifício-monumento, que abrigam 11 exposições de longa duração sobre temas ligados à sociedade brasileira e também ao funcionamento de um museu histórico. São elas: “Passados imaginados”, “Uma História do Brasil”, “Casas e coisas”, “Mundos do trabalho”, “Territórios em disputa”, “A cidade vista de cima”, “Para entender o Museu”, “Ciclo curatorial – coletar”, “Ciclo curatorial – catalogar”, “Ciclo curatorial – conservar” e “Ciclo curatorial – comunicar”. O Museu também conta com uma sala expositiva no Piso Jardim, destinada a receber exposições temporárias que articulam os conteúdos presentes no edifício-monumento a temas da atualidade. 

A acessibilidade é tema estratégico do Museu, que busca ser inclusivo para todos os segmentos da sociedade. Os recursos acessíveis figuram em todos os pavimentos do edifício, integrados às exposições.

A gestão do Museu Paulista é feita pela direção da instituição, com suporte da Fundação de Apoio ao Museu Paulista (FAAMP). 

O edifício do Museu do Ipiranga, tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se, em 1893, a sede do Museu do Estado, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e o quarto mais antigo do país. Foi aberto ao público em 1895 e está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade.

https://museudoipiranga.org.br/
https://www.instagram.com/museudoipiranga/
https://www.facebook.com/museudoipiranga/
https://www.linkedin.com/company/museu-do-ipiranga/posts/?feedView=all


 Sesc -  Serviço Social do Comércio 
 

Patrocinadores e parceiros:
Mantenedor: Shell e Vale
Patrocinador Master: Itaú
Patrocínio Ouro: B3 e Basf
Patrocínio Prata: Caterpillar, Comgas, Goodyear, Laranjinha Itaú, Sabesp

Empresas parceiras: Atlas Schindler, Banco Votorantim, Dimensional, Nortel, Porto Seguro, PWC, Singer
Parceria de mídia: Estadão, Instituto Bandeirantes, JCDecaux, Revista Piauí e Uol
Parceria institucional: Sesc São Paulo, Museu Catavento, Secretaria Municipal de Turismo e Secretaria do Verde e Meio Ambiente
  

Museu Florestal, no Horto, recebe exposição com fotografias de expedições científicas pelo interior paulista

 


Mostra gratuita reúne 50 registros históricos produzidos entre 1905 e 1910 e celebra os 140 anos da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo

 

O Museu Florestal Octávio Vecchi, no Horto Florestal, recebe entre os dias 8 e 19 de setembro a exposição gratuita "São Paulo, território da ciência: fotografias da Comissão Geográfica e Geológica”. Idealizada pelo Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), a mostra celebra os 140 anos da criação da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, instituição pioneira na produção de conhecimento científico sobre o território paulista. 

A Comissão foi criada em 1886 e, ao longo de décadas, seus pesquisadores realizaram levantamentos que resultaram em mapas, relatórios e textos utilizados para ampliar o conhecimento sobre o território paulista e orientar políticas públicas e projetos de ocupação do estado. 

Ao todo serão expostas 50 fotografias do acervo do IPA, produzidas durante expedições pelos rios do Peixe, Feio, Tietê, Paraná e Grande, entre os anos 1905 e 1910. Na época, parte do oeste paulista era descrita pelos expedicionários como uma região ainda pouco conhecida pela ciência e pelos centros urbanos do estado. As imagens reunidas na exposição ajudam a ampliar essa perspectiva ao revelar rios, florestas e uma fauna diversa, além de registrar uma região que já era habitada havia séculos por povos originários. 

Passados mais de cem anos, essas fotografias ainda impressionam pela beleza e pelo detalhe. Além do valor histórico, elas evidenciam como a paisagem do interior paulista já passou por mudanças significativas, convidando o visitante a um olhar mais reflexivo para os rios e as florestas que habitam o estado e a imaginar outras possibilidades de relação com o território diante dos desafios ambientais do presente. 

A realização da exposição no Museu Florestal Octávio Vecchi também estabelece uma conexão entre ciência, memória e patrimônio. O espaço ocupa uma edificação de reconhecido valor histórico, construída em 1931, cuja própria arquitetura integra a experiência do visitante. Janelas, forros e assoalhos foram produzidos com madeiras de mais de 30 espécies, transformando o edifício em parte de sua própria expografia. Localizado no Parque Estadual Alberto Löfgren (Horto Florestal), o museu é administrado desde abril de 2022 pela Urbia, plataforma especializada na gestão de parques naturais e urbanos. 

A visitação à exposição é gratuita e ocorre de quarta-feira a domingo e feriados, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

 

Serviço

Exposição “São Paulo, território da ciência: fotografias da Comissão Geográfica e Geológica”

Local: Museu Florestal Octávio Vecchi, piso térreo, Parque Estadual Alberto Löfgren, Horto Florestal. Rua do Horto, 931, São Paulo/SP. CEP 02377-000

Período: 8 a 19 de setembro de 2026.

Visitação: quarta a domingo e feriados, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Entrada: gratuita.

Realização: Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA).


Urbia Gestão de Parques
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Santa Cecília, tem três espetáculos de teatro e estreia do projeto ‘Artesania’, com cursos sobre ‘formas de fazer’

 

Cena da peça A Última Valsa de Zelda Fitzgerald - João Caldas Fº

Entre os destaques do mês, estão os solos ‘A Última Valsa de Zelda Fitzgerald’, com Larissa da Matta; ‘A Impossível versão moderna da paixão’, com Priscilla Olyva; e ‘Para Além da Fresta’, com Beto Matos

 

A programação do ºAndar, em sua nova sede da Santa Cecília, continua intensa em setembro, com destaque para a estreia do projeto ‘Artesania’, uma série de cursos de ‘formas de fazer’, como colagem, costura, customização, teatro, cinema, escrita e outros. 

Outros destaques da casa são os espetáculos A Última Valsa de Zelda Fitzgerald, com Larissa da Matta; A Impossível versão moderna da paixão, com Priscilla Olyva; e Para Além da Fresta, com Beto Matos.

O centro cultural foi inaugurado em 2017 pelas produtoras Ana Paula Dias e Anayan Moretto e agora celebra uma nova fase com programação intensa já definida até o final do semestre.

Com a proposta de acolher artistas e profissionais de diversas áreas e de promover a criação, a formação e a difusão artísticas, o novo espaço conta com uma sala de espetáculos em formato black box e sete salas destinadas a estúdios de som e imagem, coworking, ensaios, aulas e atividades artísticas diversas, possibilitando a realização simultânea de diferentes ações.


Três solos

Dando continuidade à programação do projeto Segundas de Solo, a atração de setembro é o solo Para Além da Fresta, premiado texto de Beto Matos com direção de Marcos Azevedo, ambos integrantes da Cia. Phila 7. O trabalho, em cartaz às segundas-feiras, às 20h, rememora a cena icônica do jovem que se colocou à frente de uma coluna de tanques de guerra um dia depois do massacre de centenas de estudantes em Pequim, na China, em 1989.

Matos traz à cena esse importante símbolo de resistência do século XX, a partir da perspectiva do soldado que dirigia o tanque, do fotógrafo que registrou a cena e do próprio jovem diante dessa arma de guerra. O texto recebeu o Prêmio Estímulo de Novos Textos de Dramaturgia, em 2010, e foi publicado recentemente pela Revista Dramaturgia em Foco.

Outro destaque é a segunda temporada do solo A Última Valsa de Zelda Fitzgerald, com atuação e concepção de Larissa da Matta e direção de Pedro Amaral, em cartaz de 3 a 25 de setembro, às quintas e sextas-feiras, às 20h. A peça  revisita a trajetória de Zelda Fitzgerald para além da imagem de musa dos anos 1920. Escritora, pintora e dançarina, Zelda teve sua produção artística frequentemente colocada à margem da história enquanto sua vida era narrada a partir da fama e da obra do marido, o escritor F. Scott Fitzgerald. 

A montagem acompanha diferentes momentos de sua trajetória: da juventude no sul dos Estados Unidos à efervescência da Era do Jazz, passando pelos anos vividos em Nova York, Paris e na Riviera Francesa, pelos conflitos do casamento, pela disputa em torno da autoria de seus próprios escritos e pelas sucessivas internações psiquiátricas. 

Em cena, porém, Zelda não aparece apenas como uma figura marcada pelo sofrimento. A dramaturgia recupera também sua inteligência, seu humor, sua ironia e o olhar crítico que lançava sobre o mundo e sobre si mesma. Entre festas, viagens, cartas, memórias e delírios, o espetáculo constrói o retrato de uma mulher contraditória, inventiva e determinada a existir para além das versões criadas a seu respeito. 

Já a montagem A Impossível Versão Moderna da Paixão, de Bernard Shaw, com atuação de Priscilla Olyva e direção de Nicolas Caratori, segue em cartaz por lá até 23 de setembro, às terças e quartas, às 20h. O trabalho recoloca Cristo no banco dos réus para perguntar: o que muda, de fato, entre a cruz, a fogueira e a pena capital contemporânea? 

A peça parte de um exercício radical — explodir a cabeça de um autor e, a partir dos fragmentos, reconstruir o argumento que ele defende — para investigar a persistente atração contemporânea pela eliminação do diferente, do dissidente, do "perigoso". Em contraponto, convoca a própria voz de Jesus para sustentar, até as últimas consequências, a defesa da verdade e da tolerância.


Experimentar o fazer

Novidade do espaço ºAndar, o projeto de oficinas Artesania convida as pessoas a experimentar, a aprender e a criar juntas. São atividades de colagem, costura, customização, teatro, cinema, escrita e outras formas de fazer.

Cada encontro tem uma proposta diferente, mas todos partem da mesma ideia: experimentar, trocar experiências e passar um tempo juntos. Não precisa ter experiência ou saber fazer. É chegar, envolver-se com a proposta e descobrir o que pode acontecer.

Em setembro, o projeto conta com as atividades “Reinventando Memórias”, uma oficina de teatro e cinema para pessoas 50+ com Vivian Valente e Lucas Vanatt (de 11/9 a 23/10, às sextas-feiras, das 16h às 18h); “O Que Cabe Numa Imagem”, uma oficina de colagem com Victoria Moliterno (11/9, das 14h às 16h), que convida o público a  experimentar imagens, papéis, recortes e diferentes possibilidades de composição; “Vestindo Novas Histórias”, atividade de customização de roupas e acessórios com Marcelo Leão (dias 18 e 25/9 e 2/10, das 14h às 16h); e “Presentes de Afeto”, oficina para pessoas 60+ de criação de presentes que não se compram com Telma Fernandes (dias 9,16 e 23/10, das 14h às 16h).

O ºAndar ainda reúne outras atividades, como cursos, experimentos e leituras. Para conferir a programação completa do espaço, acesse https://oandar.com/

 

Serviço

ºAndar

Endereço: Rua Dr. Gabriel dos Santos, 88 - Santa Cecília (Metro Marechal Deodoro)

Convênio com o Estacionamento no nº131 -  R$20,00 (com carimbo na bilheteria)

Para detalhes da programação e o serviço completo de cada atração, acesse o site www.oandar.com
Siga o perfil no Instagram @o.andar.


Link para download toda a programação

 

Programação: 

 

Teatro

 

Até 23/9 - A Impossível Versão Moderna da Paixão, com direção de Nicolas Caratori, às terça e quartas,  às  20h 

 

3 a 25/9 - A Última Valsa de Zelda Fitzgerald, com Larissa da Matta, quintas e sextas-feiras, às 20h 

 

7  a 28/9 - Para Além da Fresta, com Beto Matos, segundas-feiras, às 20h

 

Cursos

11/9 a 23/10 - Reinventando Memórias, com Vivian Valente e Lucas Vanatt, sextas-feiras, das 16h às 18h

11/9 - O Que Cabe Numa Imagem, com Victoria Moliterno, sexta-feira, das 14h às 16h 

18 e 25/9 e 2/10 - Vestindo Novas Histórias, com Marcelo Leão, sextas-feiras, das das 14h às 16h

9, 16 e 23/10 - Presentes de Afeto, com Telma Fernandes, sextas-feiras, das das 14h às 16h

 

Em setembro, Shakespeare Embriagado apresenta Hamlet e Romeu e Julieta em três espaços de São Paulo

 

Divulgação

 Montagens dirigidas por Dagoberto Feliz misturam teatro, improvisação, música ao vivo e participação da plateia

 

O projeto Shakespeare Embriagado realiza três apresentações em São Paulo durante o mês de setembro, com montagens de dois clássicos de William Shakespeare.

 

Hamlet será apresentado no dia 12 de setembro, sábado, às 21h, no Marte Hall. Já Romeu e Julieta terá sessões nos dias 18 de setembro, sexta-feira, às 20h30, no Coringa Madá, e 25 de setembro, sexta-feira, às 22h30, no Clube Barbixas.

 

Com direção de Dagoberto Feliz, as montagens misturam teatro, improviso e participação da plateia em releituras irreverentes dos clássicos de William Shakespeare, em que os atores e espectadores compartilham drinks enquanto as histórias se desenrolam de forma imprevisível a cada sessão.

 

Em cena, Bruna Assis, Guilherme Tomé, Lívia Camargo, Michel Waisman e Robert Gomes conduzem as histórias em um ambiente em que gargalhadas, surpresas e participação do público fazem parte da experiência. A direção musical e o piano ao vivo são assinados por Fernando Zuben.

 

Hamlet

A adaptação de Hamlet transforma a tragédia do príncipe dinamarquês em uma experiência interativa. Enquanto busca vingança pela morte do pai, o protagonista conduz uma narrativa, que preserva a essência do clássico de Shakespeare, mas permite que o improviso e as escolhas do público influenciem o desenvolvimento de cada apresentação.

 

"O tempo e o álcool podem alterar a forma de contar a história, mas não seu conteúdo", resume o diretor Dagoberto Feliz.

 

Durante o espetáculo, espectadores podem ser convidados ao palco para assumir papéis importantes na trama e até decidir o rumo de determinadas cenas, tornando cada sessão diferente da anterior.

 

Romeu e Julieta

A montagem de Romeu & Julieta leva aos palcos uma versão irreverente da história do casal mais famoso da literatura.

 

Segundo Dagoberto Feliz, a escolha do texto aconteceu naturalmente. "Romeu e Julieta ainda é uma das histórias mais conhecidas. Mesmo quem não domina toda a trama reconhece o casal apaixonado e esse percurso de amor tido como impossível." 

 

O diretor explica que o processo criativo segue a mesma proposta da montagem anterior. O texto original serve como base, enquanto a improvisação construída nos ensaios e as reações da plateia fazem com que cada espetáculo aconteça de maneira única.

 

Nesta versão, um casal escolhido entre os espectadores passa a influenciar diretamente o ritmo da apresentação, transformando o amor, a celebração e o improviso nos grandes protagonistas da noite.

 

Instagram: @shakespeareembriagado 

Site: www.shakespeareembriagado.com

 

Ficha técnica:

Autor: William Shakespeare. 

Direção Geral: Dagoberto Feliz. 

Co-Direção: Guilherme Tomé. 

Direção de Produção: Henrique Benjamin. 

Produção Executiva: Michel Waisman. 

Assistência de produção: Eduardo Lazoti. 

Direção Musical e Piano: Fernando Zuben. 

Elenco: Bruna Assis, Guilherme Tomé, Lívia Camargo, Michel Waisman e Robert Gomes. 

Gestão de Mídias Sociais: Michel Waisman. 

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. 

Realização: Benjamin Produções. 

 

Serviço:

Shakespeare Embriagado - Hamlet 

Dia 12 de setembro, sábado, às 21h. 

Duração: 70 minutos.

Classificação: 18 anos.

Ingressos: R$ 70 e R$ 140

Vendas: https://olhaoingresso.showare.com.br/Performance/ShoWareFrontEndPerSectionReservation.aspx?PerformanceID=54969&trk_eventId=2189&sw_sc=internetmh

 

Marte Hall, São Paulo (SP)

Rua: Domingos de Morais, 348 - Vila Mariana, São Paulo - SP

*O Marte Hall é um bar / restaurante, por isso não se aplica a meia entrada.

 

Shakespeare Embriagado - Romeu e Julieta 

Dia 18 de setembro, sexta-feira, às 20h30. 

Duração: 60 minutos.

Classificação: 18 anos.

Ingressos: Entre R$ 80 e R $90 

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/110923/d/405365/s/2650869?share_id=1-copiarlink&_gl=1*1ux02bz*_ga*MTgzNTExMzgyNi4xNzgyODU1ODU2*_ga_8N44L8SS37*czE3ODc5NDQ3NDQkbzIkZzEkdDE3ODc5NDUxNTQkajYwJGwwJGgw

 

Coringa MadáSão Paulo (SP)

Rua Luís Murat, 370 - Vila Madalena.

*O CORINGA MADÁ é um BAR/RESTAURANTE e não um Teatro, por isso, não se aplica a Lei de Meia Entrada.

 

Shakespeare Embriagado - Romeu e Julieta 

Dia 25 de setembro, sexta-feira, às 22h30. 

Duração: 70 minutos.

Classificação: 18 anos.

Ingressos: Entre R$ 70 e R$ 90

Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/121343/d/406890?share_id=1-copiarlink&_gl=1*1bu2s2q*_ga*MTgzNTExMzgyNi4xNzgyODU1ODU2*_ga_8N44L8SS37*czE3ODc5NDQ3NDQkbzIkZzEkdDE3ODc5NDUzMDgkajYwJGwwJGgw

 

Clube Barbixas, São Paulo (SP)

Rua Augusta, 1129 - Consolação

 

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